Crise de Neném

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Era um sábado chuvoso, daqueles em que o céu cinzento parece combinar perfeitamente com o humor preguiçoso. Taehyung havia saído mais cedo para o mercado, fazendo as compras do mês.

Deixara seu namorado manhoso em casa, no apartamento aconchegante deles, com a promessa de trazer a bebida favorita dele: o famoso leitinho de banana. Jungkook confiava nele cegamente – sabia que o hyung sempre voltava com o que prometia.

Quando Taehyung finalmente chegou, as sacolas pesadas nas mãos após retirá-las do carro na garagem do prédio, o som da chuva batendo na janela ecoava pelo apartamento. Ele deixou as compras na mesa da cozinha e, com um sorrisinho carinhoso nos lábios, pegou a caixinha de leitinho com canudinho já pronto.

— Kookie, cadê você, minha criança? —
chamou, percorrendo o apartamento com voz suave.
Estranhou o silêncio. Todas as luzes estavam apagadas – ele havia saído quando ainda era tarde clara, mas agora o pôr do sol tingia o céu de laranja suave, filtrando pelas cortinas. Jungkook devia estar ali, cuidando do cabelo depois do banho, como quando Tae saíra. Mas não havia som de secador, nem música baixa no fundo.

— Jungkook, cadê você, amor? — repetiu, entrando no quarto do casal.
E lá estava ele.
Jungkook encolhido na cama, quase abraçando as próprias pernas, enrolado no edredom fofinho como um casulo. Nos braços, apertava o coelhinho rosa favorito, aquele peludinho que Taehyung havia ganhado pra ele numa viagem.

O menor tremia levemente, o rosto molhado de lágrimas silenciosas, as bochechas rosadas de vergonha – ele ainda não conseguia esconder bem a timidez quando se sentia assim na frente do namorado.

Taehyung sentiu o coração apertar. Ele sabia exatamente o que era aquilo. Sem dizer nada, apenas agiu por instinto: deixou o leitinho na cabeceira da cama e se deitou ao lado dele, entrando debaixo do edredom. Com cuidado, tirou o coelhinho dos braços de Jungkook – não para afastá-lo, mas para substituí-lo por si mesmo.

O menor se aninhou imediatamente no peito de Tae, os braços finos envolvendo a cintura dele com força, como se temesse soltá-lo. Jungkook ainda segurava o coelhinho junto, apertando os três num abraço apertado. Taehyung descansou o queixo no topo da cabeça dele, inalando o cheiro fresco de shampoo misturado com o calor do corpo pequeno. Uma mão acariciava os cabelos macios, a outra traçava círculos suaves nas costas.

— Crise, né? — murmurou Taehyung, voz baixa e reconfortante, como um cobertor extra.
Jungkook só conseguiu um "uhum" fraquinho, entre fungadas suaves. Mal se ouvia, mas Tae entendeu perfeitamente.

— Tudo bem, neném... Não precisa ficar com vergonha, tá? Eu tô aqui. — Ele sorriu quando sentiu o menor relaxar um pouquinho, e acrescentou, manhoso: — Eu até trouxe seu leitinho favorito, pra ver se você sorri pra mim.

Passaram minutos assim, em silêncio quebrado apenas pela chuva lá fora e pela respiração aos poucos se acalmando de Jungkook. Taehyung não parava de acariciar, sentindo o corpo do namorado amolecer contra o seu. Aos poucos, as lágrimas secaram, e um risinho tímido escapou dos lábios do menor – daqueles que faziam os olhos de Tae brilhar.

Quando viu que ele estava mais calmo, Tae pegou o leitinho da cabeceira e o ofereceu, aproximando o canudinho da boca de Jungkook. O menor chupou devagar no começo, mas logo o ritmo acelerou, os olhos semicerrados de puro conforto. Taehyung riu baixinho, nasalado, vendo a caixinha esvaziar rápido demais.

De repente, a respiração ofegante de antes sumiu por completo. Jungkook relaxou tanto que os olhos pesaram, e ele caiu no sono ali mesmo, aninhado no peito do hyung.
Taehyung tirou o canudinho vazio da boca dele com cuidado, sorrindo ao ver o rostinho sereno.

— Hyung... — murmurou Jungkook de repente, voz sonolenta e baixa, quase um sussurro.

— Fala, amorzinho — respondeu Tae, em tom ainda mais manhoso, apertando o abraço.

— Te amo...
Taehyung sentiu o peito aquecer inteiro. Beijou a testa dele devagar, demorando o gesto.

— Também te amo, neném. Mais que tudo.
E assim, os dois caíram num sono pesado, entrelaçados sob o edredom, com a chuva cantando lá fora como uma canção de ninar.

Fim



Eu espero te dê p ler cara, sou meio horrível em one-shot's assim, ou pelo menos nesse shipp (...foi meu favorito por um bom tempo...).

Espero q deixem um voto né guy's? Por favooooooorrr😭😭 eu tô com ideias p uma fanfic mafiosa do Bucky Barnes mn, se tiver voto eu vou sentir mais coragem de postar, —mas caso n ligue, tudo bem, falei por falar mesmo—.

thank you por ler,

_Dark_Lady_

Crise De Neném | TaeKookStories to obsess over. Discover now