Capítulo 1

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Comecei meu dia hoje sendo perseguido, assim que saí de casa os capangas do meu ex chefe vieram atrás de mim. Estou correndo sem parar pelos telhados dos becos de Roma e confesso que esses caras são como baratas, quanto mais eu desvio ou mato um deles, mais deles surgem do fundo do esgoto.

Antes que eu me esqueça, me chamo Matteo Milano e fugir de baratas acabou virando minha rotina.

- Vocês não são capazes de pegar nem um rato como eu?

Sorri mandando um beijo logo em seguida com as mãos.

- Se você fosse um rato Senhor Milano, já estaria morto.

Enquanto a adrenalina só aumenta eu logo vejo o final dos telhados da casa em que eu estou correndo, assim que eu me aproximar irei saltar.

- Merda!

Senti meu tornozelo falhar, creio que pisei de mal jeito pois está doendo muito.


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- VOCÊS NÃO SÃO CAPAZ DE PEGAR UM SIMPLES GAROTO?

- Chefe, ele não é tão fácil como pensa. Você o chama de rato, porém, está mais para um gato ardiloso.

Eu contratei tantos homens e esse garoto ousa esmagar todos eles como se fossem baratas?

- Gato? Matteo está mais para uma raposa astuta, ele ousa abandonar tudo e se virar contra mim? Peguem essa raposa o mais rápido possível e assim saberão que ele pertence a mim.

Sorri encarando meu funcionário.

- Sim senhor, entregaremos o Matteo o mais rápido possível.

- Podem se retirar.

Ele se retira de minha sala e eu encosto em minha cadeira suspirando fundo, logo solto uma risada, estou indignado.

- Ah, pequena raposa, você não sabe oque te aguarda.

Venha para mim pequeno Matteo Milano.


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Depois da lesão que levei mais cedo vim para casa e passei pomada no local.

- Devo ir comprar alguma coisa para comer.

Calço meu tênis que estava na porta de entrada, saio de casa logo descendo o elevador do prédio, assim que saio pela porta do prédio sinto alguém agarrar meu braço e me jogar dentro de um carro.

- Que porra é essa? Vocês querem morrer?

- Pelo que andei sabendo você está sendo procurado pelo chefe desse território, quantos será que posso ganhar entregando você a ele?

O homem que ainda permanece segurando o meu braço diz com um olhar ambicioso.

- Ah, entendo, então vocês são apenas bandidos de rua?

Perguntei soltando uma risada soprada.

- Então nem vou perder meu tempo com vocês.

Quando estou para socar o homem à minha frente a porta do carro é aberta de forma brusca e eu acabo caindo para fora do carro, ficando apenas metade do meu corpo dentro do veículo.

- Encontrei vocês.

Subi meus olhos para o garoto ruivo com os olhos verdes que estava com a respiração descontrolada.

- Quem é você?

Perguntei a ele.

- Pelo visto seu salvador.

Ele sorri e logo me puxa para fora do carro.

- O que pensa que está fazendo? Ele é meu garoto precioso.

Diz o homem que me puxou para o carro.

- Escutar isso vindo de alguém como você me dá ânsia.

Digo fazendo uma expressão de nojo, e eu logo vou para cima do homem dando dois golpes de soco seguidos. A luta entre eu, o rapaz ruivo e os caras que haviam me sequestrado acaba depois de uns minutos.

- Bom trabalho, como se chama?

O rapaz ruivo perguntou ofegante.

- Creio que não há necessidade da troca de nomes, afinal nunca mais nos veremos.

Respondi o rapaz de forma ríspida.

- A entendo...

O rapaz se vira para ir embora mas para se virar para mim.

- Vejo você por aí!

Ele sorri logo saindo correndo.

- Não irá ter uma próxima vez.

Ele é louco ou algo do tipo? Porque ele me salvou?


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Saindo do chuveiro muitas coisas se passavam em meus pensamentos.

Como eu irei conseguir encontrar o'que vim atrás? Estou cansado de fugir do meu ex chefe possessivo e ainda tem aquele rapaz ruivo, porque ele ajudou-me mais cedo? Me deito na cama depois de vestir uma calça moletom e uma camiseta, e ainda com meus cabelos molhados fecho os olhos respirando profundamente.

- Eu preciso começar a agir mesmo que seja arriscado.


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Enquanto estou tomando meu banho me pego pensando no rapaz de cabelos pretos e olhos azuis que foi sequestrado hoje.

- Quem será ele? Porque estava sendo sequestrado?

Estou com dúvidas pois não conheço o rapaz de dentro do carro, mas estou curioso sobre quem é ele.

- Devo investigar?

Me levanto puxando a toalha e me enrolando na mesma.

- Não tem necessidade, deve ser apenas alguém devendo dinheiro ou algum traficante de drogas.

Após eu me trocar vou para meu quarto pensar em como irei encontrar respostas para tantas dúvidas que se passam em minha cabeça.


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Novamente estou correndo desses homens baratos, que ódio eles nunca vão parar? Me sinto frustrado e me distraio, e acabo batendo meu corpo contra a de um rapaz que passava por ali.

- Me desculpa.

Me desculpei para pessoa que acabo de esbarrar mas infelizmente eu fui pego pelos homens que estava me perseguindo.

- O chefe está com saudades e quer te ver.

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