Sou sequestrado por um bando de gregos

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Olhe, eu não queria ser um meio- sangue, na maioria das vezes isso acaba com a gente de um jeito penoso e detestável. Se sobrevivi, foi por pura sorte, trabalho dura, e muita ajuda.

Mas se por alguma razão você se sentir... atraído por esse estranho mundo, se reconhecer você mesmo aqui, meu conselho é o seguinte, ignore qualquer tipo de lenda ou mito que já te contaram, e tente acreditar em qualquer mentira que já de disseram sobre seu nascimento.

Não diga que eu não avisei.

Meu nome é Percy Jackson, mas meus amigos me chamam de Percy, moro no Amazonas, em Manaus pra ser mais específico. Mas uma coisa que poucos sabem é que não sou apenas um adolescente de dezesseis anos que está tentando passar no ensino médio, eu sou um semideus, filho de uma mortal e um ser superior.

Vocês provavelmente conhecem meu pai, o Boto cor de rosa, sim, aquele que se transforma em homem para seduzir as mulheres e se reproduzir, esse é meu pai. Mas antes de começar as piadas, saibam que ele também é conhecido ( ou ele pensa que é) como o Deus das profundidades marinhas, legal né? Viu, ele não é só um mulherengo.

Mas voltando, estava tranquilamente dormindo no meu quarto quando sinto algo batendo na minha janela, como todo bom semideus, pego minha lança embaixo da cama ( por que eu não vou dormir com isso no meu travesseiro) e me viro abri para a janela com força.

A coisa na janela era uma arara albina que eu conhecia muito bem:

- Anésia, para de invadir meu quarto a noite? Já é a quinta vez esse mês!- Falo exasperado, deixando a ave majestosa entrar no meu quarto.

Assim que a ave entrou, ela começou a se transformar em uma garota albina de olhos roxos, um pouco mais nova que eu e com pintura facial indígena no rosto em cor vermelha.

- Percy, esse é o único jeito de entrar em contato com você de manhã, para um herói, você dorme feito pedra.- Anésia disse com sarcasmo pingando na voz. Ela se sentou ( leia-se se jogou ) na minha cama e fechou os olhos.

- Tem café?- Ela perguntou - Bem forte de preferência.-

- De jeito nenhum eu vou fazer café pra' você!- Eu exclamei- E pode ir saindo da minha cama!-

Anésia abriu os olhos apenas para revira-los, ela se levantou bufando da cama saiu em direção a cozinha, eu a segui relutantemente, lá se vão meus planos de dormir até mais tarde...

Ao chegar na cozinha, o cheiro de café quente e bolo de fubá quentinho tomou conta dos meus sentidos.

- Percy querido, porque não contou que sua amiga estava aqui?- Sua mãe perguntou, o olhando com certa desaprovação.

Sally Jackson, a melhor mãe do mundo, se mudou para o Brasil antes de saber que estava grávida, e me criou aqui mesmo, sem ajuda, e com pouco dinheiro no início. Mas agora ela era uma escrito de poemas e livros até que bem conhecida, já até participou do programa da Eliana!

Anésia, como a adolescente madura que é, me mostrou a língua enquanto minha mãe não estava olhando, e eu , como um adolescente maduro, mostrei o dedo do meio em resposta.

- Por que você veio aqui em primeiro lugar?-  Perguntei enquanto me sentava a mesa e pegava um pedaço de bolo.

Anésia deu de ombros- O pessoal do acampamento queria de ver.- Ela disse enquanto bebia seu café.

- Mostra uma foto minha pra' eles, pronto, mato a saudade!- Eu disse revirando os olhos. Eu amo meus amigos, mas quero um tempo a sós com a minha mãe por alguns finais de semana! Além disso ainda tinha ele...

- Perseus Jackson! - Minha mãe repreendeu- Se seus amigos sentem sua falta vá passar o dia com eles. Podemos passar o domingo juntos.- Ela disse. Estava prestes a refutar quando uma vozinha se vez presente.

- Bom dia~! - Um garotinho entrou na cozinha. Ele tem traços indígenas fortes, cachos negros se enrolando no topo da cabeça em uma juba bagunçada, um pijaminha fofo de peixes que combinava com o de Percy.

- Bim dia Beto.- Eu disse ao garoto, que tímidamente se sentou ao meu lado, dei a ele um sorriso gentil e acariciei seus cabelos revoltos.

Alberto, ou Beto, era o meio irmão mais novo de Percy, ele tem cinco anos ( quase seis ) e é também o filho adotivo de Percy, legalmente, antes que vocês perguntem. Depois de muitos advogados e muita papelada, Percy tinha conseguido a guarda do garoto. Ele não se arrependia.

- Topa vim visitar o acampamento comigo?- Pergunto ao garoto que cumprimentava Anésia.

- Tudo bem, quando vamos?- O garotinho perguntou.

- Assim que Percy trocar de roupa.- Anésia comentou, lançando um olhar maldoso para mim, apenas a olhei indignado e voltei ao meu café da manhã.

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Chegar ao acampamento não era tão complicado, assim que chegaram a um parque relativamente vazio, e que achamos uma árvore grande o suficiente, Anésia falou a palavra chave ( A tradução de ' abrir' para o tupi) e uma fenda grande o suficiente para duas pessoas apareceu na árvore.

- Podem ir na frente.- Eu digo para os dois na minha frente.

Eles acenaram, Beto foi na frente, Anésia logo atrás, assim que eles passaram a fenda se fechou, antes mesmo de eu poder fazer o feitiço, fui atacado.

Foi rápido demais para eu sequer ter tempo de reagir. Em um instante mãos invisível me agarram e prenderam minhas mãos. Fui rápido em dar um chute em quem quer que a pessoa fosse e me desvencilhasse das mãos invisíveis.

Ouvi um rugido ao longe e olhei para cima, um dragão metálico sobrevoava o parque, meus olhos se arregalaram " O que infernos é essa coisa?".

Meus pensamentos se voltaram para o presente, agora tinha um cara loiro de olhos azuis e uma cicatriz no lábio me olhando. Nas mãos do garoto estava uma espada dourada de aparência perigosa.

- Você é Perseus Jackson?- O cara loiro perguntou em inglês.

- Quem quer saber?- Respondi, minha lança em mãos, comecei a sentir a água abaixo de nós,atento a qualquer movimento.

- Nós precisamos que você venha conosco.- O cara loiro disse com uma de líder, eu odeio líderes.

- Nem que Tupã me pague!- Gritei, avançando pra cima dele, a lança apontando para o braço do cara e passando raspando, fazendo um arranhado.

O garoto começou a investir, e logo era lança contra espada, ele era rápido assim como eu, mas minha lança era menor, e minha agilidade maior, e logo já estava cansando o cara.

Um rugido soou atrás de mim, não precisei me virar para saber o que era. Os olhos arregalados do cara olhando para a árvore já diziam tudo. Uma onça pintada albina pulou pra cima do loiro, Anésia se juntou a batalha.

Assim como eu estava com reforços, o loiro também estava, e logo uma águia desceu voando do céu, se transformando em um cara chinês enorme e musculoso, um pouco gordinho também.

Ele logo investiu contra Anésia, se transformando em águia de novo, mas Anésia não deixou barato, se transformando em uma Harpia e investindo.

Enquanto os pássaros batalhavam, eu me concentrava no loiro de novo, Anésia fez um belo estrago nele, arranhões por todo o corpo, que provavelmente deixariam cicatrizes, e eu sabia por experiência própria esse arranhões doíam pra caramba.

O loiro teve dificuldade em se levantar, guinchando de dor, aproveitei a oportunidade e investi. Mas antes de atingir o loiro uma cortina de gás me atingiu, e tudo ficou escuro.

A última coisa que senti foi alguém me carregando nas costas de algo grande e desconfortável.

{
Oii! Decidi começar essa fic que tinha na cabeça a algum tempo, tudo graças a um vídeo no tik tok da chaotic Nana.

Enfim, espero que gostem, vou tentar desenvolver mais os outros personagens secundário da fic, tentar alternar nos pontos de vista, enfim.

Boa leitura!

Percy Jackson, the brazilian demigod Stories to obsess over. Discover now