Narração
Era mais uma noite comum. Ela trabalhava no bar, servindo bebidas enquanto encantava todos com seus dons mágicos. Graças a ela, o cassino estava sempre cheio.
Mais uma dose em um copo de um homem de negócios, mais uma taça de vinho para a madame rica.
Foi quando aconteceu. Uma garota loira, de cabelos encaracolados, usando uma mochila marrom e camisa de botões azul bateu em seu balcão, parecendo impaciente e preocupada.
— Ei, calma aí bonitinha! — ela diz, sorrindo. — Se quer alguma coisa, precisa esperar sua vez.
— Biancha! — a garota esbraveja, com os olhos cinzentos muito focados, num sotaque levemente italiano — Seu nome é Bianca Rossetti. Não é?
Bianca se espanta como já não acontecia a anos, ao ouvir seu nome. Ainda mais completo. Mas sorri, se recompondo e corrigindo a garota:
— Na verdade, meu nome é Angel. — ela sorri. — Angelina Samos.
Esperando que isso seja suficiente para que a semideusa (ela tivera certeza de que aquela garota era uma semideusa assim que pusera os olhos nela), tinha se convencido, Bianca vira de costas para continuar seu trabalho.
— Não! — a garota insiste. — Eu não me engano, você é a filha do Sr. D!
Bianca para e suspira ao ouvir o apelido do diretor do acampamento meio-sangue. Ela tira o avental, sorri aos clientes, chama Vivian, a garota que era sua colega, e avisa que vai tirar uma breve pausa.
Então, sai do balcão e segura com força o braço da garota.
— Okay sua fedelha, vamos ter uma conversa. — Bianca diz, entre dentes.
— É Annabeth. E você com certeza vai querer ouvir o que eu tenho a dizer. — a loira resmunga, sentindo a força absurda de um semideus 7 anos mais velho.
Nem ela poderia negar que Bianca parecia uma deusa perto de uma garota de 17 anos como ela.
Bianca a arrasta para um sala sem barulhos e um pouco empoeirada. O primeiro pensamento de Annabeth são as aranhas, mas ela tenta não deixar isso lhe distrair.
— Bom. Você tem... — Bianca pragueja, observando o celular — 8 minutos, no máximo.
Seus olhos castanhos se prendem em Annabeth, e um cacho de seu longo cabelo escuro escapa do penteado, lhe dando um ar pouco associável a um filho de Dionísio, e Annabeth percebe o quanto aquela garota pode realmente matá-la.
— Certo. Bom, em primeiro lugar, você deve saber o que eu sou. — começa a filha de Atena.
— Não costumamos receber muitos semideuses aqui, mas é claro que eu reconheceria um à quilômetros. — Bianca debocha cruzando os braços. — 7min.
Annabeth suspira, entendendo que aquela conversa não seria fácil. Newt à havia avisado disso.
— Olha, vou direto ao ponto tá legal? Newt me mandou até aqui! E eu nem sei quanto tempo demorei até te encontrar nesse cassino gigante. Posso ter perdido tudo que importa pra mim a esse ponto! — Annabeth vomita as palavras que estavam presas em seu peito.
Ela não esperava por isso, claro, sempre fora contida em expor seus sentimentos, mas supunha que isso tinha relação com a filha de Dionísio. Sabia dos poderes deles, e como podiam deixar qualquer criatura vulnerável com um simples lampejo de seus olhos.
— Newt? — Bianca vacila quando escuta esse nome. — Você quis dizer isso mesmo?
Annabeth vê a oportunidade e joga sua carta final. Precisava tirar as duas do Cassino Lótus antes que algo pior acontecesse.
— Sim! Eu conheço Newt, e ele está ferido! Precisamos que nos ajude. Por favor. — Annabeth exagera, e sabe disso quando os olhos de Bianca se estreitam.
A mais velha, que até então estava escorada na porta, somente ouvindo de braços cruzados, avança para cima de Annabeth. Tudo que a filha da deusa da sabedoria pode fazer é desviar.
— Boa escapada, bonitinha. — Bianca sorri, e Annabeth se questiona se aquilo era um flerte.
Mais ela não tem tempo de elaborar sua teoria; Bianca não tinha só avançado em vão, ela agora segurava uma adaga enquanto sorria. Annabeth se sente tonta, e vê a ponta da lâmina nas mãos de Bianca manchada.
— Mas acho que a deusa da sabedoria não lhe ensinou tudo.
Annabeth toca a bochecha esquerda e sente o líquido nos dedos. Seu sangue. Um corte mínimo.
— O que... — ela murmura, cambaleando e se segurando em algumas caixas ao seu lado.
— Arma abençoada, — Bianca dá de ombros — fazer o quê se sou a favorita do meu pai.
Annabeth cai, pensando que essa deve ser a sensação de ficar bêbada.
— Tudo bem. — Bianca se aproxima da garota, a ajudando a levantar e a colocando numa cadeira retrátil que estava largada por perto.
Ela amarra Annabeth, e se abaixa à frente dela.
— O efeito das vinhas tóxicas dura 3min. Estamos aqui à 5. — ela confere no relógio, orgulhosa — Vou te dar uma vantagem, mas vai me contar tudo que está escondendo, ou corto você de novo quando o efeito acabar.
Annabeth está vendo dobrado e escutando mal. Nunca se sentira tão mal antes, mas consegue concordar com os termos.
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Primeiro capítulo concluído galera, espero que gostem, não esqueçam de votar pra ajudar a fanfiqueira de vocês.
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POISON
FanfictionBianca vive uma vida sem amigos, namorado ou família. Ela trabalha em um Cassino, como barmaid, quando uma sombra do passado retorna para levá-la de volta à sua antiga vida. Será ela capaz de lidar com tudo que o destino lhe tem reservado? Ou ela d...
