➸ «Leaving home and meet the campus» [Sair de casa e conhecer o campus]
Acho que esta última semana foi a mais difícil da minha vida... Os meus pais, recém separados, não se falavam. Acabaram-se não só os beijos e abraços calorosos como até as discussões. Acho que eles estavam a tentar não se sentirem culpados com eles mesmos mas de qualquer maneira, eu sentia-me sozinha... Mais do que o normal...
No dia antes da minha partida, os meus vizinhos fizeram-me uma festa para
«...celebrar o facto de tu ires para a universidade» - explicou a Dona Isabel, oferecendo-me um copo de sumo.
A ''festa'' terminou ás oito e meia da noite porque todos afirmaram que eu devia descansar bastante para estar bem no dia seguinte. Despedi-me de cada um deles, agradecendo pelos presentes, dando beijos nas suas testas enrugadas, e sorrindo para os meus velhos favoritos. Finalmente suspirei quando o meu corpo caiu em cima do colchão da minha cama e o sono veio.
Acordei a meio da noite, levantei-me e fui até á cozinha. Já estava habituada a acordar durante a madrugada, principalmente quando não bebia o meu cappucino antes de ir dormir. Era um simples hábito a que o meu corpo já estava habituado. Subi de novo as escadas para o meu quarto e adormeci de novo.
Quando me levantei de novo, já era manhã e o sol de Illinois batia no vidro da minha janela. Vesti uma roupa quente porque apesar do sol, estava frio. Fui até á cozinha onde encontrei apenas o meu pai, ele avisou-me que a minha mãe tinha tido um turno de emergência no hospital mas estaria em casa a horas para me levar á universidade. Sorri, pensando positivamente, na minha nova vida. A conversa com o meu pai continuou enquanto comiamos torradas e bebiamos, eu bebia leite, ele bebia café.
A minha mãe acabou por chegar mesmo antes de começarmos a almoçar.
«Doce, já preparas-te tudo o que precisas? Tens tudo na mala? Arrumas-te a roupa toda?»
«Sim, mãe» - revirei os olhos e continuei - «Eu e o pai arrumámos tudo hoje de manhã»
Ela sorriu e continuou a comer. A conversa manteu-se sempre no mesmo assunto, a universidade. A minha mãe fez-me prometer que iria a casa sempre que tivesse férias, afirmando que ia morrer de saudades minhas se não me visse. Depois do almoço os meus pais disseram-me para colocar as malas no carro enquanto eles lavavam a loiça, fi-lo num ápice. Olhei para o relógio, a viagem iria ser longa, principalmente porque seria de carro. Mandei uma mensagem pelo telemóvel a avisar a minha mãe que estava no carro á espera e sentei-me no banco de trás, tentando achar uma posição confortável.
Acabei por adormecer, só dei conta disso quando acordei com a minha mãe a chamar-me para avisar que eu devia comer alguma coisa. Já tinham passado quatro horas de viagem, o meu pai tinha parado o carro para nós comermos e ele descansar. Quando íamos voltar para o carro, a minha mãe disse que agora seria ela a conduzir, o meu pai assentiu sem discutir e disse que ia aproveitar para descansar um pouco.
No final de cerca de mais sete horas, quatro paragens e três trocas de condutor, chegámos a Bradford. A universidade não era longe e foi apenas mais meia hora de viagem. Quando avistei o campus, suspirei de alívio.
«Graças a Deus, pai! Tava a ver que não, já tava a ficar sem rabo!» - disse eu rindo. Ambos os meus pais riram comigo e o meu pai estacionou o carro em frente á porta dos dormitórios do campus. Saí do carro, recompondo a minha roupa e tirei algumas das minhas malas do carro, com a ajuda do meu pai. A minha mãe observava-nos, sorrindo-me tristemente. Já era noite mas as luzes de Bradford iluminavam bem a rua, abraçei os meus pais com força e disse-lhes que ia ter muitas saudades.
Nem a minha mãe, nem o meu pai choraram, eles eram fortes demais para isso. Pedi ao meu pai para, apesar de tudo, cuidar da minha mãe e á minha mãe disse para se manter forte. Peguei nas minhas malas enormes, segurando-as com força e comecei a virar-lhes as costas.
«Docinho?»
Virei-me para o meu pai, ouvindo a sua voz grossa. «Sim?» - Perguntei curiosa.
«Nós amamos-te»
«Eu também vos amo.» - Sorri fracamente, baixando o olhar e depois olhei-os novamente, assenti como que dizendo ''É agora'' e caminhei até aos dormitórios.
Quando cheguei ao portão, os meus pais já tinham partido.
Falei com o porteiro, ele deu-me uma chave de um dormitório livre, avisando que por enquanto eu não teria uma colega de quarto mas poderia sempre vir a ter. Esperavam-se alunos até Domingo, e ainda era quinta-feira. Agradeci-lhe e saí procurando o meu quarto.
«127... 127... Okay, Belle não é assim tão difícil, calma. Ah... 125, 126. Achei!» - Falava comigo própria para me acalmar.
Enfiei a chave na fechadura, abri a porta e coloquei as malas á entrada. Fechei a porta com o braço, enquanto observava o meu quarto. Era simples, tinha duas secretárias, várias janelas, duas casas-de-banho. Verifiquei qual era a cama que tinha o colchão mais macio, e escolhi a minha. Coloquei as malas em cima dela, tirei os lençóis, o pijama e todas as coisas que iria precisar para a noite. No dia seguinte arrumaria o resto.
Quando acordei no dia 11 de Setembro de 2015, o meu cérebro demorou a entender que já estava no meu dormitório. Sorri para mim quando observei o tempo lá fora, pela janela. Levantei-me e fiquei a arrumar as minhas coisas até ás dez da manhã. Tomei um banho rápido e saí de casa ás onze e meia. O senhor Levis, o porteiro, avisou-me que a escola estava a oferecer as refeições aos alunos que já tinham chegado, então dirigi-me á cantina, ouvindo barulho de alguns alunos de lá.
«Mãe, okay já ouvi! Olha tá ali uma amiga minha, vou ter com ela! Tchauuuu» - ouvi uma rapariga gritar, mais admirada fiquei quando ela me agarrou um braço e me disse «Eu sei que não me conheces de lado nenhum, mas a minha mãe não me deixa em paz e... » - ela olhou para trás - «acabas-te de me salvar.»
«Ahm... de nada?» - Não sabia o que responder á morena baixinha que tinha á minha frente. Os seus cabelos eram compridos, um pouco abaixo dos ombros.
«Eu sou a Leslie, Leslie Libby.»
Que raio de nome é esse? «Ahm, eu sou a Belle. Belle Collins» - apertei a mão que ela me tinha estendido, enquanto se apresentava.
«Prazer, Belle. Ah, podes-me tratar por Les, okay?» - assenti sorrindo para ela. «Vais tomar o pequeno almoço agora?»
«Sim... Ahm... Queres vir?» - Se quero ser menos invisivel, tenho de fazer por isso, não é? Sorri quando a Leslie concordou que iria comigo. Ela parecia ser muito simpática, e fofa.
E até agora, era a única a que eu poderia chamar não amiga... ainda não... apenas conhecida.
Mas ela estava comigo. E agradecia-lhe por isso.
➸ Olá, leitora! Bem se leste tudo até aqui, obrigada, estás no meu coração (:
Eu sei que é um pouco chato pedir, mas comenta o que achas-te do capitulo. A tua opinião é muito importante para o meu trabalho crescer mais e mais. Sei que vai demorar muito até esta fic ter algum sucesso, até porque não sou nenhuma J.K Rowling, mas ajudem-me a divulgar esta parte de mim.
➸ Só poderei publicar 1 ou 2 vezes por semana, por isso estabelecerei algumas metas. Prometo que não serão metas enormes, até porque a fic ainda ainda está a ''nascer''.
Para publicar o 3º capitulo, quero pelo menos 10 leituras e 2 votos. Quanto mais rápido alcançarem as metas, mais rápido eu publico!
Até ao próximo capitulo, docinhos do meu coração!
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Can anyone save me? Z.M
FanfictionCada um de nós só sabe que foi salvo quando a sua salvação acabou. Eu não me sinto salva. Ainda não. Alguém me pode salvar? Se sim, será esse alguém o Zayn Malik?
