TENEBRIS

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Nome engraçado eu sei e ainda mais interessante é a origem dele, em Latim quer dizer "Escuridão" mas não acho que signifique nada muito profundo, desde sempre a minha família foi diferente de todas as outras, nós éramos, incríveis, os famosos "gênios" desse século, centenas de contribuições científicas para a humanidade e o mundo, prêmios e mais prêmios, programas de tv e viagens, dinheiro e toda fama que pudéssemos querer, claro isso alguns anos atrás antes de eu nascer pra variar, devo ser amaldiçoado por perder a melhor época da minha linhagem, mas claro que pra tanta fama e poder acabar desgastado como essa velharia que um dia chamaram de carro, algo teve que dar muito errado.

Olá caro ouvinte, eu sou Jason Tenebris, aperte o cinto e se aconchegue bem vindo a...

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CAPÍTULO 1 O FLUTUADOR

— Bem vindo de volta mestre Jameson - Abrindo a porta da limousine um homem de vestes formais, luvas brancas e gravata borboleta me recepcionava ao descer do carro, se oferecendo pra carregar minha mala e com um guarda chuva em mãos

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— Bem vindo de volta mestre Jameson - Abrindo a porta da limousine um homem de vestes formais, luvas brancas e gravata borboleta me recepcionava ao descer do carro, se oferecendo pra carregar minha mala e com um guarda chuva em mãos.

A chuva era calma porém constante, criava poças e acúmulos de água em concavidades da entrada de tijolos de pedra acinzentados, com aparência octogonal, faziam 7 anos que eu não via aquele chão, aqueles jardins e plantas, ou até mesmo o mordomo Jeffrey, ao pisar fora do carro, meu pé se afunda em água lamacenta mas no fim, eu sorrio do acontecido, era como se de alguma forma eu quisesse aquilo, a água fria e a lama nos meus sapatos, faziam o contraste perfeito da tediosa e angustiante viagem que fui obrigado a fazer de carro, por falta de aeroportos nesse fim de mundo, com um gesto apaziguante de mão eu recuso a ajuda do velho Jeffrey que me cumprimenta com um aperto de mão firme, caminhamos até a entrada da conhecida Tenebris House, antes que eu entre Jeffrey acena com a cabeça e acrescenta com um simpático sorriso.

— Bom te ver rapaz, você cresceu muito desde a última vez não é?!

— Também senti saudades Jeffrey. — Eu respondo devolvendo o sorriso a um velho amigo.

Estar diante as portas da Mansão é impressionante, medindo 3 metros de altura, entalhes em madeira com adornos de metal, e janelas no formato de um triângulo de cabeça pra baixo, as maçanetas em alavanca replicam o mesmo triângulo invertido das janelas, abotoaduras e brasões do antigo casarão, nunca soube ao certo o que isso significava mas também admito que não era do meu interesse. Ao abrir a porta o clima e o ambiente eram luminosos e acalorados do lado de dentro, um lustre de 6 cabeças, piscava de maneira inconstante, com meus cabelos molhados e encharcado da chuva, meus passos deixavam pegadas e respingos, ao tapete vermelho do hall de entrada.

— Mestre Jason, peço-lhe desculpas pela falta de organização, mas desde que a família se mudou, os custos de manter todos os funcionários acabaram pesando muito, e foram em sua maioria dispensados por ordens da sua tia.

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