Capítulo 1: Café à meia noite

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Recém-formada na academia de polícia, Karina sonha em seguir os passos de seu pai: um policial condecorado

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Recém-formada na academia de polícia, Karina sonha em seguir os passos de seu pai: um policial condecorado.

Há um mês ela foi designada como patrulheira noturna de sua cidade natal. Juntamente com o seu parceiro de viatura, Josh, com quem tem encarado os desafios da madrugada de uma cidade grande. Contudo, há dois dias, numa intensa troca de tiros contra bandidos locais, seu parceiro foi ferido durante a ação policial e foi afastado das ruas até sua recuperação.

Por causa do baixo contingente das forças policiais disponíveis na cidade, hoje Karina está sozinha na viatura, patrulhando a madrugada urbana.

Após horas percorrendo as ruas chuvosas, a policial decide parar e comer em uma cafeteria, estacionando a viatura na porta do estabelecimento e adentrando o local.

Karina escolhe um assento próximo ao balcão, de forma que possa ver a porta de entrada. Ela se senta e pede um café preto puro e forte. Consecutivamente, seu instinto policial denuncia que ela está sendo observada. Karina aprecia todo o ambiente e nota um olhar indiscreto no fundo do salão.

Do outro lado da cafeteria uma mulher a encara. Ela tem longos cabelos tingidos de vermelho que caem sobre seus ombros, grandes olhos brilhantes e a pele morena.

Karina pensa: Quem será aquela mulher que não para de me encarar? Uau. Ela é deslumbrante!

A policial desvia o olhar na tentativa de disfarçar sua curiosidade. Mas a estranha se levanta e vai até o balcão, senta-se ao lado de Karina e a cumprimenta.

Desconhecida fala: Boa noite, policial. O que está achando do café daqui?

Karina percebe que de perto a mulher é ainda mais bela. A perna da desconhecida toca o joelho da policial por baixo do balcão, tamanha a proximidade entre os bancos. Karina sente um ar morno percorrendo suas bochechas, seu rosto cora e o nó da timidez amarrar seu estômago. Quem é essa estranha que a faz hesitar com um simples olhar?

Apesar do impacto inicial daquela presença, Karina retoma seu fôlego e busca agir com naturalidade.

Karina fala: Boa noite. Um tanto fraco para o meu gosto, mas aqui dentro está mais agradável do que lá fora. O que você está achando do café hoje, senhora...?

Desconhecida fala: Me desculpe, esqueci de me apresentar. Eu me chamo Brenda. Particularmente, não gosto do café daqui. Mas como esse é o único estabelecimento dessa região aberto a essa hora, eles podem se dar ao luxo de fazer esse café fraco ridículo.

Karina ri involuntariamente e cativa em Brenda um lindo sorriso iluminado. As bochechas da policial se avermelham novamente.

Karina fala: Eu te conheço de algum lugar?

Brenda fala: Acho que não, mas eu conheço você. Eu te vi no jornal. Você é a policial que salvou seu parceiro... Karina Davis, certo?

Se por um lado Karina se espanta com o fato de Brenda tê-la reconhecido, por outro se alegra e continua a conversa.

Karma ChameleonDonde viven las historias. Descúbrelo ahora