O segredo

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Uma bolsa de ombro, linda e cara, foi posta à mesa de cabeceira diante de Sua dona. Uma mulher de rosto doce e pele clara, de corpo curvilíneo objeto de admiração, começa a tirar o traje de trabalho. Ela fica quase nua, com apenas duas peças de roupa cobrindo seu corpo. Suas mãos delicadas Juntam os cabelos, revelando um pescoço delicado, pronto para ser beijado.

A espaçosa banheira de hidromassagem já estava cheia de água morna, e esperava por ela. Seus olhos verdes e vazios olham para o objeto, antes de entrar e fazer a pele encontrar a água. Ela tentava afastar os pensamentos que a traziam de volta à uma felicidade que já havia vivenciado — a alegria de compartilhar um banho com uma pessoa que ama.

Mesmo depois de um ano ainda sofria com memorias que fazia de tudo para tentar esquecer, as memorias eram persistentes, e sempre vinham como um filme, sua mente gostava de relembrar os momentos e do amor que compartilharam durante três anos.

Ao descansar a cabeça na borda da banheira não pode controlar a risada amarga ao lembrar que foi abandonada, e ainda sim continuava revivendo um passado que não existia mais.

Se sua família não tivesse implorado para que ela voltasse, para dar continuidade nos negócios, ela teria escolhido continuar morando em outro país. Ter voltado para o Brasil, apenas a fez lembrar daquela pessoa. Sendo fofa, pegajosa e gentil, ela nunca imaginou que aquela pessoa pudesse ter sido tão cruel a ponto de acabar com relacionamento delas sem um pingo de compaixão e de uma maneira tão dolorosa

Toc! Toc! Toc!

"Menina?"

"O que foi, Dona Maria?" —  Perguntou ao ouvir voz da governanta da família, uma mulher idosa e rechonchuda, fez com que Lauren  caminhasse rapidamente em direção a porta do quarto. Ela se certificou de fechar o roupão adequadamente, para evitar que a senhora  reclame sobre ela estar sendo vulgar.

"Beba um pouco de leite antes de dormir, criança."

"Não sou mais uma criança, Dona Maria. Mamãe e papai saíram?" — Lauren perguntou ao pegar o copo de leite, atendendo aos pedidos da senhora  mesmo achando a atitude desnessária.

Ela não tinha mágoa dos pais, o amor sempre foi caloroso. A mansão Jauregui tem duas crianças agora, seus sobrinhos, a fofura dos pequenos a ajudava a esquecer um pouco do passado.

"Sim, a senhora Clara  me fez prometer que faria com que você  bebesse o leite antes de dormir."

"Mamãe me trata como uma criança. Estou quase chegando aos trinta."

"Mesmo que sejam trinta, quarenta, cinquenta, você sempre será amada por todos."

"Acho  que só as pessoas desta casa mesmo me amam, Dona Maria."

"Oh, minha menina."

"Estou bem, Dona Maria , não se preocupe. Só foi um pensamento bobo " — diz com um meio sorriso e tentando não deixar o momento mais constrangedor do que já estava.

[...]

No coração da capital mais movimentada do país, um renomado hospital estava repleto de Pacientes, Todos os hospitais da rede hospitalar da família até mesmos os privados têm boas relações com hospitais públicos, cooperando entre si, quando necessário.

Dra. Lauren Jauregui, vice-diretora do centro de dermatologia do Hospital Israelita Albert Einstein, cumprimentou as enfermeiras, funcionários e pacientes que aguardavam por ela. Com rosto docemente atraente e pele clara como leite, rapidamente se tornou a queridinha do departamento, apesar de estar trabalhando lá há apenas três meses.

Ela se tornou responsável pelo departamento, de acordo com as ordens do diretor do hospital, e como filha mais venha, era esperado que ela continuasse o legado hospitalar da família. O Hospital era uma empresa familiar, de posse dos Jauregui's. O pai dela é o diretor, e o irmão e a irmã fazem parte da administração do hospital.

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⏰ Last updated: Jul 27, 2025 ⏰

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