O céu estava muito escuro. Logo uma imensa tempestade viria por aí. Era horrendo ficar olhando pela janela, pois eu tinha medo de chuva. Esperava que não demorássemos muito tempo aqui. Por sorte, já seríamos as próximas a sermos atendidas por Madame Constantine.
— Deveríamos ir embora. Sério. — Jihyo disse, parecendo preocupada.
— Não. Já estamos aqui. Precisamos ficar. — eu disse, ansiosa para entrarmos logo no escritório da Madame Constantine.
— Dahyun, você tem certeza? Vai chover e moramos longe. Foi difícil encontrar este lugar e provavelmente vai ser difícil voltar, ainda mais no meio de uma tempestade! — Momo estava com a mesma expressão que Jihyo.
— Não há o que temer, meninas. É só uma brisa fresca lá fora. — eu disse, rindo de nervoso e ignorando meu medo de chuva.
As duas se entreolharam e se recostaram em seus devidos lugares. Alguns segundos depois, o telefone da Jihyo tocou.
— Hã…eu preciso atender.
Ela levantou e se afastou alguns metros de mim e de Momo.
Sozinha com ela, senti uma vontade descomunal de falar algo. Ela vestia uma simples jaqueta jeans com uma blusa amarela de gola alta e uma calça rasgada, mas para mim, era o look mais perfeito de todos. Tudo que ela usava era único nela. Aproveitei o momento e entrelacei meus dedos nos seus. Ah…a sensação de sua mão macia segurando a minha era deliciosa. Eu estava apaixonada pela Momo.
Estávamos quase namorando. Só faltava o pedido.
Nós éramos amigas há um bom tempo, mas o sentimento acabou se transformando em algo mais. Depois que ambas estavam a par que a outra sentia o mesmo, não demorou para que nos encontrássemos às escondidas por aí. Era ótimo? Era. Era excitante? Era.
Mas era o suficiente? Não, não era.
Eu queria muito que nos tornássemos oficialmente um casal. Queria que fôssemos namoradas. Mas eu não tinha certeza se Momo queria algo mais sério. Então por isso, estava aguardando que Momo fizesse o pedido. Para saber se ela tinha o mesmo desejo que eu. Acontece que os meses se passavam e não acontecia nada.
Jihyo voltou e eu soltei minha mão da de Momo. Não tinha por quê, afinal, a Jihyo sabia sobre nós, já que ela era minha melhor amiga. Ela se sentou ao meu lado novamente e sussurrou no meu ouvido:
— Não acha melhor desistirmos disso? Por quê você não deixa as coisas rolarem naturalmente ao invés de vir checar se isso vai acontecer ou não?
— Como eu disse, já estamos aqui, Ji. E não foi fácil para chegarmos. Vamos lá, talvez seja até divertido.
— Não consigo ver como isso seria divertido.
Naquele momento, a porta do escritório de Madame Constantine se abriu e uma mulher que parecia ter uns 30 anos saiu de dentro, parecendo perturbada. Ela passou por nós e saiu para a ventania monstruosa que ocorria do lado de fora. Encarei rapidamente Jihyo, que estava levemente assustada.
— Vocês vão entrar? — Madame Constantine nos chamou, com uma voz rouca, abrindo ainda mais a porta para nós três.
Nos levantamos e entramos.
A sala dela era horrível. Quer dizer, havia uma estante que cobria uma parede inteira, recheada de frascos e objetos esquisitos e quadros horripilantes na parede da frente. E a tinta era um tom de bege pavoroso. Sentamos em um pequeno sofá que havia ali, de frente para a mesa da mulher.
— Então, crianças. O que desejam? — Madame Constantine perguntou.
Olhei para Momo e Jihyo, que também me encaravam. Gostaria que uma delas falasse primeiro mas tinha sido eu quem havia começado com isso tudo, então deveria ser eu a primeira a falar.
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Os Três Desejos
Mystery / ThrillerDahyun estava apaixonada. Mas esperava por uma atitude de Momo para iniciarem um namoro. Todavia, esse dia parecia não chegar. Frustrada, ela procura por uma cartomante e acaba descobrindo um objeto enfeitiçado que mudará o rumo de tudo. A presente...
