0: Sonho Lúcido

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O céu daquela noite está coberto de nuvens cinzentas e o ambiente contendo árvores secas com troncos, galhos retorcidos e gramíneas secas dão forma ao aspecto aterrorizante da Floresta das Lamentações.

Através do nevoeiro obscuro, uma mulher corria ofegante de sombras fantasmagóricas sem rosto.

Mesmo descalça e vestida com seu longo vestido branco rasgado pelos galhos pontiagudos das árvores, a mulher conseguiu desviar com facilidade graças aos seus poderes de visão noturna, desviando de obstáculos e saltando pedras em seu caminho, porém, quando chegava a um alto penhasco que levava a um terreno cheio de pedras pontiagudas, ela quase escorregou até aquele fundo, mas conseguiu se equilibrar e parar a tempo das sombras a cercarem.

Uma delas criou, balançando as "mãos", correntes de malaquita negra para amarrar seu torso. Ela tentou debater e levá-la para a região mais profunda da floresta, onde uma criatura de pele negra e estrelas e galáxias, rosto distorcido, chifres no topo da cabeça, braços no lugar das orelhas, torso humano bem definido e 100 patas de centauros no lugar das pernas, cumprimentou a jovem cuja pele era branca como o luar e cabelos negros como os troncos das árvores, com um sorriso travesso.

"Minha querida tatara-tatara neta! Finalmente a encontrei!" disse a criatura com 50 vozes diferentes em sua garganta

"Deixe-me em paz, sua aberração vil!" a morena franziu a testa

"Se queríeis tanto ficar sozinha, então por que viestes até aqui, princesa?"

Esta não foi a primeira vez que o monstro a perseguiu, ele também assombrou seus sonhos, como uma sombra no grandioso Milênio de Prata e como sussurros nos ventos das florestas do reino, em todos os momentos ele estava ali, de olho na mulher, esperando o momento certo para convencê-la e aquela noite finalmente chegou.

"Poupe-me de teu cinismo, aberração, foste tu que trouxeste-me até aqui primeiro por isso eu ordeno que me liberte!" ela se moveu, mas gemeu alto ao sentir as correntes apertarem mais e queimarem mais sua pele, fazendo-a cair de joelhos, com seu corpo sendo dilacerado por aquela tortura.

"Ahn-an, fique quietinha minha netinha. Essas correntes foram feitas só para conter tua impulsividade, então tenta mexer-te o quanto quiser, apenas te machucarás mais." eles disseram, apertando a altura daquelas correntes verde-escuras levantando as mãos e liberando uma aura verde-escura.

"Por favor, faça parar!" lágrimas frias de desespero caíram no rosto dela

"Eu paro, apenas se ouvisses o que tenho a dizer."

"Eu ouço, só por favor, poupe-me desse sofrimento!"

Longe de sentir compaixão pela neta, a criatura fez com que as correntes saíssem de seu corpo com o movimento suave da mão esquerda. Ela olhou para ele com um olhar furioso, mas ela, franzindo a testa e sorrindo maliciosamente para a princesa, respondeu:

"Não olhe-me assim, querida. Eu sei que sentes uma dor pior do que a causada por mim, mas eu a trouxe até mim só para oferecer-te alívio."

"Poupe-me teu fôlego, demônio, não sabes nada sobre mim!" A bruxa cerrou os dentes e avançou seu corpo livre em cima dele.

"Ah, mas eu sei minha querida." a besta levantou seu queixo e sussurrou ao pé do ouvido dela "Eu sei como és ruim sentir-te diferente, inútil e imperfeita diante de tua mãe e tuas irmãs." ela murmurou. "Pobre criança, todas elas tão fortes, lindas e elegantes dominando o reino, enquanto pisoteiam-te como um inseto insignificante."

A mulher cerrou os punhos ao sentir seu sangue ferver, veias negras começarem a impregnar sua pele e as íris de seus olhos mudarem de um roxo aveludado para um vermelho sangrento, mas ela respirou fundo na tentativa de não ceder à raiva, mas as vozes do animal eram tentadoras e isso tornava mais difícil para ela resistir.

DARK MOON: OBSIDIANHistorias para obsesionarse. Descúbrelo ahora