PRÓLOGO

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Jimin conferiu seus pertences. Luvas, a capa, mala. Ele estava com tudo que precisava levar, tudo o que sua mãe ordenou que levasse, o cocheiro pegou sua bagagem e carregou até a carruagem. Não eram tantos baús, pois, Jimin acreditava que seus pais se arrependeriam da decisão e mandariam busca-lo o mais rápido possível.

Antes de partir viu ele, o moreno alto motivo da sua repentina partida para o campo.

Para sua estadia sem volta a casa de seus tios, segundo os pais do loiro nada melhor que o ar fresco do interior e o pequeno vilarejo para consertar os modos assanhados que o filho adquiriu na cidade grande.

Afastou-se da carruagem se enfiando atrás do beco sujo e vazio.

— Cristian, meu bem o que faz aqui? — Perguntou preocupado, se o pai do loiro o pegasse lhe daria uma surra maior que da última vez. — Sabe que corre um risco enorme vindo até mim. — Foi envolvido pelos braços do outro homem.

— Não vão nos ver fique calmo! — Beijou a testa do loiro. — Sinto ódio por te mandarem para longe, por não aceitarem nosso amor. — Os pais do rapaz jamais aceitariam o romance entre os dois homens, sendo Cristian pobre. A alta sociedade os excluiriam de todas as atividades. — Precisava lhe dar algo.

— Me dar algo? — Seus olhos brilharam, o homem a sua frente foi seu primeiro amor.

— Isto.

O alfa o enlaçou o loiro pela cintura fina, apertando o contra a parede suja sem se importar, tomou sua boca em um beijo necessitado. Jimin sentiu o gosto de fumo na boca do amado, sua língua adentrava sua boca também tocava em lugares considerados escandalosos.

Se a mãe o visse daria uma surra.

Cristian apertou o corpo frágil do ômega sentindo a estrutura do espartilho do mesmo, deslizou suas mãos grandes pelo quadril e finalmente apertou a bunda firme redonda dele, desceu mais e segurou as coxas firmes do loiro impulsionando-o para que subisse em seu colo.

Jimin sentiu seu corpo todo pegar fogo, ele gemeu e se assustou, por nunca ter soltado tal som.

— Certo! Preciso ir. — Sem jeito pulou do colo do amado, nunca passaram de beijos e alguns abraços mais apertados. — Prometo escrever algumas cartas alfa. — Selou os lábios do outro.

— Quero outra promessa Jimin! — Agarrou o pulso do ômega olhando em seus olhos. — Prometo que farei de tudo para lhe buscar, em troca me prometa que não vai se encantar por outro alfa. — O ômega sentiu uma coisa estranha, um vento forte e gelado bateu contra seu corpo causando-lhe um arrepio era como se o universo o alertasse sobre algo, mas ele foi incrédulo aos sinais.

— Bobo, só tenho olhos para ti. — Beijou as mãos do alfa.

O ômega entrou na carruagem e sem olhar para trás foi embora, as primeiras lágrimas começaram escorrer pelas suas bochechas gordinhas. Sentia medo não conhecia os tios, primos nem o vilarejo.

— Não chore senhor Jimin, lá tem pessoas muito boas. — O cocheiro tentou, anima-lo. — Pessoalmente aprecio muito o ferreiro do vilarejo, senhor Jeon é uma ótima pessoa. — Começou contar. — Os dois filhos são alfas de respeito, fortes e fazem joias maravilhosas.

— Diz um motivo, um, pelo qual me interessaria por joias feitas por alfas de um vilarejo. — Fungou desanimado. — E eles devem ser homens feios, mal vestidos, fedidos, suados. Sem modos algum!







FORJANDO O AMORDonde viven las historias. Descúbrelo ahora