Prólogo

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Hogwarts, 1978

Era mais um dia comum — ou o mais próximo que se poderia ter de comum — nos corredores de Hogwarts, quando os Marotos decidiram que a escola estava há tempo demais em paz. Paz demais era sempre um convite à travessura.

Na sala de poções, os marotos vasculhavam discretamente o armário do professor Slughorn tentando encontrar os ingredientes necessários para sua próxima brincadeira.

— Eu juro que Slughorn guarda os ingredientes mais divertidos nesse armário — comentou Sirius Black, os olhos brilhando de expectativa.

— Isso não significa que devamos roubar — resmungou Remus Lupin, ainda assim puxando a porta do armário com cuidado. — Tecnicamente, estamos apenas… pegando emprestado.

— Isso aí, Moony — disse James Potter, vasculhando frascos com a empolgação de quem buscava artefatos sagrados. — Para eternizar o legado maroto, às vezes, é preciso cruzar algumas linhas. Pequenas linhas éticas. Mínimas.

Peter Pettigrew, no canto, segurava uma lista rabiscada com ingredientes que eles precisavam. — Temos babosa do deserto, suco de raiz de mandrágora... falta só óleo de besouro-rei.

Enquanto os três se ocupavam com frascos e etiquetas mal escritas, Sirius perambulava entediado pela sala. Foi então que, num canto empoeirado perto de um armário menor, algo brilhou discretamente sob uma pilha de papéis velhos.

Curioso, ele se agachou e puxou um pequeno objeto dourado com uma corrente fina e engrenagens delicadas.

— O que você está fazendo aí, Padfoot? — perguntou Remus, ainda de costas.

— Olha o que eu achei, Moony — disse Sirius, erguendo o objeto.

Remus se virou e, ao ver o objeto nas mãos do namorado, arregalou os olhos.

— Sirius, pelo amor de Merlin, cuidado com isso! — exclamou, cruzando a sala em passos largos. — Isso é um vira-tempo.

Ele pegou o artefato com delicadeza, como se fosse feito de vidro fino.

— Onde você achou isso?

— Jogado ali no chão — respondeu Sirius, dando de ombros.

— Você não devia sair pegando essas coisas! — disse Remus, examinando o vira-tempo. — Hm, que estranho, parece quebrado.

Antes que pudessem falar mais alguma coisa, a porta da sala se abriu com um baque abafado e, logo depois, três garotas entraram ofegantes.

— Por Merlin... vocês não viram um vira-tempo por aqui, viram? — perguntou Lily Evans, lançando olhares ansiosos ao redor.

— Sim — disse Remus, simplesmente levantando o que tinha nas mãos.

Lily deu um longo suspiro de alívio.

— Graças aos céus! Minerva me emprestou e eu devia devolver até o fim da semana. Achei que tinha perdido. — Ela se aproximou e pegou o objeto.

Lily virou o vira-tempo nas mãos, franzindo o cenho ao notar rachaduras finas no vidro da ampulheta. Ela não disse nada, mas os olhos indicaram sua preocupação.

Ela não disse mais nada, mas havia uma sombra de preocupação em seu rosto.

— E vocês? — perguntou Mary, cruzando os braços. — O que estão fazendo aqui, enfiados nessa sala?

— Apenas... eternizando nosso legado de genialidade e pegadinhas — respondeu Sirius com um sorriso travesso.

— Eu devia saber — retrucou Mary, revirando os olhos.

— Contanto que vocês não nos metam em confusão, por mim, vocês podem botar a escola abaixo com suas pegadinhas. — comentou Marlene, que até então permanecia encostada na parede, com um meio sorriso nos lábios.

— Marlene! — repreenderam Mary e Lily, mas apenas Lily continuou. — Você não devia dar idéias para eles.

Marlene apenas dá de ombros, não se importando.

Antes que qualquer um pudesse retrucar, mais passos ecoaram no corredor, e a porta se abriu novamente. Regulus Black, Barty Crouch Jr., Evan Rosier, Dorcas Meadowes e Pandora Lovegood entraram carregando frascos de poções nos braços.

— O que os grifinórios estão fazendo aqui fora do horário de aula? — perguntou Regulus, franzindo o cenho e lançando um olhar direto a James.

— Posso perguntar o mesmo — respondeu James, sorrindo com desdém e animação.

— Não sei se você é cego ou só estúpido, Potter, mas estamos fazendo um favor ao professor Slughorn — retrucou Regulus com a voz fria e precisa.

James sorriu de lado. Ele odiava admitir, mas gostava quando Regulus era mordaz com ele. Já Sirius deu um passo à frente, ofendido pelo tom do irmão.

— Pelo menos você serve pra alguma coisa, então. Parabéns, Regulus.

As palavras foram afiadas, e o peito de Regulus apertou, mas ele manteve o olhar impassível.

Dorcas revirou os olhos com a discussão e caminhou até Marlene, ignorando todos enquanto deixava os frascos em cima da mesa. As duas trocaram um sorriso discreto e um beijo rápido no canto da boca.

Pandora, exausta, empurrou os frascos para os braços de Evan.

— Eu pareço com uma estante pra você? — resmungou ele, tentando equilibrar os frascos com indignação.

— Só um pouquinho — respondeu Pandora com um sorriso leve, dando de ombros.

A discussão entre Sirius e Regulus continuava com os dois irmãos aumentando cada vez mais o tom em francês, cada frase sendo uma lâmina disfarçada. Remus suspirava, já acostumado com a rivalidade, enquanto Barty se divertia visivelmente com o drama.

E foi então que a porta da sala se escancarou pela terceira vez. Frank e Alice Longbottom entraram apressados, procurando pelo professor Slughorn.

O susto foi geral. Lily, levando um susto com a entrada brusca, deixou o vira-tempo escorregar de suas mãos. O artefato caiu no chão de pedra com um som metálico e agudo - e então, um clarão intenso preencheu a sala.

Todos cobriram os olhos por reflexo. O tempo parou. O mundo girou.

E quando o brilho cessou... nada mais era como antes.

Eles não estavam mais em Hogwarts.

Pelo menos, não na Hogwarts que conheciam.

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Oi gente, tudo bem??
Eu estava doida por uma fic da Era dos Marotos viajando até o futuro e as únicas que tinham não me agradavam muito, então eu resolvi fazer a minha própria fic sobre isso.
É a minha primeira história, então se não estiver muito bom, apenas relevem.
Eu aceito sugestões de melhorias se tiverem alguma.
Espero que gostem do resto da história

1978: Fora do TempoStories to obsess over. Discover now