Capítulo 1

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Kirishima ajustou a gravata enquanto seus olhos se fixavam no belo marquês que descia os degraus da escada. A música clássica cessou, e todos ao redor do salão pararam, voltando-se para observar quando Midoriya  surgiu no topo da escadaria, parecendo a própria definição de beleza régia.

Seu criado estendeu a mão, ajudando Midoriya a descer com uma graça que não se aprende — apenas se herda de uma longa linhagem de nobreza e honra. Assim que alcançou o piso inferior, todos os pretendentes se prepararam para avançar e pedir a primeira dança da noite. Todos sabiam que a primeira impressão é a que fica, e Kirishima havia se posicionado o mais próximo possível da escada exatamente por esse motivo.

Assim que o criado soltou a mão de Midoriya e recuou, Kirishima foi direto em direção ao marquês, com o coração disparado de expectativa, pronto para pedir sua mão assim que a orquestra voltasse a tocar.

Mas, quando estava prestes a alcançá-lo, quase tropeçou em outro pretendente que havia se metido bem na sua frente.

— Lorde Midoriya, o senhor está absolutamente deslumbrante esta noite — elogiou o solteiro, recebendo em troca o sorriso gracioso do belo ômega.

— Que gentileza sua — respondeu Midoriya, apoiando delicadamente a mão no ombro de Bakugou. — Qual é o seu nome?

— Visconde Katsuki Bakugou, de Greenwich — apresentou-se o homem, fazendo Kirishima apertar as mãos em punho de frustração.

Não bastava aquele pretendente ter passado na sua frente e arruinado sua chance de ser o primeiro a dançar com Midoriya, como ainda sentiu a necessidade de anunciar seu título logo de cara… e, pior, um título superior ao de Kirishima.

— É um prazer conhecê-lo, Lorde Midoriya — disse Bakugou, fazendo uma reverência.

— O prazer é meu, Lorde Bakugou — respondeu Midoriya, retribuindo o gesto com formalidade.

— Poderia me conceder a honra de compartilhar a primeira dança? — pediu Bakugou, estendendo a mão.

O sorriso de Midoriya não sumiu enquanto ele pousava a mão na de Bakugou, que o conduziu até a pista de dança sob o olhar fulminante de Kirishima. O visconde certamente havia percebido Kirishima avançando com determinação, já que praticamente colidiu com o barão para chegar primeiro até Midoriya. Kirishima sabia, sem dúvida alguma, que era o mais próximo de Midoriya — e, portanto, Bakugou não tinha direito algum de se adiantar e roubar sua chance.

Kirishima observou, fervendo de raiva, enquanto os dois valsavam com aparente facilidade. Em certo momento, Bakugou girou Midoriya, arrancando uma risada do marquês — e foi aí que Kirishima decidiu que já era o bastante. Se aquele pequeno visconde queria jogar sujo — e ele realmente queria enfatizar o pequeno, já que o visconde tinha quase a mesma altura que Midoriya — então Kirishima não teria problema algum em descer ao nível do concorrente.

O barão ajeitou o casaco mais uma vez antes de atravessar a multidão, abrindo caminho até parar diante dos dois enquanto dançavam. Ambos voltaram o olhar para ele e, ao ver Bakugou de perto, Kirishima o reconheceu imediatamente. Não havia ligado os pontos antes, mas ao perceber que o visconde era um beta, soube exatamente quem ele era.

— Peço desculpas, Lorde Midoriya — disse Kirishima, com educação. — Mas posso interromper?

O olho de Bakugou tremeu levemente enquanto ele tentava manter a compostura, ao passo que Midoriya apenas sorriu para Kirishima.

— Pode, sim.

Midoriya então voltou-se para o visconde:

— Foi um prazer dançar com o senhor, Lorde Bakugou. Espero que possamos conversar novamente.

Rivalidade e Paixão | Kiribaku Historias para obsesionarse. Descúbrelo ahora