Em uma tarde quente e abafada, a única coisa que conseguiam ouvir eram os zumbidos daqueles andarilhos famintos. Quatro jovens adultos tentavam sobreviver em meio ao caos.
Pedro comandava seus três amigos na luta pela sobrevivência naquele mundo. Ele tem cabelos marrons, tem uma altura mediana e era o mais velho, portanto, conhecia melhor os meios para continuar vivo. Porém, mesmo sendo o mais responsável do grupo, a situação da cidade fazia seu corpo se arrepiar.
Alice, uma garota popular da faculdade de engenharia civil, tinha cabelos curtos e pretos, era delicada como uma flor, estava exausta de tanto andar. Com a voz baixa, aproximou-se de Pedro e sussurrou:
- Podemos parar um pouco? Estou exausta.
Pedro, com o olhar sério, virou-se para o grupo e concordou, embora soubesse que qualquer decisão errada poderia custar a vida de todos.
De repente, Nilton - amigo de jogos de Pedro e também estudante de engenharia civil, ele era magro e baixo, o que correspondia com seu passado de jogador de videogame - abriu um sorriso animado.
- Olha esse carro! Mano, bora ficar com ele? Isso vai facilitar muito nosso trajeto.
O jovem parecia uma criança na noite de Natal ao encontrar o veículo.
- Podemos tentar ligá-lo - disse Pedro, contagiado pela empolgação do amigo.
Os dois amigos se aproximaram e abriram o carro com cautela. Lá dentro, encontraram uma moça jovem já zumbificada. Pedro hesitou por um instante, mas logo enfiou sua antiga faca de caça na testa da garota, encerrando seu sofrimento.
Aquilo não era novidade para o grupo. Eles já estavam sobrevivendo juntos havia um mês. A única motivação que ainda os mantinha de pé era a esperança trazida por algo que havia sido ouvido na rádio.
Exatamente três semanas antes, uma transmissão ao vivo ordenava que todos os moradores do país se dirigissem até os policiais, pois eles iriam protegê-los.
Os quatro jovens não sabiam que policiais eram esses, nem onde poderiam encontrá-los. Mesmo assim, confiavam que, se chegassem à capital, teriam alguma chance de achá-los.
Nilton conseguiu, com muito esforço, fazê-lo ligar novamente, o carro ganhou vida com um ronco alto. Seu semblante se iluminou de empolgação.
- GENTE, está na hora de dar uma voltinha!!
Todos entraram rapidamente no veículo e seguiram rumo à capital. Harley, um jovem vestibulando, que sempre era mimado por todos por ser novo e muitas vezes ingênuo, tem cabelo de franja e usava roupas que pareciam ter saído de uma série adolescente. Observava tudo com admiração pelo banco de trás.
- Posso dirigir?
- Tá doido? Lógico que não! - respondeu Nilton, enquanto conduzia o carro. - Se você dirigir, vai acabar batendo no meu querido carro.
Harley ficou quieto e voltou a encarar o banco de trás. Ele odiava quando seus colegas do grupo o subestimavam.
Pedro observava pela janela do carro as ruas que antes eram cheias e barulhentas, agora transformadas em caminhos silenciosos e vazios. Os andarilhos famintos vagavam sem rumo, e aquilo o entristecia. Em seu antigo trabalho como entregador, ele conhecia bem aquelas pessoas e aqueles bairros.
- Pedro, você está triste? Calma, isso vai acabar! - disse Nilton enquanto dirigia. - O governo tem que fazer alguma coisa, né?
Pedro encarou o amigo, que sorria despreocupado. Como ele consegue ser tão descontraído? Pensou, mantendo o semblante sério.
No banco de trás, Alice ajeitava o cabelo enquanto se olhava no espelho.
- Gente, precisamos ir atrás de novos cremes e de um pouco de comida.
- Perfeito! Bora para algum supermercado. Se eu não me engano, tem um por perto - respondeu o homem, pegando um mapa no porta-luvas e tentando se alegrar.
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The Last Night
Historical FictionE se o mundo acabasse... hoje? Ninguém teve tempo de se preparar. Ninguém entendeu como começou. Mas quando a noite caiu... eles se levantaram. Jenobin só queria sobreviver. Stella só queria não ser deixada para trás. Agora, presos em um mundo onde...
