Prólogo.

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A noite em que minha magia despertou, o céu sangrou prata.

Eu tinha oito anos quando as sombras começaram a me seguir.

No início eram apenas vultos nos cantos dos quartos. Reflexos estranhos nas janelas. Sussurros que desapareciam quando eu tentava ouvi-los.

Depois vieram os acidentes.

Velas que se apagavam quando eu chorava.

Portas que batiam sozinhas quando eu sentia raiva.

E pessoas que me olhavam como se eu fosse um monstro.

Por isso, quando a carta da Academia Noctis chegou à minha porta, envolta em uma chama azul que não queimava o papel, minha primeira reação não foi felicidade.

Foi medo.

Porque, no fundo, eu sabia.

A academia não tinha vindo para me ensinar.

Ela tinha vindo para descobrir o que eu realmente era.

A Herdeira das Sombras de PrataHistórias para pegar e não largar. Descubra agora