Jisung encontrou Minho encostado do lado de fora da sala de treino, cabeça baixa e olhar vago.
Parou a sua frente, centímetros de seu corpo, conseguia sentia o calor emanando do treino recente, via as gotículas de suor escorrerem pela sua têmpora e se unirem a outras pelo pescoço. Apoiou uma mão ao lado da cabeça de Minho.
— Hyung?
— mhn — Minho não o olhou, permaneceu com os braços cruzados sobre o peito e o olhar perdido no chão.
— Hyung... — Dessa vez o chamou como se clamasse por atenção, foi arrastado, foi manhoso.
— Jisung... — Minho sabia o que ele queria, então ergueu os olhos por fim, com um olhar severo que beirava a tristeza.
— Por favor... — Foi um sussurro, uma súplica.
— Jisung, você sabe que n...
— Não me venha com "você sabe que não podemos", de novo não Minho, não quero ouvir isso de novo.
— Mas nós não podemos, Jisung.
— Minho, por favor... — Han apoiou sua testa na de Minho, os dois com os olhos fechados.
— Hannie, por favor, não faça isso comigo, por favor.
— Ah hyung, uma única vez — era possível sentir a estática do corpo alheio, tão perto, suas respirações de misturavam e se tornavam uma só, a eletricidade da pele sentida pelo leve toque dos lábios um do outro — uma vez, só isso que te peço, uma única vez e eu não irei mais te pedir.
— Jisung, eu não posso, nós... nós não podemos.
Jisung rosnou bravo, empurrando a cabeça de Minho pela testa, até batê-la na parede, Minho agora havia aberto os olhos, brilhantes, mas opacos ao mesmo tempo, tristes, suplicantes, mas impedidos. Jisung se afastou uns centímetros, apenas para que a visão focasse no rosto do mais velho.
— Não tem ninguém aqui, somos só eu e você, por favor Minho, me deixe te sentir, nem que seja uma vez — ele apoiou a testa novamente na testa de Minho — eu quero tanto sentir você, quero poder te fazer me sentir também, preciso sentir você... quero saber qual é o seu gosto... — Jisung aproximou sua boca na boca trêmula de Minho, mas ele não o beijaria, não sem a permissão do mais velho — me deixe saber qual o seu gosto, Hyung.
— Ji...Jisung...
Jisung sentiu quando as mãos de Minho seguraram as laterais de seu rosto, ele entreabriu a boca, mas teve seu rosto afastado por Minho, que o olhou nos olhos, deixando escapar o ar que ele nem percebeu que havia prendido.
— Hannie, não posso fazer isso com a gente, não posso permitir que o que temos tão sólido se perca, não posso fazer isso com você...
— Eu não me importo, Minho, eu largo tudo o que tenho pra ter você, é isso que quer ouvir? Por que eu largaria, por que eu quero você e só você me importa!
— Jisung, não fale besteira, eu não me perdoaria nunca por isso, não posso simplesmente deixar teus sonhos de lado pra ficar comigo, você não entende?
— Hyung....
— Hannie, você é meu melhor amigo, o único pra quem eu corro quando as coisas não estão bem, o único pra quem vou quando quero me sentir em casa, eu quero qu...
— Você quer que as coisas continuem assim — Jisung se desvencilhou das mãos de Minho, vendo Minho acenar em concordância, então deu três passos pra trás — se você quer que eu seja sua casa, eu serei sua casa — sorriu, um sorriso mentiroso — vem, vamos pra casa, está tarde.
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Nada mais será como antes
FanfictionMinho tem medo de estragar tudo, Jisung não tem medo de estragar nada. Um beijo era o que ele queria, mas teve muito mais do que esperava. [ história compatível com canon, atualmente. Isso é uma fanfic, criada de fã para fã. Não estou obrigando ning...
