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Cap 1: YUKY e YURY: Origens!

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YUKY

Num dia comum, o sol brilhava forte sobre o vilarejo. Yuky, como sempre, mal tinha tempo para si. Gostava de ajudar os outros e fazia isso com entusiasmo — fosse quem fosse, estava sempre disposta a oferecer uma mão amiga.

Yuky Yamatsuha era uma garota gentil e sorridente; por isso, todos no vilarejo — sem exceção — sentiam uma admiração especial por ela.
Vivia com os pais: Dohara Oda, um homem tranquilo e bem-humorado, e Tamika Yamatsuha, uma mãe carinhosa e dedicada. Ambos a amavam profundamente e se orgulhavam de ter uma filha tão prestativa. Aos quinze anos, Yuky parecia perfeita aos olhos deles.

Mas havia algo que ela desejava mais do que tudo: ver o irmão voltar para casa.

Tatsuro Yamatsuha, seu irmão mais velho, estava viajando havia algum tempo. Aos dezoito anos, carregava um ar frio e reservado — mas Yuky sabia que, no fundo, ele era uma boa pessoa. Ao menos, enquanto ninguém ameaçasse quem ele amava.

Depois de ajudar mais um morador, Yuky voltou para casa às pressas. Mal entrou e já se preparava para sair de novo, quando a voz da mãe ecoou pelo corredor:

— Yuky, minha filha! Hoje não tem aula... por que não aproveita pra descansar um pouco?

— Se eu ficar parada, não consigo ajudar ninguém. Desculpa, mamãe, mas eu preciso ir rápido. Prometo que volto logo!

Ela saiu correndo pela porta, quase esbarrando no pai. Sem parar, gritou:

— Oi, pai! Posso ir ao rio mais tarde?

— Pode... — ele respondeu, surpreso — mas você não vai almoçar?

— Depois que eu voltar! Tenho que resolver uma coisa antes!

Dohara soltou uma risada baixa, cheio de orgulho.

Tamika se aproximou da porta e ficou ao lado do marido. Ele, ainda sorrindo, comentou:

— De onde será que ela tira tanta energia?

— Eu também queria saber...

— A propósito... o almoço tá pronto?

— Ai, meu Deus! Esqueci as panelas no fogo! Tomara que não tenha queimado nada!

Tamika disparou em direção à cozinha. Dohara apenas riu de leve:

— Hehehe...

Depois, ergueu o olhar para o céu claro por um instante e, em silêncio, pensou no filho:

(...Espero que você esteja bem, Tatsuro.)

YURY

Em outro lugar, um garoto de quinze anos chamado Yury Topper caminhava ao lado do avô, Mishima, voltando para casa. Durante o trajeto, Mishima o observava atentamente e, intrigado com o sorriso raro no rosto do neto, comentou:
— O que será que ele está pensando pra estar sorrindo desse jeito? Ele quase nunca fica assim... — Então chamou: — Yury, o que aconteceu pra te deixar tão feliz?

Yury olhou para o avô, um pouco envergonhado.

— Não é nada. E o que o senhor quer dizer com "aconteceu"?

KY_TSU_RYHistórias para pegar e não largar. Descubra agora