Eu te farei se sentir em casa

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  Minho estava deitado na sua cama, olhando para o teto escuro da noite que chovia lá fora, ele ouvia o chuveiro do quarto ao lado ligado, repassando a conversa de algumas horas antes na cabeça, quando um relâmpago iluminou o quarto e logo em seguida o barulho da trovoada fazendo o vidro da janela tremer por uns segundos, ele piscou algumas vezes e percebeu que o chuveiro foi desligado. Não tardou para que ouvisse alguém batendo na porta.

— Abre — disse calmamente, Jisung tinha medo de trovoadas, não ia demorar que ele aparecesse no seu quarto, como todas as outras vezes.

A porta abriu devagar, revelando Jisung usando uma blusa preta maior que o tamanho normal de suas roupas e uma samba canção da mesma cor com pequenas guitarras vermelhas espalhadas e o cabelo encharcado, Minho sorriu com a cena.

— É que... é uhmmm — Jisung gaguejou.

Minho ergueu o edredom que cobria seu corpo.

— Vem cá — bastou essas duas palavras pra Jisung entrar no quarto, devagar a princípio, mas depois que mais uma trovoada brilhou no céu, ele aumentou o passo, chegando em segundos na lateral da cama de Minho, mas dessa vez ele não deitou em seguida, não era como se ele não tivesse suplicado por um beijo algumas horas antes, pra pessoa que estava ali deitada na sua frente, usando apenas uma blusa branca e uma cueca boxer, ele estremeceu.

— Hannie?

— Uhm?

— Não vai deitar?

— Eu... — ele respirou fundo — ...vou. — entrou por fim embaixo do edredom que Minho erguia, deitou sobre o braço de Minho, sentindo ele o abraçar pela cintura e abaixar a coberta quente sobre seu corpo, abraçou Minho também, repousando sua cabeça no vão do pescoço de Minho, cena corriqueira na vida deles, era comum dormirem juntos, ainda mais depois de filmes de terror, noites com trovoadas, pesadelos que insistiam em aparecer ou simplesmente porque não conseguiam dormir, então ficavam deitados juntos, conversando ou em silêncio, até que o sono os levasse pra longe.

Jisung suspirou, inspirando o cheiro adocicado do perfume de baunilha do mais velho, se sentiu ficar leve, se permitiu sentir protegido, como sempre foi com Minho.

Minho fazia carinho nas suas costelas, lentamente subindo e descendo os dedos por cima do tecido de algodão, que por conta da fricção subia lentamente, sem que nenhum dos dois percebessem, até que Minho ao descer os dedos novamente devagar, sentiu o calor da pele de Jisung, ele deu uma pequena travada, arregalando os olhos no breu do quarto, fazendo Jisung resmungar pela falta do contato, Jisung já estava sonolento demais para perceber, então ele continuou, agora, descendo mais um pouco, não permanecendo apenas nas costelas de Jisung, mas deslizando os dedos levemente pela pele quente da cintura fina do mais novo.

Jisung estava cansado demais, com sono demais, se sentindo tão perdido no cansaço e no quanto estava se sentindo bem ali, que ele não saberia quem culpar pelo que iria fazer em seguida, ergueu a cabeça lentamente, passando o nariz pela extensão da lateral do pescoço de Minho, puxando o ar devagar, sentindo o aroma doce que ele amava.

— hannie... — Minho sussurrou, sua voz tremia, o ar era pesado.

— Uhm? — Jisung apenas grunhiu, apertou a lateral de Minho, onde sua mão repousava, chegando ao ouvido do mais velho — o que foi, bebê?

Minho suspirou, soltando o ar entre cortado, quase um gemido, esse maldito apelido, o apelido carinhoso que eles usavam, somente eles, em casa, no seu espaço, onde um era o bebê do outro.

— Jisung... por favor...

— Por favor o que, bebê?

— Não me chama assim — as palavras eram sussurradas, sopradas pra fora da boca, quase forçadas a serem ditas, expulsas pela língua.

Nada mais será como antesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora