O sol havia acabado de surgir, os galos começaram a cantar e o dia começou a clarear. Era uma manhã refrescante. O sol lá fora não estava muito quente. Desci as escadas e logo senti o cheiro de um café bem passado. Minha vó, Eugênia, estava lá, terminando de pôr o café na garrafa. Na mesa, pude ver um cuscuz ao leite. Parecia uma delícia.
— Achei que tu não ia te levantar nunca, menino! Dorme que nem uma cabra. A gente chama e tu nem escuta — minha vó disse, enquanto cruzava os braços, me olhando com uma cara de quem iria me dar uma surra. — Tome teu café logo e vá se arrumar. Nós vamos passar lá na igreja — disse ela, enquanto colocava leite no meu café.
Assim que terminei meu café fui fazer minha higiene. Coloquei uma blusa social branca e uma calça jeans preta. Não sei por que estamos indo à igreja em plena quarta-feira. Normalmente vamos só aos domingos. Se bem que eu nem gosto de ir, mas quem sou eu pra discutir com minha vó, né?
Chegando na igreja, pude ver o quanto estava lotada. Todos os moradores da vila estavam lá, e eu nem sabia o porquê. Avistei Taehyung, meu amigo de infância. Nós crescemos juntos. Minha vó vivia dando surra na gente. Era cada puxão de orelha que só de lembrar me dá arrepios. Caminhei até ele para tentar entender o que estava acontecendo.
— O que que tá acontecendo, hein? — falei baixo, enquanto apertava de leve o ombro dele.
— Primeiramente, bom dia, né? E outra, você não tá sabendo não? — ele ergueu a sobrancelha e cruzou os braços, me olhando como se eu fosse um papagaio curioso.
— Se eu soubesse, eu não estaria te perguntando nada, idiota — resmunguei e dei uma cotovelada nele.
— Ai! Jimin, isso doeu! — ele fez um drama, mas logo continuou a falar. — Estão dizendo que o filho do Sr. Bernardo chegou hoje, e que vai ficar dando missa no lugar dele.
Eu já estava começando a entender a situação. O Sr. Bernardo e o padre da igreja da vila, ou pelo menos era. Ele acabou ficando muito doente do dia para a noite. Não conseguia mais andar e não podia mais fazer as missa. A gente mal conseguia vê-lo de tão ruim que ele tava. Agora parece que melhorou da virose, porém ainda tá de repouso.
— Entendi. Mais tarde a gente conversa melhor sobre isso. Eu vou sentar porque, pelo visto, seja oque for, já vai começar. E se eu ficar por aqui, minha vó vai ficar resmungando. Cê sabe como é a dona Eugênia — falei, rindo e dando um tapinha no ombro do Taehyung, que riu baixinho e concordou.
Sentei ao lado da minha vó e, depois de alguns minutos, começou a tocar uma música relaxante, calma... ou algo assim. Coisa de igreja. Eu confesso que não gostava muito de ir. Não era algo que eu queria. As portas do fundo da igreja se abriram. De lá saiu um homem alto, de cabelos negros, pele bem pálida, parecia que não pegava sol há décadas. Ele entrou no altar com uma estola sacerdotal verde e seu crucifixo na mão.
Deve ser o filho do Sr. Bernardo, mais e estranho, não sabia que padres podiam ter filhos. Algumas horas depois, assim que aquele homem deu um breve discurso, fui conversar com o Taehyung pra ver o que ele achava de tudo isso.
— Jimin, eu tô chocado com esse homem — Taehyung falou de uma forma bem suspeita, com os olhos arregalados e a boca entreaberta.
— Para com isso, Taehyung! Cadê o respeito, hein? — perguntei, rindo e emburrando ele. — Se bem que... ele é chamativo, sim. Isso eu não posso negar — respondi, dando um sorriso sem mostrar os dentes. — Mas vem cá, Taehyung... tu não acha que ele é muito novo pra isso? Assim, tipo, sei lá... — perguntei, sem pensar.
— Pior que eu acho sim. Eles podiam ter chamado alguém mais velho. Nada contra o novo padre marombado, né? Mas tipo... né — respondeu Taehyung, rindo e colocando a mão no rosto, de tanta vergonha. — Enfim, vamo embora logo. Daqui a pouco minha mãe aparece aí puxando meus cabelos — falou ele, rindo. E eu ri ainda mais. A mãe dele era brava, mas nem tanto... no fundo ela era um doce.
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On the Basis of Sin - PJM + JJK
FanfictionEm um vilarejo isolado, cercado por matas densas e caminhos de terra, Jimin vivia seus dias entre calmaria e silêncio. Tudo parecia comum, até que acontecimentos estranhos começaram a cercar sua vida, presenças invisíveis, presságios e uma sensação...
