...Se um deles estiver morto

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PRÓLOGO

Rosewell acabara de perder a figura mais adorada (ou nem tanto) pela população, Devin Parker. Filho do prefeito, Devin, era conhecido como o "garoto prodígio", assim como todos os estudantes da cidade pareciam ser. Além de ser dono de uma beleza jamais vista e de um carisma incrível, ele era fluente em diversos idiomas (oito para ser mais exato), tocava violão, violino, trompete, flauta, piano e outras dezenas de instrumentos musicais. O sonho de qualquer jovem.

O motivo de sua morte era desconhecida, embora, ás vezes perecesse óbvio. Mas como alguém poderia matar alguém tão perfeito? Quem seria capaz de matar Devin? Essas eram as perguntas mais recorrentes da cidade. Porém, a única coisa que a população tinha certeza, era de que eles não iriam descansar até descobrirem que era "O Assassino de Rosewell".


CAPÍTULO 01:

A semana estava calma em Rosewell, bem mais tranquila do que costumava ser. Todos ainda estavam muito abalados do que ocorrera dez dias atrás. A morte de Devin ainda parecia um sonho, talvez um pesadelo para ser mais específico. Durante todo esse tempo o comércio e as atividades da cidade foram suspensos, isso porque o prefeito (devemos lembrar que ele é o pai de Devin) achara que isso seria uma boa forma de homenagear seu querido filho. Além disso, as aulas que haviam sido programadas para iniciarem na semana passada tinham sido suspensas e só começariam na próxima semana. 

Mesmo recebendo ordens de fechamento, o Marjore's Bar permanecia aberto. Mesmo com poucas pessoas, o movimento do bar estava sendo considerado razoável pela senhora Marjore, a proprietária do local. Marjore, ou Maggie, como gostava de ser chamada pelos amigos mais próximos, era uma senhora de 77 anos que continha uma saúde aparentemente boa. Seu marido, George Wiliam, falecera a vinte e cinco anos atrás, após submeter-se a uma cirurgia cardiovascular que, notoriamente, acabara dando errado. Ele havia deixado uma grande fortuna para sua esposa, avaliada em 880 mil dólares, ou seja, Marjore não precisaria trabalhar, porém ela não tinha coragem de fechar seu negócio, isso porque ela achava que o seu bar era a única coisa que lhe restara após a morte de seu marido. 

No bar, estava o grupo de amigos que Marjore mais gostava: Dorothea, Betty, Benjamin, Arthur. Eles iam ao local todas as noites e, de vez em quando, conversavam com Marjore. 

– Aqui está as suas batatas – disse o garçom. Ele estava olhando fixamente para os olhos azuis de Betty. Gentilmente, ela pegou as batatas e agradeceu ao garçom com um lindo e brilhante sorriso. Betty, embora parecesse uma garota mimada, era uma boa menina. Seus cabelos loiros e seus olhos azuis faziam todos acharem que ela era mais uma filhinha de papai rica e mimada que não se importava com os sentimentos de ninguém, porém não era bem assim, ela era muito simpática e amável com todos ao seu redor, principalmente com seu irmão, Devin Parker. Após a morte dele, Betty viu o seu mundo desabar. Ele era uma das únicas pessoas na qual ela poderia confiar, tirando, claro, seus amigos. 

– Gente, eu estava pensando ontem a noite em irmos passar o nosso último final de semana antes do início das aulas na casa do lago dos meus pais, eles vão viajar. Pensei que fosse uma boa ideia, vocês topam? – disse Dorothea. Thea, como gostava de ser chamada, era a melhor amiga de Betty, juntas elas dividiam segredos, e principalmente, roupas e bolsas Channel. Dorothea tinha olhos castanhos e um lindo e impecável cabelo cacheado. Seu cabelo era o que mais chamava atenção nela, já que a mesma era muito tímida. A timidez piorava quando o assunto era rapazes, especificamente, Joe, o líder do time de basquete da escola. Joe era um dos amigos convencidos de Devin, que achava que o mundo girava em torno dele. Logo após a morte de seu amigo, ele se tornara o capitão do time de futebol da escola, fazendo com que, consequentemente, ele se tornasse o mais popular dentre os garotos.

– Eu topo, mas, somente se você comprar cerveja e uns bons salgadinhos com sabor de churrasco – disse Arthur. Arthur era um garoto com uma vibe muito boa, ele amava cantar e dançar, inclusive um dos seus maiores sonhos era participar de um musical na Broadway. Mas, enquanto isso não acontecia, ele se contentava em dançar na frente do espelho tomando uma cerveja (outra paixão de Arthur era beber, mas vocês, provavelmente, já notaram isso).

 – Ok, amanhã cedinho vamos comprar no merc... – Benjamin interrompeu Dorothea antes que ela pudesse responder. 

– Não precisa comprar nada! Eu tenho uns refrigerantes e salgadinhos lá em casa que se ficarem mais uma semana sem serem devorados, provavelmente ficaram estragados.

Ben era um jovem que se diferenciava dos demais, gostava de ler, escrever e, principalmente de escutar Taylor Swit, motivo pelo qual sofrera tanto bullying durante a sua infância. Seus cabelos eram loiros e compridos, chegando até os ombros. Os seus olhos verdes eram cobertos por um óculos preto e redondo, sem ele Ben não enxergaria nada, devido ao alto grau das suas lentes. 

– Bom, então eu vou nessa, já são onze horas e depois do que aconteceu com meu irmão meus pais não me deixam chegar depois da meia noite. Tchau – disse ela. 

O pai de Betty, o Sr. Parker, era um homem muito sério. Nunca ninguém o vira chorar, mesmo no velório do filho ele não havia derramado uma lágrima se quer. Já a Sra. Parker era bem simpática, seus traços assemelhavam-se com os de sua filha, embora Betty não tivesse olhos verdes. 

Antes de Betty passar pela porta de saída, seus amigos colocaram o dinheiro na mesa do bar e decidiram ir embora em grupo, já que ainda não tinham prendido o assassino de Devin, era melhor eles protegerem um ao outro. E mal sabiam eles que isso era exatamente o que eles teriam de fazer, se manter a salvo dos próximos e terríveis acontecimentos que estariam por vir.


Continua...

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⏰ Última actualización: Apr 25, 2021 ⏰

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