Cinco minutos para meia noite
Cortinas fechadas. Luzes apagadas. Abajur aceso.
E a ansiedade.
Ele chegaria logo, não é?
Fazia uma semana que ele vinha. Hoje não seria diferente. Ou seria?
Tic tac. Tic tac. Tic. Tac.
Dois minutos para meia noite.
Debaixo dos lençois, o homem de cabelos compridos com resquícios de adolescência esperava inquieto. A cada momento ele olhava para o relógio.
Tic tac, tic tac.
Um minuto para meia noite.
Ele observou o ponteiro dar a última volta.
Tic Tac, tic tac, tic tump tump tump.
Meia noite.
E com ela o som dos passos. Aparecia do nada e subia as escadas com os pés descalços. E entrava em casa mesmo que a porta estivesse trancada.
Ieeenc. A porta do quarto range. Ali estava ele. Seus olhos brilhavam na direção do outro.
Pequeno, ruivo, e dono do mais belo par de coxas que Kenma já viu.
Chegava já despido e calmamente se colocava sobre ele, o sorriso agora podia ser visto com clareza graças ao abajur.
— Você veio... — Kenma pronunciou, olhando em seus olhos e tocando seu peito. Não tinha como aquilo não ser real.
— E alguma vez eu faltei? — Disse o mais baixo, Kenma não sabia seu nome.
— Por favor, não falte nunca. - Disse ele, sentindo o outro se aproximar rapidamente, o beijando de forma nada decente.
Não demora para que suas roupas estejam no chão. O ruivo parecia conhecer perfeitamente o corpo de Kodzume. As coisas que fazia com ele, o deixavam a ponto de enlouquecer.
Uma
Duas
Três vezes.
Até que Kenma já se mostrasse sem força nenhuma para sequer erguer o corpo e o beijar. O ruivo, com seu corpo bronzeado, fazia sua pele arder em puro prazer. E apenas quando ele mesmo se sentia satisfeito, o beijava e passeava com a boca por todo seu corpo, como se estivesse apenas brincando. O saboreava uma última vez e o deixava. Marcado. Exausto. Confuso.
— Esp... Espera. — Kenma se esforçou nesta noite, para ao menos se virar em sua direção, antes que se fosse. — Me diz... Você é... Real?
Mas ele não respondeu. Apenas sorriu e saiu pela porta do quarto.
Tump. Tump. Tump. Tic. Tac. Tic. Tac.
Mais uma vez. Kenma estava sozinho no quarto. Mas os sinais em sua pele continuavam lá.
E como num passe de mágica ele caiu no sono. Dormiu exausto e acordou ainda mais cansado. O sol bateu em seu rosto como um tapa. Ele apagou o abajur e desceu as escadas irritado.
Colocou um café para fazer enquanto tomava um banho e assim que acabou as duas coisas, foi direto para o maior quarto da casa, dedicado única e exclusivamente para suas criações. Deixou a xícara na mesa e removeu o tecido de sua obra mais recente, na qual hoje completava cinco dias que estava fazendo: apenas o busto de um homem, cujo esculpia apenas baseado em sua própria memória, mas ele estava tão vivo em sua mente, tão claro, que parecia que havia tirado medida até mesmo de seus poros.
Kenma tomou um gole de seu café, encarando a figura de pedra em sua frente, então amarrou os cabelos num coque e se sentou num banquinho alto, para então começar a, minuciosamente, continuar esculpindo. Seu rosto já estava praticamente pronto e parecia encarar aquele que o fazia, o que fez Kodzume se desconcentrar. Seus dedos instintivamente tocaram a pedra fria e áspera. Aquele rosto... Kenma faria de tudo para vê-lo o olhar com essa expressão. Mas aquele ser estava sempre apenas brincando com ele. Kenma tocou os lábios da estátua, e quase fez algo que ele mesmo consideraria muito bobo. Mas o som da porta da sala o impediu.
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Midnight Sun - SFW ver.
FanfictionTodas as noites recebe uma visita: Um homem misterioso de cabelos ruivos que aparece para se satisfazer e vai embora. Mas mesmo sentindo seu coração se partindo pouco a pouco por ele, Kenma anseia por cada encontro. Esperando dia após dia pela meia...
