Capítulo 1

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A porta abre num estrondo.

Becky, que estava com o cenho franzido, concentrada em frente ao computador, dá um pulo. Não há tempo para mais nada.

E ela logo ouve:

- Becky! Hey, Becky!

Passos rápidos pela sala. A mulher para em frente à mesa de vidro e encara a outra assustada.

- Porra, Freen! Que susto, kct! Será que vou ter que demitir a minha secretária, que deixa você entrar sem ser anunciada?

Essa foi a reação de Becky que, com a mão no coração, começou a respirar aliviado. Não sem antes sentir o coração quase na boca.

- A Rose é um amorzinho. Jamais faça isso porque, sem ela, como eu conseguiria finalmente falar com você? Você não leva horas, mas dias para responder um simples oi no celular.

Becky deu de ombros. Ela não estava acostumada a sobressaltos e Freen sabia disso. Mas, quando queria fazer uma surpresa, sabia como atrair a atenção da mais nova.

- O que você quer, Freen? – diz Becky meio nervosa e meio impaciente. Claramente ela não gostou do sobressalto.

Enquanto isso, Freen continuava parada em frente à mesa de vidro do grande escritório com ampla vista da The City of London, o centro histórico e financeiro de Londres. Ali, onde morava o coração pulsante da cidade fria, histórica e moderna ao mesmo tempo.

Seus olhos fixavam diretamente os olhos de Becky. Algo tão penetrante que Becky sentia-se levemente desconfortável, sem nem mesmo saber o motivo.

Freen se curvou, apoiou suas mãos na mesa e aproximou seu rosto do de Becky. Uma respiração lenta e pausada. Dava para ouvir o som do coração das duas.

- Tenho uma pergunta séria para você. – disse Freen, em um tom sério.

- Hmmm. – Becky engoliu seco. – Di.. diga. – gaguejou um pouco.

- Quer almoçar comigo? – Freen disse rindo e se afastando.

- Porra, Freen! Não é possível esse escândalo todo para você me perguntar apenas se topo almoçar com você! Você é inacreditável. Eu achava que era uma coisa séria. – Becky reagiu incrédula e um tanto chateada.

- Você leva a vida a sério demais, Becky. – Freen disse rindo e se sentando em uma poltrona do outro lado da sala. Ela olhava as obras de arte.

A mais velha tinha a arte dentro de si. Olhava todas as coisas de modo a perceber as entrelinhas, a história e a arte em tudo. As composições, a poesia e até mesmo a energia do que não podia ser dito, apenas demonstrado.

Os quadros que decoram o escritório de advocacia de Becky foram presentes de seu pai. Freen analisou um a um e deu seu parecer:

- Neste aqui, Becky, um pôr do sol em um campo de flores da Holanda diz muito sobre seu pai observar você à distância, enquanto floresce e cresce com a sua potência.

- Hmmm. – Becky olhava aquilo e fingia acreditar. Cética e com um olhar racional sobre as coisas, ela apenas via quadros comuns.

- Neste outro aqui, um quadro de óleo sobre tela, uma tulipa e um girassol, mostra a delicadeza de duas almas. Uma simboliza o amor perfeito e o renascimento. A outra simboliza a felicidade e a energia positiva. Juntas, elas se complementam. Diz muito sobre suas relações.

- Ah, Freen. Jura que você acredita nisso tudo? São só quadros.

- Deixa para lá, Becky. E, aí, vamos almoçar ou não?

Becky continuava concentrada na petição que estava escrevendo. Tinha um prazo a cumprir e não podia falhar.

Assim como os quadros, o escritório também foi um presente de seu pai. Havia apenas dois anos que tinha se formado na Cambridge School of Law, uma das três melhores do mundo. Embora tivesse garantida toda a estrutura física para trabalhar, ela precisava conquistar a sua cartela de clientes. E, para isso, precisava de esforço máximo.

Amor Com Data MarcadaHistorias para obsesionarse. Descúbrelo ahora