Quando Reiner Braun torna-se embaixador para promover a paz entre os eldianos e os demais povos do mundo, ele tem a oportunidade de reencontrar Historia Reiss, sua primeira paixão de adolescência e agora rainha de Paradis. Durante a estadia de Reine...
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— Eu já vi mil vezes, mas ainda me impressiono com a letra da Historia... Até o cheiro é bom! — Reiner comentou e pegou a carta para cheirar.
Estavam cinco pessoas na cabine daquele navio, sendo três delas ex-portadores de titãs, todas apreensivas para chegarem ao seu destino, algumas disfarçando melhor do que outras.
— Se eu fosse você, tentava investir nela — falou Jean enquanto arrumava o cabelo na frente do espelho. — Vai que, por sorte, ela se encanta por você e aí você entra para a realeza de Paradis. Não seria um mau negócio.
— Falando nisso, Jean, não acha que tá se preocupando demais com seu cabelo? Tá querendo ficar bonito pra quem? — Pieck perguntou displicentemente.
— Pras garotas que leem livros de História na escola.
— Você quer dizer pra Mikasa — Connie provocou. — Além de estar solteira, ela agora tem um cargo no alto escalão do governo de Paradis. Ela é um partido muito bom também!
O breve momento de descontração entre os embaixadores foi interrompido por Annie, que adentrou a sala:
— Já dá pra ver a ilha de Paradis — e aproximou-se do namorado. — Armin, acha mesmo que isso vai funcionar? Nós traímos a ilha, destruímos as muralhas, nós matamos o Eren que é reverenciado pelos eldianos.
— Eu não ficaria nem um pouco surpresa se afundassem o navio... — comentou Pieck.
— Qual é, Annie? Não vá me dizer que você subiu no navio achando que ia voltar com vida. — Connie perguntou.
— Eu só espero que ter vindo pra cá com vocês não tenha sido uma missão suicida — a loira respondeu. — Até porque meu pai insistiu em vir junto, apesar de eu ter tentado convencer ele a ficar em Nova Liberio até o último instante.
— Estamos caminhando em direção ao inferno mais uma vez e o pessoal da ilha deve estar querendo saber de tudo, saber da nossa história — Armin encarou seus amigos com o olhar firme. — Eles querem saber por que um monte de gente que tentou se matar viria junto para a ilha procurando um tratado de paz. E nós vamos contar a eles.
— Bom, eu estou indo porque, além disso aí que o Armin falou, quero ver a minha mãezinha — suspirou Connie. — Ela não está bem de saúde, ainda que esteja sob a proteção do governo de Paradis e tenha todo o tratamento médico disponível.
Os embaixadores olhavam para Connie com pena e ficaram em silêncio, era sempre difícil perder pessoas da família, mesmo que eles tivessem sido expostos à morte desde muito cedo. A própria Pieck havia perdido o pai há alguns meses, o estado de saúde dele tinha piorado de maneira considerável no anos seguintes ao Estrondo. Annie não queria que o pai tivesse acompanhado o grupo de embaixadores até Paradis, mas o senhor Leonhart insistiu, disse que havia algo lá que ele queria muito ver, e, como ele já tinha passado por muita coisa, a filha decidiu que era melhor fazer sua vontade. Isso, entretanto, só contribuía para aumentar a tensão dos jovens sobre aquela missão de paz.