JOGO DE MARIONETES | O egoísmo dos homens revela suas sombras mais obscuras.
Valentim nunca enxergou Maeve como uma criança.
Desde o momento em que a sequestrou ainda bebê, ela foi apenas um experimento. Uma arma em potencial.
Criada entre cientista...
⊹ ˑ ִ ֗ ִ ۫ MARCA DE NASCENÇA ⊹ ˑ ִ ֗ ִ ۫ CAPÍTULO QUATRO
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───── Saudades dos tempos antigos.
O CAMPO DE TREINAMENTO ESTAVA iluminado pelo sol da manhã. Eu girava a lança nas mãos, sentindo o peso e textura. Neteyam já estava ali, postura reta, sorriso convencido no rosto azul.
— Pronta para mais um treino, Maeve? — ele perguntou.
Eu ajeitei minhas armas e levantei o queixo.
— Sempre. E hoje eu te derroto de novo.
Ele riu. Claro que riu.
— Você sabe que nunca vai conseguir, né?
— Continua sonhando — murmurei, dando um passo à frente. Meu sangue já estava fervendo, do jeito que gosto antes de uma luta. — Hoje você cai.
Nós começamos. Lança contra lança. Ritmo rápido, golpes curtos. Cada batida de madeira ecoava no peito. Eu atacava, ele bloqueava. Ele avançava, eu desviava.
Eu odiava admitir, até só pra mim: ele era bom. Irritantemente bom.
O suor já escorria na minha testa. Eu respirava rápido, mas não ia mostrar cansaço. Ele sempre parecia tão... calmo. Como se tivesse nascido lutando assim.
Finalmente, ele ergueu uma mão, pedindo pausa.
— Você precisa relaxar — disse, enquanto eu bebia água. — Não é nada pessoal.