01- Venenosa

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Narração

Era mais uma noite comum. Ela trabalhava no bar, servindo bebidas enquanto encantava todos com seus dons mágicos. Graças a ela, o cassino estava sempre cheio.

Mais uma dose em um copo de um homem de negócios, mais uma taça de vinho para a madame rica.

Foi quando aconteceu. Uma garota loira, de cabelos encaracolados, usando uma mochila marrom e camisa de botões azul bateu em seu balcão, parecendo impaciente e preocupada.

— Ei, calma aí bonitinha! — ela diz, sorrindo. — Se quer alguma coisa, precisa esperar sua vez.

— Biancha! — a garota esbraveja, com os olhos cinzentos muito focados, num sotaque levemente italiano — Seu nome é Bianca Rossetti. Não é?

Bianca se espanta como já não acontecia a anos, ao ouvir seu nome. Ainda mais completo. Mas sorri, se recompondo e corrigindo a garota:

— Na verdade, meu nome é Angel. — ela sorri. — Angelina Samos.

Esperando que isso seja suficiente para que a semideusa (ela tivera certeza de que aquela garota era uma semideusa assim que pusera os olhos nela), tinha se convencido, Bianca vira de costas para continuar seu trabalho.

— Não! — a garota insiste. — Eu não me engano, você é a filha do Sr. D!

Bianca para e suspira ao ouvir o apelido do diretor do acampamento meio-sangue. Ela tira o avental, sorri aos clientes, chama Vivian, a garota que era sua colega, e avisa que vai tirar uma breve pausa.

Então, sai do balcão e segura com força o braço da garota.

— Okay sua fedelha, vamos ter uma conversa. — Bianca diz, entre dentes.

— É Annabeth. E você com certeza vai querer ouvir o que eu tenho a dizer. — a loira resmunga, sentindo a força absurda de um semideus 7 anos mais velho.

Nem ela poderia negar que Bianca parecia uma deusa perto de uma garota de 17 anos como ela.

Bianca a arrasta para um sala sem barulhos e um pouco empoeirada. O primeiro pensamento de Annabeth são as aranhas, mas ela tenta não deixar isso lhe distrair.

— Bom. Você tem... — Bianca pragueja, observando o celular — 8 minutos, no máximo.

Seus olhos castanhos se prendem em Annabeth, e um cacho de seu longo cabelo escuro escapa do penteado, lhe dando um ar pouco associável a um filho de Dionísio, e Annabeth percebe o quanto aquela garota pode realmente matá-la.

— Certo. Bom, em primeiro lugar, você deve saber o que eu sou. — começa a filha de Atena.

— Não costumamos receber muitos semideuses aqui, mas é claro que eu reconheceria um à quilômetros. — Bianca debocha cruzando os braços. — 7min.

Annabeth suspira, entendendo que aquela conversa não seria fácil. Newt à havia avisado disso.

— Olha, vou direto ao ponto tá legal? Newt me mandou até aqui! E eu nem sei quanto tempo demorei até te encontrar nesse cassino gigante. Posso ter perdido tudo que importa pra mim a esse ponto! — Annabeth vomita as palavras que estavam presas em seu peito.

Ela não esperava por isso, claro, sempre fora contida em expor seus sentimentos, mas supunha que isso tinha relação com a filha de Dionísio. Sabia dos poderes deles, e como podiam deixar qualquer criatura vulnerável com um simples lampejo de seus olhos.

— Newt? — Bianca vacila quando escuta esse nome. — Você quis dizer isso mesmo?

Annabeth vê a oportunidade e joga sua carta final. Precisava tirar as duas do Cassino Lótus antes que algo pior acontecesse.

— Sim! Eu conheço Newt, e ele está ferido! Precisamos que nos ajude. Por favor. — Annabeth exagera, e sabe disso quando os olhos de Bianca se estreitam.

A mais velha, que até então estava escorada na porta, somente ouvindo de braços cruzados, avança para cima de Annabeth. Tudo que a filha da deusa da sabedoria pode fazer é desviar.

— Boa escapada, bonitinha. — Bianca sorri, e Annabeth se questiona se aquilo era um flerte.

Mais ela não tem tempo de elaborar sua teoria; Bianca não tinha só avançado em vão, ela agora segurava uma adaga enquanto sorria. Annabeth se sente tonta, e vê a ponta da lâmina nas mãos de Bianca manchada.

— Mas acho que a deusa da sabedoria não lhe ensinou tudo.

Annabeth toca a bochecha esquerda e sente o líquido nos dedos. Seu sangue. Um corte mínimo.

— O que... — ela murmura, cambaleando e se segurando em algumas caixas ao seu lado.

— Arma abençoada, — Bianca dá de ombros — fazer o quê se sou a favorita do meu pai.

Annabeth cai, pensando que essa deve ser a sensação de ficar bêbada.

Tudo bem. — Bianca se aproxima da garota, a ajudando a levantar e a colocando numa cadeira retrátil que estava largada por perto.

Ela amarra Annabeth, e se abaixa à frente dela.

O efeito das vinhas tóxicas dura 3min. Estamos aqui à 5. — ela confere no relógio, orgulhosa — Vou te dar uma vantagem, mas vai me contar tudo que está escondendo, ou corto você de novo quando o efeito acabar.

Annabeth está vendo dobrado e escutando mal. Nunca se sentira tão mal antes, mas consegue concordar com os termos.

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Primeiro capítulo concluído galera, espero que gostem, não esqueçam de votar pra ajudar a fanfiqueira de vocês.

POISONWhere stories live. Discover now