Son Chaeyoung costuma, ou... costumava, ser uma adolescente aproveitadora das grandes virtudes do ensino médio, da sua liberdade e de sua 'solteirisse' - conhecida como galinha, mulherenga e com a cara de quem acabaria com a vida de alguém só de olh...
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Uma rede preta, com sol torando na cara, caixinha de som ligada e Son Chaeyoung atirada por ali, junto de sua fiel escudeira Yoo Jeongyeon e obviamente, a namorada da garota.
— Você tem um monte de mina' atirada nos teus pés e tu jura por tudo que quer a Myoui?!— Yoo bufou, claramente indignada.
— É que ela meio que é A Mina, né? — Chaeyoung riu da própria piada, atirando a cabeça para trás enquanto escutava Nayeon cantarolar rindo a música que tocava.
— Sabe, a Mina é complicada de se chegar perto, mas é realmente um amor. — claro, ela sabia. Vivia grudada em Myoui como quase que tivessem passado superbonder. Faziam tudo juntas. — Eu posso até tentar te ajudar, mas sinto em dizer que você não chega nem perto do tipo dela.
Son revirou os olhos e disse exibida: — Eu faço o tipo de qualquer garota. — a ruivinha negou com a cabeça rindo e se ajeitando no colo da namorada. Chaeyoung bufou. — E qual o tipo dela?
Jeongyeon riu, tentando raciocinar em como Chaeyoung não havia percebido. — Pessoas gentis e com boa reputação. — outra revirada de olhos.
— Ei! Eu tenho uma boa reputação. E sou bem gentil, quando quero. — sorriu triunfante, puxando um copo de caipirinha para perto.
— Mina quer alguém com visão de futuro, não apenas uns amassos, Chaengi. - a Im se pronunciou outra vez. — Ela quer ir para a faculdade, estudar música ou dança, alugar um apartamento e viver com gatos. Depois se casar e formar uma família dela.
— Música então, hein? — foi como se acendesse uma lâmpada ao lado da cabeça pensante de Chaeyoung e tudo que foi dito depois disso era abafado pelos seus ouvidos desinteressados. Agora ela havia um plano, ou perto disso. Nayeon e Jeongyeon continuavam falando sobre como Myoui gostaria de alguma garota dócil e comportada, não tão bruta quanto a Son e que nunca daria certo. — Nay, pode me passar o número da Mina?
— Quê? Não! — Nayeon pareceu indignada com a pergunta. — Eu acabei de te dar mil motivos pro não, Chaeyoung. Jesus!
— Mas vai ser pra uma boa causa, Nay! — ela fez um biquinho, quase implorando.
— Já disse que não. Jeongyeon controle seu demôniozinho.
— Eu não tenho nada haver com essa história, — a de cabelos curtos se levantou, correndo para a cozinha. — sai fora!
— Me dê um motivo plausível para pensar em te mandar o número dela, Chaeyoung. — a mais velha arqueou as sobrancelhas.
— Eu sou uma pessoa boa, Nay. — respirou fundo. — Vou destrancar a Chaeyoung que ela gostaria de conhecer. Sabe, aquela de anos atrás, a que ela teria gostado de conhecer.
Um par de pernas cruzadas a encaravam junto de olhos curiosos e estreitos. — Como?
— Simplesmente ser eu antes de toda loucura do ensino médio, e tudo mais. Eu só vou mandar músicas. Só quero que ela goste de mim. — sorriu pequeno. — Não vou ficar atazanando, Nay, eu juro.
— De dedinho? — mindinhos foram estendidos, e uma promessa foi selada. — Certo, eu te envio.
Chaeyoung teve uma pequena comemoração, quase tombando da rede.
— Só se vive uma vez, e a hora é agora.
Chaeyoung abriu o App Store procurando pelo whatsapp business; ela com certeza não deixaria de usar seu whatsapp normal para isso. Nayeon espiou. — Não é mais fácil chamar pelo insta? — ela negou, bufando e pedindo que fizessem silêncio. Colocou o número de seu segundo chip, torcendo para que quando mandasse mensagem não fosse bloqueada e não precisasse de mais alguns números, ou criar mais contas no Instagram. Colocou de foto de perfil seu gato pequeno e felpudo. No fim, ela, de certa forma, fazia o tipo de Myoui. Adicionou o número da garota, abrindo a conversa para começar a escrever.
E achava que isso ia ser uma grande diversão.
Já em uma sala de estar com iluminação baixa e Harry Potter passando na televisão, Myoui Mina se acomodava em seu leão gigantesco de pelúcia com um cachecol grifinório. Com o ar condicionado ligado e uma mantinha por cima dela, a cobrindo e deixando confortável. Como ela gostava.
Seu celular vibrou na mesinha ao lado do sofá, e ela se esticou para pegar, bufando por Lord Voldemort aparecer no filme.
Quando olhou para a barra de notificações, seu rosto foi para uma expressão de eterna confusão. Havia recebido uma mensagem confusa, de um número desconhecido.
Número desconhecido: ô minha gata morada dos meus sonhos todo dia se eu pudesse eu ia estar com você
Mina: Olá??? Quem é?
Número desconhecido: alguém que te curte de longe :p pode me chamar de admirador secreto
Mina: Nossa, que explicativo Pq me enviou uma música?
Número desconhecido: você gosta dela?
Mina: Sim, mas isso não vem ao caso Quem é?
Número desconhecido: ja te disse, mina
Esse número foi bloqueado.
Ela olhou mais algumas vezes para a tela. 'Que porra é essa?' se questionou em pensamentos. Simplesmente uma declaração anônima via whatsapp com dias de luta, dias de glória?
Ela admitia também em pensamentos que ficou curiosa, e encucada. Maldito fosse o momento que suas melhores amigas decidiram passar um tempo com suas namoradas, ou seja lá o que fosse aquela garota que saia com Sana. Elas poderiam estar ali com ela, assistindo Harry Potter pela quadragésima vez e a ajudando a entender aquilo!
Ela encarou o celular mais um tempo, e se ela vivesse em um desenho teria vários pontos de interrogação espalhados por sua cabeça, então ela quase apertou a frase de desbloquear contado. Apenas por pura curiosidade e uma parte — fofoqueira — querendo se libertar dela.
Batucou os dedos na parte traseira do celular, o encarando seriamente. Certo, talvez, só talvez, ela deveria ser curiosa o suficiente para descobrir quem era ali. E ela apertou o desbloquear.
Esse número foi desbloqueado.
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