Capítulo 1

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A personagem Mon é uma personagem autista porque ela sou eu. No caso, ela é inspirada em mim...

Narração da Mon

Como eu vou contar essa minha história de merda? Acho que, se eu começar pelo começo, vai dar certo. Então, vamos lá? Vamos! Sei lá, gente, como se começa uma história? Vou começar a minha bem assim...

Meu nome é Mon. Eu sou filha de um inglês com uma tailandesa. Meu pai era um homem fiel à sua noiva, mas, um dia, pulou a cerca bem no dia da despedida de solteiro porque os homens são assim mesmo. E foi justo com a minha mãe, uma trouxa que veio da Tailândia para a Inglaterra!

É, eu sou uma filha bastarda! Uma filha sem pai! Mas com mãe solteira! O tipo de coisa que é muito bem vista na sociedade inglesa, vai por mim... Melhor ser órfã do que ser filha de uma mulher que não teve um homem para dar o nome para a filha! Aff!

Isso aconteceu antes dele morrer tragicamente assassinado com a esposa e meu irmão sobreviver. Meu irmão se tornou lendário, sempre lutando contra as artes das trevas. Eu sou apenas a irmã que ninguém gosta de comentar, a que é uma vergonha fedorenta.

Embora eu tenha ido para Grifinória bem antes dele, pois sou um ano mais velha, parece que eu sou a mais nova, mas eu não sou a mais nova porque não posso. E, como todos da família, a Grifinória se tornou o meu lar, mas ninguém me trata como se eu fosse desse lar, pois sou a irmã renegada que não deveria nem existir.

Meu irmão não gosta de mim e age como se eu não existisse, mesmo que a gente tenha estudado juntos no ano passado, pois eu consegui a façanha de repetir nos NOMs duas vezes. Era para eu estar no último ano, já estando formada, mas me tornei o Trasgo ambulante da escola. Imagine só eu ser a irmã vagabunda e imprestável dO Escolhido? E ainda ser uma repetente? Quem é que repete em Hogwarts? Eu! A vergonha ambulante! Tanto que vivem falando que eu sou da Lufa-Lufa e roubei o uniforme da Grifinória porque tenho vergonha de ser uma lufana, como todos deveriam ter... E quem fala isso são os alunos da Grifinória, é claro!

Juro por tudo quanto é mais sagrado... O meu irmão sabe que eu existo, mas acho que ele tem coisas mais importantes para se preocupar. Como matar o Voldemort. Eu sei, não se pode dizer o nome dele! Eu não estou dizendo, eu estou pensando na minha mente. É diferente! Então, entendo o meu irmão não querer contato comigo...

Bom, eu sou um ano mais velha, como disse. Estou começando os NOMs mais uma vez. Ele está quase indo para os NIEMS e me passou, pois eu sou muito burra. Sempre me dou muito mal nos feitiços. Eu sou uma caca seca de coruja!

Eu sempre vejo ele pelos cantos durante todos os dias, andando pelo castelo, sempre apressado e preocupado. Está sempre com seu amigo Rony e Hermione. E ele fica sempre muito preocupado mesmo, com razão.

Mas devo dizer que ele pegou mais raiva de mim no Torneio Tribruxo e aquela tal de Rita Skeeter fez uma reportagem enorme falando sobre mim e sobre como o nosso pai teve um longo caso com a minha mãe e que a Lilian Potter era uma cornuda com chifres de um veado grande. Eu tentei falar com ele, mas ele não quis nem ouvir. Eu nem tentei mais.

Converso um pouco com a Gina Weasley, irmã do Rony. Ela é uma garota fantástica! Sempre tão legal comigo! Nunca riu de mim por eu ser repetente por dois anos seguidos mesmo que muitos alunos da Grifinória me achem uma vergonha total. Por isso, eu gosto muito dela. Estamos no mesmo ano, mas ela tem as amigas dela. Não somos melhores amigas.

Eu sou mais na minha, sabe? Faço sempre o que tenho que fazer e depois deixo pra lá. Se é que você consegue me entender. Eu não sei... Você consegue?

Lavender HazeStories to obsess over. Discover now