Há milênios atrás quando as populações residiam em situações tão precárias e os senhores feudais não estavam conseguindo mais suprimentos para seus pequenos povoados, única solução plausível era recorrer a capital. Diretamente ao imperador, considerado até então o símbolo sagrado de todo o país. Histórias percorriam na terra que ele era na realidade um Deus, que amou tanto os homens que não suportou velos sofrer e desceu dos céus para cuida-los, não havia atitude mais louvável.
Mas em época de pós-guerra não havia muito com que se trabalhar nesta fantasia, as dívidas da guerra, as doenças e a fome que se propagavam como o vento só pioravam a imagem divina que os súditos possuíam.
Então começaram as revoltas por todos os lados. A corte imperial não conseguia mais conter o pânico da população, enquanto os ricos regozijavam de regalias ganhas pelo imperador e confortos sustentados por suas financias todo o restante da população residiam de miséria e fome. As montanhas de cadáveres abarrotavam ruas e becos.
A população estava em colapso, e enquanto a insatisfação aumentava a fé no imperador ruía.
Depois de dezenas de ataques as famílias proeminentes e aos soldados da corte, o país estava por um fio. Até que os céus escuraram o desespero do imperador que via sua morte.
Nos céus os Deuses ficaram com pena do jovem, a milhares de séculos atrás aquele homem realmente era um dos pertencentes do céu, aliais dispunha-a uma excelente posição, mas com sua permanência na terra a ganancia do homem o corrompeu e sua santidade apodreceu, assim como seus poderes, a cada dia o Imperador se via mais fraco, até dissipar totalmente as regalias que concedia aos seus pedintes.
Em suas costas a morte o assolava, o medo e pavor de perecer no mundo dos homens como um indivíduo comum e humano assombrava sua alma. Um Deus morrer como homem era considerado indigno. A honra era a única coisa que possuía valor entre os celestiais, quanto maior, melhor sua posição.
Nos céus, mesmo entre os seres considerados celestiais o ato de ajudar uns aos outros era totalmente inesperado, na verdade, era muito raro observar qualquer interatividade por pura bondade, as ações eram sempre acompanhadas de favores e benefícios não ditos.
Famílias se formavam a partir disso.
Quando um indivíduo chegava aos portões celestiais as famílias logo o avaliavam para categorizarem se era digno para ser adicionado as suas casas e carregar o emblema da família. Quanto mais extraordinários eram as habilidades do novo integrante, maior eram suas vantagens de adentrar em uma estimada família e determinar sua colocação social no céu.
Todos no céu viam o desespero do jovem imperador e apostavam entre as casas seu tempo antes de perecer. A imagem que o homem possuía dos celestiais não poderia ser mais fictícia. Idealizar que o céu era um lugar de harmonia não poderia ser mais equivocado.
As apostas corriam alto, quando o inusitado ocorreu, uma família resolveu aceitar seu pedido de ajuda. E não qualquer clã, longe disso. Nem em seus sonhos mais desejosos o Imperador esperava um auxilio daquela família. Uma das casas mais fortes e ascendentes, diziam ser uma das casas mais antigas e corriam rumores que o chefe da família retinha a habilidade de pular entre universos.
A casa mais inacessível do céu.
A numeração era incrivelmente menor que as outras, mas seus membros equivaliam a centenas de homens em apenas um. Por ironia do destino suas características careciam de manter-se iguais. Possuíam uma beleza das mais invejáveis, os cabelos pretos como penas de corvos, os olhos tão negros quanto a escuridão que abrigavam os demônios, a pele tão pálida quando a brancura da neve e musculatura grandes e poderosas como os contos de Hércules.
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Sacrifício aos Deuses
FanfictionHá milênios atrás quando as populações residiam em situações tão precárias e os senhores feudais não estavam conseguindo mais suprimentos para seus pequenos povoados, única solução plausível era recorrer a capital. Diretamente ao imperador, consider...
