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A escola não era apenas um lugar onde a gente estudava. Era o nosso reino. E nós, éramos os reis e as rainhas. Soa como uma fantasia, eu sei, mas na nossa realidade, era a mais pura verdade. Todo mundo nos conhecia. O nosso grupo era formado por sete pessoas, mas a gente era mais do que apenas amigos. Éramos uma família. A família mais unida, mais famosa, mais admirada e, é claro, a mais invejada de toda a escola.
Alguns nos amavam. Nos tratavam como inspiração. Outros nos odiavam com uma força que dava para sentir no ar. Sussurravam nos corredores, nos olhavam de lado, mas no fundo, a gente sabia que era inveja. Uma inveja amarga de quem queria estar no nosso lugar. Havia uma história que corria pela escola, uma que todo mundo contava: éramos os protagonistas. Os sortudos, os escolhidos. Nós tínhamos tudo o que um adolescente podia sonhar: a popularidade que abria portas, a beleza que virava heads, e o talento que garantia um futuro brilhante.
Os garotos do nosso grupo eram os verdadeiros astros do time de futebol. Noah, Krystian, Bailey e Josh, que era o nosso capitão. Josh Beauchamp. Só o nome dele já tinha um peso. Ele era daquelas pessoas que, quando entrava em um lugar, mudava tudo. O ar ficava diferente, mais pesado, mais carregado de atenção. Todas as cabeças viravam, todos os olhos se voltavam para ele, querendo um pedaço da sua luz. Eles eram bonitos, sim, mas era uma beleza que ia muito além do rosto. Era uma presença. Uma força que fazia as garotas suspirarem não por paixão, mas por um respeito profundo, quase como se ele fosse uma estrela do rock.
E do nosso lado, nós, as garotas, éramos as donas daquele reino. Eu, Any, não era apenas a representante de turma, a garota que levava e trazia recados. Eu era, junto com as minhas melhores amigas Sina e Sabina, uma das líderes do esquadrão de torcida. Éramos o centro de tudo. Nos campos, durante os jogos, nossos movimentos eram tão precisos e poderosos quanto qualquer jogada de futebol. Nossos sorrisos, nossas acrobacias, nossa energia, era tudo tão brilhante que parecia competir com os holofotes que nos iluminavam.
Cada um de nós carregava uma marca, uma qualidade que nos definia no grupo:
Sina era a organizadora. A base. Sua confiança não era daquelas que grita, era quieta e sólida como uma rocha. Ela era quem lembrava dos aniversários, quem organizava os encontros, quem mantinha a órbita do nosso grupo perfeitamente alinhada.