I (don't) Need a Hero!

By MyDearCherry

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Imagine como seria perder o emprego, encontrar o bilionário Tony Stark conversando amigavelmente com sua mãe... More

Notas Iniciais
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Capítulo 18
Capítulo 19
Capítulo 20
Capítulo 21
Capítulo 22
Capítulo 23
Capítulo 24
Capítulo 25
Capítulo 26
Capítulo 27
Capítulo 28
Capítulo 29
Capítulo 30
Capítulo 31
Capítulo 32
Capítulo 33
Capítulo 34
Capítulo 35
Capítulo 36
Capítulo 37
Capítulo 38
Capítulo 39
Capítulo 40
Capítulo 41
Capítulo 42
Capítulo 43
Capítulo 44
Capítulo 45
Capítulo 46
Capítulo 47
Capítulo 49
Capítulo 50
Capítulo 51
Capítulo 52
Capítulo 53
Capítulo 54
Capítulo 55
Capítulo 56
Capítulo 57
Capítulo 58
Capítulo 59
Capítulo 60
Capítulo 61
Capítulo 62
Capítulo 63
Capítulo 64
Capítulo 65
Capítulo 66
Capítulo 67
Capítulo 68
Capítulo 69
Capítulo 70
Capítulo 71
Capítulo 72
Capítulo 73
Capítulo 74
Capítulo 75
Capítulo 76
Capítulo 77
Capítulo 78
Capítulo 79
Capítulo 80
Capítulo 81
Capítulo 82
Capítulo 83
Capítulo 84
Capítulo 85
Capítulo 86
Capítulo 87
Capítulo 88
Bônus

Capítulo 48

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By MyDearCherry


Ao sair do banheiro, avistei Peter e Ned indo até a porta. Foram parados por May, que perguntou:

— Onde vocês vão agora?

— Vou até a casa do Ned pegar uma peça que ele esqueceu de trazer pro projeto. Não demoro.

— Certo. O jantar fica pronto logo.

May me viu saindo do banheiro e perguntou:

— Você vai ir com eles, querida?

Peter lançou-me um olhar sério. Eu entendi. Não era pra eu ir, e Peter não voltaria para o jantar. Sem sequer pensar em insistir, disse:

— Não. Eu tenho prova amanhã. Vou estudar.

Olhei para Peter. Ele não estava indo apenas pegar algo na casa de Ned. Tinha mais coisa ali, e eu sabia. Sem dizer nada, Peter saiu com Ned, e eu fui tentar estudar e focar na prova, embora a conversa que ouvi e a pressa de Peter ao sair estivessem martelando em minha mente.

May me chamou para jantar. Ela parecia apreensiva por Peter estar fora até tarde, embora ainda não passassem das 20h. Comemos enquanto ela tentava fingir estar bem, deixando transparecer justamente o contrário. Ajudei-a com a louça e voltei para os estudos.

Eram 22h e Peter ainda não havia voltado ou dado sinal de vida. Eu estava começando a ficar preocupada de que algo tivesse acontecido ou que ele pudesse ter feito alguma besteira.

Comecei a pensar que talvez ele estivesse com alguém. Talvez Liz. Era isso que ele estava sussurrando com Ned e não queria me contar? Liz havia voltado e ele havia ido vê-la? A imagem dos dois juntos atravessou minha mente, perturbando-me.

— Helena, para! – Falei para mim mesma, massageando as têmporas – Deixa de ser louca. Tá tudo bem. Vai ficar tudo bem. Se concentra na matéria da prova.

Tentei reler o mesmo parágrafo pela quinta vez, buscando algum sentido, quando um barulho na porta me assustou. Abri e vi May parada, o olhar preocupado.

— Ele não te ligou? – Perguntou ela, com esperança na voz.

— Sinto muito. Nada ainda.

— Ele não atende. Já liguei para o Tony Stark, para o Ned, e nenhum deles me atende também.

— Para o Sr. Stark?

— É. Não sei... Vai que ele tem alguma notícia do Peter. Eu estou tão preocupada.

Suspirei.

— May, vai tomar um banho e tenta relaxar um pouco, tá bem? Eu fico de olho. Tenho certeza de que o Peter está bem. Talvez esteja jogando videogame com o Ned e tenha esquecido de avisar, sei lá.

Ela suspirou nervosamente, e eu insisti:

— Vai tomar um banho e descansar.

Mesmo contra a sua vontade, ela foi para o banheiro. Peter teria que apresentar uma boa explicação para preocupá-la dessa forma. Após o banho, May foi para a sala e, com muita relutância, acabou dormindo no sofá, enquanto esperava Peter chegar.

Fui para o quarto e suspirei. Voltei a ler a matéria, quando um baque em minha janela quase me fez gritar de susto. Uma mão estava pendurada no parapeito, os dedos cortados e machucados.

Prendi a respiração. Alguém estava entrando ali, e eu estava sozinha no quarto. Peguei a luminária da mesa e estava pronta para acertar quem quer que fosse quando parei, com as mãos trêmulas.

Um corpo cansado se esforçava para subir pela janela, e eu não conseguia dizer ou fazer nada. Estava paralisada. Num último esforço, lançou-se para dentro do quarto, as pernas ainda penduradas para fora.

— P-Peter... – Gaguejei.

Soltei a luminária, apavorada. Peter estava com seu traje de Homem Aranha, e parecia ter se machucado feio. Com um aperto no peito, fui até ele.

— Peter? Tá me ouvindo?

Tirei sua máscara, revelando cortes pelo rosto e na boca e um Peter exausto. Ele olhou para mim e tudo o que saiu de sua boca foi um gemido de dor.

Agindo mais por impulso do que qualquer outra coisa, ajudei Peter a descer da janela e o fiz sentar em minha cama. Comecei a andar de um lado para outro massageando as têmporas, tensa, pensando no que iria fazer.

Abri cuidadosamente a porta e fui até a o banheiro pegar o kit de primeiros socorros. May ainda dormia na sala. Ao chegar no quarto, fechei a porta e comecei abrir a maleta.

— Você quer, pelo amor de Deus, me contar o que aconteceu? – Não aguentei e soltei, furiosa, entregando-lhe uma bolsa de gelo para pôr sobre o olho, que estava ligeiramente roxo.

— Eram muitos. – Ele se limitou a dizer, ofegante.

Olhei para ele com raiva e molhei um pedaço de gaze, colocando-a em um corte em seu ombro sem nenhum cuidado, o que o fez chiar:

— Ai! Devagar! Por que tá tão brava?

— Será que é porque você saiu às 19h dizendo que só ia na casa do Ned e sumiu, sem dar sinal de vida, fazendo sua tia e eu quase morrermos de preocupação? Seu idiota! Eu entendi que não ia voltar pra jantar, mas custava mandar uma mensagem dizendo que ia chegar tarde?

— Olha, me desculpa se os vários caras armados e mau humorados não quiseram dar uma pausa de dois minutos pra eu avisar que não ia chegar antes das dez.

— Eu tinha certeza que você iria se meter em alguma furada. É só o que você faz!

Peter abriu a boca para responder, mas calou-se, bravo.

— Onde mais machucaram você? – Perguntei.

— Já nem sei. Sinto dor em tudo.

Olhei para seu abdômen e vi uma mancha de sangue sobre a costela direita. Pisquei lentamente, tomando fôlego, e comecei a abaixar o traje do garoto.

— O que tá fazendo? – Indagou ele.

— Cuidando desse monte de feridas. Tem sangue aqui – Apontei para sua costela – É melhor cuidar disso.

Peter levantou com dificuldade e alguns suspiros de dor. Sem dizer nada, foi até seu quarto e voltou instantes depois vestindo uma calça de moletom e segurando uma camiseta. Seu peito estava machucado e com alguns cortes, e seus braços também. Ele se sentou na cama novamente e eu voltei a cuidar de seus ferimentos.

— Você precisa parar com isso. – Falei, passando cuidadosamente a gaze sobre um corte.

 — Com isso o quê?

— De se arriscar desse jeito.

— Helena...

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