Haaland, sempre foi o melhor jogador de seu time, um artilheiro renomado, sempre teve destaque, não somente pelo futebol, mas também pelo seu físico, o louro era realmente um viking em campo, seus quase 2 metros se destacavam assim como seus longos fios lisos reluzentes. Um jogador invejável, sendo o camisa 9 de seu time, nascido em um pais frio, Haaland causava medo nos jogadores dos outros times, nunca ninguem tivera a coragem de enfrentar o gigante norueguês.
No outro lado, havia o brasileiro sorridente, Gabriel Magalhães, um moreno cobiçado, robusto, um jovem de muita coragem e sangue nos olhos, nascido em um pais tropical, o cacheado nao tinha medo de nada, amava um desafio.
Magalhaes só nao sabia quem iria ser seu novo rival na copa do mundo entre brasil e noruega. O renomado Braut Haaland, que carregava uma historia familiar nas suas costas, mal esperava quem iria encontrar pela frente, mas já nem se importava, ninguem nunca teve a coragem de bater de frente com o louro, bom, era isso que ele pensava.
O norueguês era o capitão de sua seleção, comandava cada centímetro de sua estratégia em campo.
Braut levou sua equipe ate o campo em uma fila organizada á espera do time rival para dar inicio a um momento crucial de sua vida, em um leve suspiro, ele fecha os olhos e começa a pensar em estratégias para passar por cima da marcação brasileira, quando alguem-lhe interrompe tocando em seu ombro, era Magalhães pedindo para que ele veja em um jogo de cara ou coroa, sobre nos pés de quem a bola começaria a correr. Haaland não conseguiu desviar o olhar do sorriso encantador de Gabriel ao lhe chamar para uma simples coisa, ele não o conhecia , mas sentiu um formigamento forte no pescoço e seu coração acelerava a cada palavra que Magalhães trocava com o mesmo. Por outro lado, o brasileiro ficou encantado com o fisíco do norueguês, mas entao ele percebeu que seria um jogo acirrado, como iriam marcar aquele viking? Foi o pensamento que ocorreu enquanto falava com Haaland.
O juiz apita, noruega começa com a posse de bola, Haaland sai em um embalo para a area do brasil esperando seu companheiro de equipe fazer um passe.
O placar ainda estava 0 a 0 quando aconteceu.
Setenta e dois minutos de jogo.
MetLife Stadium inteiro vibrando alto demais, luz demais, pressão demais.
Brasil e Noruega presos num empate duro, nervoso, físico — o tipo de partida em que cada dividida parecia valer mais do que a bola.
Gabriel já estava no limite.
Não cansado só de correr.
Cansado de Haaland.
Cansado de marcar cada movimento dele.
Cansado de sentir o corpo do norueguês perto
demais em toda bola aérea.
Cansado do jeito como Haaland sempre parecia saber exatamente quando encostar, quando prender, quando escapar por meio segundo e obrigá-lo a ir junto.
Era futebol.
Só futebol.
Era o que Gabriel repetia para si mesmo havia mais de uma hora.
Então veio o lance.
A Noruega recuperou a bola no meio.
Ødegaard acelerou.
Passe vertical entre linhas.
Haaland disparou.
Gabriel foi atrás no mesmo instante.
Os dois correram ombro a ombro em direção à área, as travas batendo no gramado, o estádio inteiro se levantando num rugido só.
Gabriel sentiu o corpo dele ao lado — largo, quente, rápido demais para alguém daquele tamanho.
Haaland protegeu a bola com o quadril.
Gabriel entrou junto, firme, duro, usando o ombro para desestabilizar.
Por um segundo, nenhum cedeu.
Até que Haaland tentou girar.
Gabriel travou a perna na frente, acertou o corpo antes da bola e os dois se embolaram no limite da entrada da área.
YOU ARE READING
Além dos 90 minutos
ActionEstádio piscando, torcedores rugindo, euphoria, e a bola em jogo, Gabriel Magalhaes , nao estava pensando somente em como fazer gol. Pelo menos não sozinho.
