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— Acorda amor. — Maria, me balançava delicadamente do outro lado da cama.
— Hum... Eu não quero acordar. — Resmunguei. Está muito gostoso ela deitada agarradinha assim comigo.
— Mas eu preciso ir ao banheiro e não consigo me desvincular de você. Você é muito forte, Taehyung. — Ela sorriu.
Observei o rostinho inchado e a selei. Maria tem os traços tão lindos. A pele escura, os lábios grossos e o nariz arredondado. É a pessoa mais preciosa do mundo.
— Vai ficar me olhando ou vai me ajudar a ir ao banheiro? — Fez biquinho.
— Vou te ajudar, mesmo sabendo que você não precisa de ajuda.
Me levantei nu da cama a procura de uma cueca. As noites com Maria sempre foram quentes e apesar dela ser cadeirante, isso nunca nos atrapalhou.
Vestindo a cueca eu percebi o olhar dela sobre meu corpo, porém não disse nada, só sorri.
— Como eu não preciso de ajuda? Você estava praticamente me esmagando de tão abraçados que nós estávamos. E mesmo de manhã, me sinto completamente exausta. — Encostou seu corpo na cabeceira da cama.
— Cansada, né? — Sorri indo até sua direção.
— Você é muito convencido, teteco. — Entrelaçou os braços ao redor de meu pescoço e me beijou.
— Você está muito gostosa com esse sutiã vermelho. Dormiu com ele para que de manhã possa me provocar? — Disse sob nosso ósculo.
— Completamente convencido. — Puxou meu corpo para ficar sobre o seu.
— Você não estava apertada? — Acariciei seu pescoço. Seu ponto mais sensível.
— E-estou.
— Sei não.
Peguei Maria no colo. Percebi que sua cadeira de rodas estava do outro lado do quarto. Realmente, transar em uma cadeira de rodas é uma delícia. Se eu soubesse que era tão bom, eu teria feito antes, e de novo e de novo.
Nosso banheiro, assim como nossa casa é adaptada para ela fazer suas necessidades. A sentei na privada e deixei com que ela se aliviasse enquanto eu ia atrás da cadeira adaptada.
— Tae. — Voltei ao banheiro e vi que ela havia tirado o sutiã. Sorte que antes estava sem calcinha.
— Toma banho comigo? — Vi que Maria estava um pouco insegura, já que sobre sua relação com a higiene pessoal, ela sempre realizou sozinha.
— Mas é claro. — Eu sempre sonhei com isso.
Nós estamos morando sozinhos a pouco tempo. E por mais que somos totalmente íntimos, ainda tem certas limitações que eu sempre respeitei e sempre irei respeitar.
— Como que você quer fazer? — Me referi sobre a cadeira higiênica e sobre as barras, além do chuveiro e da banheira.
— Eu quero fazer isso com você. Do seu jeito. — Me encarou e depois desviou o olhar.
— Do meu jeito? Como seria fazer do meu jeito? — Realmente fiquei confuso.
— Não quero usar a cadeira...
Acho que entendi o que ela quer.
— Você é bem safadinha amor. — Sorri.
Liguei o chuveiro deixando a água esquentar um pouco. Tirei a cueca box e novamente senti o seu olhar queimar como brasas sobre o meu corpo.
Fui até seu corpo e abri suas pernas com delicadeza. Apoie Maria sobre meus braços firmando o peso de seu corpo ao meu. A barra também nos ajudava.
— Você está bem assim?
— Estou. Nossa, é diferente. — Apoiou os braços nos meus ombros.
— Se sentir cansaço me fala. — Beijei sua testa.
Apoie suas costas na parede gelada onde ouvi um gemido gostoso. A água caía sobre nós e Maria me beijava com vontade.
— Amor. Você disse que queria tomar banho. — Peguei o sabonete do seu lado com cuidado, pois se eu me desequilibrar eu posso levá-la ao chão.
— Me dá. — Pegou o sabonete da minha mão e começou a passá-lo no meu peitoral.
— Vai me dar banho? — Provoquei. Senti suas mãos descendo para meu abdômen e quase indo de encontro ao meu pau.
— Cuidado.
— Está se referindo a que? O chão é antiderrapante. O seu amiguinho que parece está bem acordado. — Sussurrou no meu ouvido e mordeu.
Maria sabe seduzir. Esse título de coitadinha que colocam nela é pura ignorância. Ela é uma mulher adulta e gosta de sexo, assim como qualquer um.
— Atrevida. — Juntei seu corpo mais ao meu e a beijei.
— Me come, antes que eu não aguente mais essa posição. — Olhou profundamente os meus olhos.
Pincelei meu pau na bucetinha encharcada e fui metendo fundo.
— É tão gostoso. — Disse com os olhos fechados.
Continuamos antes que ela cansasse dessa posição.
(...)
Mais tarde, Maria estava na cozinha preparando o nosso almoço enquanto eu estava fazendo algumas anotações para a empresa que trabalho.
A cada dia sinto que estamos mais conectados e não é porque estamos recém casados. É porque eu a amo muito e não deixarei nada e nem ninguém atrapalhar isso.
— Amor. Está pensativo de novo? — Ela veio rolando a cadeira até mim.
— Não...
— Sei. — Sorriu sapeca.
— Eu também estava pensando em uma coisa...
— Que coisa? — Segurei suas mãos e a beijei.
— Quero testar todos os tipos de posições com você.
— MEU DEUS! — Gritei.
— O que?! — Se assustou.
— Nada é que eu te amo muito! — Segurei seu rosto em minhas mãos.
— Eu também te amo muito. — Me beijou.
— Me pega no colo. Quero sentar em você. — Terminou o beijo com um selo.
— De novo? Será a terceira vez em menos de vinte quatro horas.
— Seu bobo. Eu só quero estar mais próxima de você. — Peguei Maria e ajeitei suas pernas para o lado.
— Meu Deus Taehyung, você é muito safado. — Deu um tapinha no meu ombro.
— Eu safado? Você que veio até mim falando que quer tentar fazer todas as posições sexuais possíveis. — Me deu outro tapa.