Yes, sir. | h.s

By harrysoberania

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onde uma garota se encontra perdidamente apaixonada pelo sórdido diretor de seu orfanato e vê sua vida transf... More

Prologue
Chapter One
Chapter two
Chapter three
Chapter four
Chapter five
Chapter six
Chapter seven
Chapter eight
Chapter nine
Chapter ten
Chapter eleven
Chaper twelve
Chapter thirteen
Chapter fourteen
Chapter fifteen
Chapter sixteen
Chapter seventeen
Chapter eighteen
Chapter nineteen
Chapter twenty
Chapter twenty one
Chapter twenty two
Chapter twenty three
Chapter twenty four
Chapter twenty five
Chapter twenty six
Chapter twenty seven
Chapter twenty nine
Chapter thirty
Chapter thirty-one
Chapter thirty two
Chapter thirty three
Chapter thirty four
Chapter thirty five
Chapter thirty six
Chapter thirty seven
Chapter thirty eight
Chapter thirty nine
Chapter forty
Chapter forty one
Chapter forty two
The Final Show
Considerações finais
CORRE PRA SEGUNDA TEMP!

Chapter twenty eight

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By harrysoberania

***

"Tudo o que sei no final do dia é que você ama quem você ama, não há nenhuma outra maneira. Se há algo que eu aprendi depois de um milhão de erros, é que você é a única que eu quero no final do dia." - End of the day, One Direction

***

A frase foi deixada no ar enquanto a porta batia e fazia-o se sentir cada vez mais vazio. Era como se nada fizesse sentido dentro de seus ouvidos e aquela frase fosse louca demais para se encaixar.

Não só aquela, mas tudo que a menina havia dito parecia estar se chocando dentro de sua mente e fazendo com que tivesse uma forte dor de cabeça. Ela havia dito que ele não era a pessoa que queria para sua vida. Estava deixando-o? Afinal, eles tinham alguma coisa?

E outra, como diabos Niall tinha a audácia de beijar sua garota? Desde pequenos juraram fidelidade um ao outro, nunca haviam feito isso. Normalmente, a garota que Niall ficava queria Harry ou vice-versa, mas aquilo nunca havia acontecido. Nenhum dos dois nunca havia sido traído pelo outro.

Não sentia um buraco em seu peito sendo aberto apenas pelo fato de ser traído por seu melhor amigo, mas pelo fato de acreditar que Olivia tinha desenvolvido sentimentos pelo loiro.

Niall era tudo aquilo que ele nunca poderia ser. Carinhoso, carismático, gentil, atencioso, mais bonito por dentro do que por fora e haja beleza para superar a exterior...Estava perdendo. Perdendo para uma pessoa que achava ser inferior a ele.

Niall poderia ter todas aquelas qualidades, mas chegar aos seus pés? Nunca. Ele era mais inteligente, mais rico, mais bonito.

Isso era uma opinião do grande Harry Styles. Que mais uma vez, parecia estar errada.

"Aquela vagabunda..." - Murmurou para si mesmo, saindo da sala numa velocidade impressionante.

Parou em seu lugar ao ver a cena que se passava: O rosto de Olivia estava entre as mãos de Niall, enquanto grossas lágrimas desciam por seus olhos e suas mãos estavam na cintura de Horan. O amigo estava com os lábios pressionados contra sua testa e de olhos fechados, como se aproveitasse o momento único.

Foi o suficiente.

E então, tudo estava perdido.

***

A menina saiu da sala do diretor e encostou-se na porta, ignorando quem pudesse estar olhando naquele momento e começou a chorar.

Começou a expressar sua emoção e tristeza por tê-lo visto naquele momento tão difícil, tornando tudo ainda mais complicado, não fazendo-a querer sair de sua presença nunca mais. Fazendo-a querer voltar a sua sala e abraçá-lo com toda sua força e sentir novamente seus lábios, seu cheiro, seus músculos.

Sentir-se viva.

Aqueles meses haviam sido como o inferno para ela, como se estivesse cada vez mais se afundando em areia movediça e vê-lo, foi como se alguém a puxasse para fora. A tirasse de sua miserável situação.

Tentou parar os soluços e limpou as lágrimas, voltando a andar, apenas para repetir tudo novamente quando a alguns passos viu Niall olhando-a com compaixão. Deixou os soluços saírem de sua garganta e correu para os braços do amigo, que eram tão confortáveis para abraçar seu corpo.

"Você foi forte?"

"Ser forte foi a coisa mais difícil que eu já fiz, Niall." - Dizia de modo pouco compreensível por conta do choro e dos barulhos que brotavam de sua garganta.

"Eu sei que foi, meu amor. Eu sei..."

"Eu o amo tanto, Niall. Tanto, parece que o meu mundo para de girar quando ele não está. Sinto tanto medo, tanto medo."

"Não sinta. Um dia, isso vai ser apenas uma lembrança de uma fase ruim. Eu prometo."

"Eu te amo."

"Eu também te amo, minha linda." - Pegou seu rosto entre as mãos e pressionou os lábios em sua testa, tentando sentir aquele momento único.

A sua menina. Sua melhor amiga.

A próxima coisa que sentiu foi a garota sendo puxada de seus braços e antes que pudesse reagir a algo, havia sido jogado ao chão com uma força descomunal, fazendo-o bater a cabeça e sentir uma dor tão forte que o cegou por alguns instantes.

Não teve tempo de assimilar essa dor, pois logo em seguida, veio outra que o fez sentir vontade de gritar, em seu olho direito.

"Traidor do caralho." - No meio daquilo tudo, ouviu a voz.

Aquela voz que conhecia bem. A voz que o zoava, que ria com ele, que o confortava indiretamente. A voz de seu melhor amigo.

E ao fundo, a voz de seu anjinho.

"PARA HARRY, POR FAVOR!" - O loiro sorriu.

"É, eu a beijei. Duas vezes. Foi bom. Ela sabe mexer aquela língua como ninguém."

"SEU DESGRAÇADO!" - E sem tentar se defender, levou um soco extremamente forte em seu maxilar.

E apagou.

Quando o loiro desmaiou, Styles estava se preparando para outro soco. Sua mão parou no ar ao ver o amigo sem sentidos.

Não. Ele não podia tê-lo matado com dois socos.

"Você...Você o matou. VOCÊ O MATOU HARRY! SAI DA MINHA FRENTE!" - Sentiu uma pessoa menor e mais fraca empurra-lo com toda sua força, que, mesmo que não fosse muita, foi o suficiente para que saísse de cima de Niall, já que estava em estado de choque.

Em câmera lenta, viu Olivia sentar-se sobre a barriga do loiro, chorando como um bebê.

"NIALL! NIALL, fala comigo! Niall...Acorda. Acorda, por favor. Você é tudo que eu tenho. Você é tudo que eu tenho, não morra. Não morra por favor, não morra."

"Olivia, eu..."

A garota fez um sinal de silêncio. Se passaram cerca de dois minutos.

"Se Niall não acordar, nunca mais olharei em seu rosto. Ouviu bem? NUNCA MAIS!" - O rosto da garota era um misto de tristeza e ódio, que assustou o moreno.

"Infelizmente vai ter olhar para a cara dele de novo."

"Niall? Niall, graças a Deus. Não acredito." - Chorou, deitando o torso no peito dele.

"Acho que ele quebrou meu maxilar." - Disse, mesmo que fosse impossível pelo fato de estar conseguindo falar.

"Ai Santa Maria, a gente tem que ir pro hospital agora! Harry, você..."

"Eu não vou levar esse cara pro hospital."

"Eu não quero ser levado por você, pode ter certeza." - Olivia bufou e se levantou.

"Parem os dois de agir como crianças. Estou indo embora e não quero que nenhum de vocês morra, muito menos pela mão do outro. Então Harry, você vai levantar essa bunda do chão e vai me ajudar a levar Niall até sua sala, pelo menos até as pessoas da justiça irem embora. Porque se eles virem o que aconteceu aqui, não só eu, mas todas as garotas do orfanato serão retiradas daqui. E Niall, você cala a boca porque ele vai te levar pro hospital sim. Você tá horrível, cruzes." - A menina terminou de falar, determinada, e os dois ficaram olhando pra ela.

"Vamos queridos, estão esperando a assistente social aparecer aqui? Anda logo com isso." - Bufou, tentando levantar o loiro sozinha.

Ninguém havia visto nada, pois para chegar à sala de Harry, havia um extenso corredor com uma porta, que o separava do restante do orfanato.

Depois que os três chegaram até a sala do diretor, Horan foi colocado no sofá que ali havia e Linton sentou-se ao seu lado.

"Eu realmente preciso ir. Me dê notícias por mensagem. Sentirei sua falta...Eu te amo." - Deixou um beijo na têmpora de Niall, que sorriu, não podendo fazer muita coisa por conta da dor.

Styles olhava a cena enojado, em pé, em frente aos dois. A morena se levantou e ficou virada para o imponente homem.

"Eu...Bem....Hum, se cuide, ok? Não bata mais em Niall e tente não matar ninguém. Eu vou..."

"Ah, pro diabo com se cuide." - E antes que ela pudesse ter alguma atitude, o moreno a puxou pelo braço e enroscou a mão em seu cabelo, trazendo-a para seu peito e fechando a outra mão em sua cintura.

Ele não ia beija-la. Ela não merecia ser usada; pelo menos não agora.

A explosão que surgiu no peito dos dois fez com que o sangue começasse a ser bombeado mais rápido e uma respiração profunda ocorreu de ambas as partes, como se depois de muito tempo, tivessem voltado a respirar. As mãos de Olivia o abraçaram com força, sentindo aquele perfume familiar inundar seus sentidos e toda aquela segurança tomar conta de seu ser.

Percebeu que seu amor por ele era maior do que imaginava. Percebeu que faria qualquer coisa, qualquer coisa para tê-lo por perto. E ela não se orgulhava de pensar daquela maneira.

Mas era simplesmente o que ela era.

Harry sentiu as lágrimas molhando sua camisa verde clara, mas apenas fechou os olhos para sentir melhor o cheiro daqueles cabelos castanhos que tanto tinham feito falta em sua vida.

Daquelas mãos pequenas que estavam em suas costas e lhe proporcionavam o melhor carinho do mundo. Daquela cintura, que embora estivesse extremamente mais fina por ter emagrecido tanto, ainda fazia parte de seus sonhos mais obscuros. Daquela sensação de casa. Como havia sentido falta daquela doce criatura.

Se soltar foi difícil, mas por fim, teve de ser feito. A garota olhava para baixo e ele puxou seu queixo delicadamente para cima, fazendo-a olhar para aqueles olhos verdes tão profundos, e ele, ver novamente aquele oceano azul que ela carregava.

"Eles não vão te tirar de mim. Vou te recuperar nem que seja a última coisa que eu faça na vida. Você é minha e quando te recuperar, ninguém, nunca mais, vai te tirar de perto de mim. Está me ouvindo?" - A garota continuou olhando-o.

"Você está me ouvindo, Olivia? Você nunca mais sairá do meu lado. Ninguém nunca mais irá te machucar, apenas eu vou poder te fazer mal. Está me ouvindo? Eu prometo."

As palavras que deveriam ser românticas estavam soando como uma sentença de prisão perpétua aos ouvidos de Niall, que estava muito desorientado para dizer alguma coisa.

Na cabeça submissa de Olivia, aquela eram as mais belas palavras que já havia proferido a ela.

"Sim. Sim, eu estou."

"Eu prometo que tudo isso vai acabar e vou matar cada desgraçado que ousou tentar tirar você de mim. Cada um deles."

"Vá me visitar, por favor." - Fechou os olhos, implorando.

"Irá sair de lá antes que eu precise fazer isso. Mas eu irei todos os dias. E mostrarei a eles com quem mexeram."

"Você vai ficar bem. Nós vamos ficar bem, Harry. Eu prometo."

"Não quero que se lembre nunca mais desses meses que eu fui embora. Eles nunca aconteceram, entendeu?"

"Sim, senhor." - Ele pegou em seu rosto e o trouxe mais para perto, apertando-o levemente.

"Você é minha, Olivia. Certifique-se que cada pessoa naquele orfanato saiba quem é o seu dono. Ouviu? Minha." - Apertou um pouco mais deus dedos em seu rosto, fazendo-a assentir.

"Agora vá." - Fez um carinho em seu rosto e viu aquele sorriso que iluminava seus dias mais uma vez antes que ela saísse pela porta.

Quando a menina saiu, foi até o loiro e lhe deu um tapa na perna, fazendo-o acordar, já que tinha dormido.

"Você não pode dormir, bateu a cabeça. "

"Obrigado por lembrar." - Murmurou com ironia.

"Como você teve a porra da audácia de beijar Olivia? Niall, como pôde ser tão estúpido assim? Beijar a minha garota? Não sabia o que viria?"

"Quando você gosta muito de uma pessoa e consegue uma coisa que quer muito tempo, deve ficar feliz porque aconteceu e não lamentar pelo tempo que durou."

"Você está pedindo por outro soco nessa sua cara cínica."

"Nós nos beijamos sim, Harry. Você a havia deixado, deixou a pessoa que mais te ama sozinha e sem rumo pra seguir. Ela emagreceu sete quilos, sabe o que é isso? Está com uma anemia forte e precisa ir toda semana ao hospital e tomar vários remédios de uma vez e onde você estava? Estava na Irlanda, seu monte de merda. Estava na Irlanda comendo aquela vagabunda, estava dormindo em sua cama enquanto Olivia chorava todas as noites sentindo sua falta. E por um momento, eu senti inveja de você. Senti inveja de não ter esse charme, senti inveja de não ser um merda, porque parece que é o que chama as mulheres, não é? Mas quando...Quando meus lábios tocaram os dela, eu senti como se você não existisse. Quando aquela língua entrou em minha boca, foi como se eu tivesse saído dessa terra. Mas quando abri os olhos, sabe o que eu vi? Você. Impregnado em cada canto daquela menina, podia vê-la sendo levada à ruína. E escute bem, Harry, eu a amo, vou protegê-la e estarei aqui para que quando a quebre por completo, eu a ajude a catar todos os caquinhos. Porque não posso protegê-la de você, mas quando ela se quebrar, vou protegê-la de si mesma. Eu sempre estarei aqui. Ela estando totalmente destruída por você ou apenas te dando um pontapé. E não há nada que você possa fazer sobre isso."

Depois disso, o silêncio na sala foi tremendo. Ficaram assim por alguns instantes, até que Harry foi até ele e começou a colocá-lo de pé.

"O que está fazendo?"

"Vou te levar ao médico."

"Por quê?"

"Acredite Niall, essa não é minha intenção, mas eu vou quebrá-la. E vou deixá-la tão destruída, que ela realmente precisará de você vivo."

***

O caminho até o novo orfanato parecia ser mais longo do que era e a menina passava as mãos na perna a todo momento, suada, com medo, apenas querendo voltar ao seu porto seguro.

"Está ansiosa, querida?" - A assistente social olhou para trás e deu um sorriso.

"Vamos cortar essa de ser coleguinhas, ok? Estou odiando ir para esse novo orfanato, meu lar é no Simple&Same."

"Mas você terá um novo lar agora."

"Esse lugar nunca será o meu lar. Eu não vou ficar aqui, não por muito tempo."

"Ah, você vai." - O sorriso havia sumido quando ela olhou pra trás de novo.

"Isso é o que nós vamos ver. Sabe quem é o meu diretor? Harry Styles, queridinha. Se esqueceu disso?"

"Pois eu o vencerei no tribunal. Não irá voltar pra lá, eu prometo."

"Por que está falando isso como se fosse algo bom?"

"Porque eu sei que você é maltratada, Olivia. É por isso que estamos te tirando de lá." - A menina abriu a boca, incrédula.

"Maltratada? De onde tiraram essa mentira?"

"Há alguns meses você apareceu no hospital com o rosto todo roxo e machucado. Harry estava lá, como se fosse o culpado."

"Desculpe? Eu fui assaltada! Senhor Harry estava lá porque adivinhe uma coisa? Ele tem minha guarda! É meu responsável legal!"

"Não precisa esconder, você está bem agora."

"Você só pode estar de brincadeira comigo. Ele nunca encostou a mão em mim que fosse pra machucar!" - A mulher loira olhou pra trás.

"Então quer dizer que de outros modos ele já encostou em você?"

"O quê? NÃO! Você está entendendo tudo errado! O diretor é apenas a pessoa que tem minha guarda. Eu nunca falei com ele, apenas aquele dia, no hospital."

"Parece que hoje, na sala, vocês tinham muito a conversar..."

"Quer saber o por quê? Porque estou sendo levada da minha casa, então é meio óbvio que vou falar com o senhor Styles! Vocês são inacreditáveis."

"Tudo isso será decidido no tribunal. Nós veremos."

"Ele ganhará."

"Como pode falar com tanta certeza?"

"Porque eu sei. Ele sempre resolve todos os contratempos que aparecem e você, minha querida, é só mais um problema na vida dele."

"Me poupe." - Olivia riu, encostando a cabeça no banco.

"Ele vai acabar com você." - A assistente engoliu em seco ao ver a sinceridade plantada na voz de Olivia.

Não deixaria aquela menina apodrecer nas mãos daquele homem. Sabia muito bem qual era o tipo de Styles e não era o saudável. Também desconfiava que a relação entre os dois excedia os padrões diretor-aluno, mas sem nenhuma prova concreta, era difícil acusar o homem que possuía a maior empresa de contabilidade da Europa.

Não demorou muitos minutos até que um prédio bem menor que seu antigo lar apareceu, sua pintura descascava e mostrava as paredes negras por trás da tinta vagabunda.

"Me tiraram do S&S pra me trazer para este lugar? Você são hilários."

"Pode parar de reclamar por apenas um minuto? Nós queríamos o seu bem, foi por isso que te tiramos de lá. Acha que não percebemos suas roupas folgadas e seu peso descendo continuamente a cada mês? Ou que não vemos o seu andar cabisbaixo como se estivesse sempre esperando uma ordem? Foi por isso que te tiramos de lá, Olivia. Pra te fazer bem!" - O carro ficou em silêncio por alguns segundos, até que a risada zombeteira da menina surgiu, fazendo a loira sentir raiva.

"Acha que não percebo que tudo isso é uma jogada de vocês para ganhar dinheiro? Para mexer no orfanato que nunca saiu nos jornais com uma palavra mal falada? Acha que não sei que tem inveja do senhor Styles porcontrolar uma grande empresa e ainda dar conta de cuidar de um orfanato? Escute, se eu estivesse sendo maltratada, pode ter certeza que pediria para sair de lá. Mas se estou emagrecendo ou não, o problema é meu. Você não faz dietas loucas para emagrecer? Eu tenho as minhas. Não pode culpar uma pessoa pelos erros de outra e é exatamente isso que estão fazendo. Culpando S&S por eu ter sido assaltada e por querer emagrecer. Isso sequer é permitido pela lei?"

"Vamos entrar. Agora."

"Resolveu mostrar as garras, linda? Olha ela, está nervosa." - A mulher bufou e saiu do carro, dando a volta e abrindo a porta para Olivia, que com um resmungo, saiu do carro. Suas malas viriam depois com Niall.

Abaixou os cabelos com as mãos e foi andando atrás da mulher, que a irritava com aqueles saltos finos batendo no chão.

Tudo naquele lugar a irritava. Parecia mais um manicômio do que realmente um orfanato. Nem sequer havia visto uma criança até chegar as dependências do prédio, onde abriu a boca ao ver o pandemônio que aquele lugar era.

Enquanto Simple&Same era totalmente organizado e as meninas obedeciam em tudo, aquele lugar parecia exatamente o contrário. As crianças jogavam comida umas na outras e não estava separadas por idades. Havia desde garotos de dois anos, até os de dezessete num mesmo ambiente.

Garotos. Havia garotos ali!

Apenas parou de pensar quando uma casca de banana foi jogada em seu ombro, fazendo-a olhar para a mesma e procurar o autor daquilo.

Não pôde acreditar no que seus olhos viram. Aquele menino parecia ter saído de uma revista. Não era tão bonito quanto Harry, mas...Era lindo. Tão lindo quanto o ar que respirava.

"Olha a novata por aqui...Nada mal para uma engomadinha. Desculpe pela casca de banana, era para acertar em Karine." - Apontou com a cabeça para a assistente social.

"Me chamo Elliot. Elliot Stuart, você?"

"Olivia. Olivia Linton."

"Ótimo. Já sei o nome da minha colega de quarto." - A morena engasgou com a saliva, começando a tossir e chamando atenção de algumas pessoas ali presentes.

"Colega do quê?"

"De quarto. Tem algum problema com isso?"

"Você é...É menino." - O loiro começou a rir.

"Sim, eu sou."

"E vai dormir...Co-comigo?"

"Só se você quiser, mas em todos os casos, eu durmo na cama que fica do outro lado do quarto."

"No...No mesmo ambiente?"

"Sim! Não vejo a hora de nos conhecermos melhor." - Deu uma piscadela e saiu, fazendo-a ficar aflita diante da situação.

Ela não gostaria de dividir o quarto com um garoto, aquilo tiraria totalmente sua privacidade. Harry não iria gostar nada, iria matá-la ou matá-lo. Seu egoísmo preferia que o menino morresse.

"Nos conhecer melhor." - Olivia colocou a mão na testa, respirando fundo.

"Mal posso esperar." - Disse, com um entusiasmo fingido.

***

Enquanto dirigia até o hospital, Niall às vezes dava um urro de dor no banco de trás. Aquele maxilar estava, com certeza, pelo menos deslocado. Não sabia nem como o loiro ainda conseguia falar.

"Se lembra de quando Ashley terminou com você pela primeira vez?"

"Vamos entrar mesmo nesse assunto?"

"Sim, nós vamos. Eu quero que se lembre."

Flashback on.

Enquanto encarava o colar de diamantes que havia comprado para sua mulher, o jovem de vinte e um anos sorria, pensando em como ficaria bom o contraste da pele negra com a cor brilhante do acessório. Guardou-o na caixa novamente e saiu de seu escritório ao ser noticiado que a pessoa que tanta ansiava por ver havia chegado.

"Oi, coisa mais preciosa da minha vida." - Ele sorriu, indo até ela e lhe dando um beijo na testa.

"Quero terminar." - Disse, empurrando-o. Os pedaços de Styles podiam ser vistos indo ao chão e o mundo parecia ter desabado sobre sua cabeça quando a negra proferiu aquelas palavras. Estava tudo tão bem até o dia anterior, o que havia acontecido?

"O-O quê? P-Por quê?"

"Eu não posso simplesmente querer terminar? Acordei e percebi que não vou mais com a sua cara. Que seu beijo me dá tédio. Sua foda é tão ruim quando um velho de sessenta anos." - A penúltima e última coisa citada, Harry sabia que não era verdade, e ela também.

Ele poderia ser o maior chato existente, mas era tão bom de cama que chegava a doer. Ambiguidade.

Entenda como quiser.

"Ashley, você não pode simplesmente terminar comigo! Estamos noivos!"

"E eu com isso?"

"O que você quer? Me diga. Apenas me diga e eu farei ou comprarei o que quiser. Mas por favor, não me deixe." - Se aproximou novamente, passando as mãos por seu cabelo.

"Qualquer coisa? Que tal um...Jatinho? Estou tão cansada de andar de carro..."

"Claro! Claro que eu te dou meu amor, o que quiser!"

"Ah Harry, você sempre está cuidando de mim..." - Sorriu, se aproximando do homem e colocando as mãos em volta de seu pescoço.

"Sim, eu estou." - Devolveu o sorriso, fechando-a em seus braços. Quando ia beija-la, a negra virou o rosto.

"O quê? O que foi agora, Ashley?"

"Acreditarei quando o jato chegar. Até lá, está tudo terminado."

Flashback off.

As mãos de Styles se fecharam no volante apenas por se lembrar do quanto havia sido humilhado e rejeitado, enquanto a mulher só pensava em seu dinheiro. Naquela situação, ela cumpriu sua palavra e apenas quando a porra do jato chegou, finalmente cedeu e ficou com ele.

Fez questão de seus empregados o tomarem de volta quando ela o deixou no altar. Não era por dinheiro, apenas para manter o único pedaço restante da sua dignidade.

"Onde você quer chegar com isso? Quer jogar na minha cara que eu sempre fui um otário?"

"Eu apenas quero deixar claro que tudo o que você estava sentindo e sentiu agora apenas por lembrar disso foi e é tudo que Olivia está sentindo desde que te conheceu. Você a faz sentir como se não tivesse voz para que saísse de determinada situação, a faz sentir que não tem capacidade pra fazer escolhas, que depende de você pra tudo, e, o que mais a faz sentir é que ela não deve ter segurança em si mesma. Por que ela deveria se apoiar em si própria quando tem você? É o que quer fazê-la acreditar. E está vendo o que aconteceu? Ela estava se apoiando e você a deixou. Tirou seu apoio de forma brusca e rápida, como se apenas estivesse apoiando um objeto. Ela é apenas uma garota de dezesseis anos que encontrou o amor  com o pior cara dessa terra, mas o que pode fazer? Pode chorar, gritar, espernear, mas nada irá tirar aquele sentimento. Porque ela te ama e amor não se faz apenas com palavras. O amor é. E ela está sendo."

O silêncio se seguiu por alguns instantes dentro do carro, até que Harry suspirou.

"Você não pode continuar usando-a só por ela ser inocente, Styles..."

"Não a escolhi por a ter a porra de inocência, não me importava se fosse a pior pervertida do mundo! A escolhi porque quando bati os olhos nela, sabia que poderia amá-la. Sabia que poderia amá-la para sempre."

"Então está admitindo que a ama?"

"Não. Estou dizendo que poderia amá-la, mas não o fiz. É como um jogo, que se apaixona primeiro, perde. E ela perdeu."

"Não, está errado. A única pessoa que está perdendo é você, perdendo a única pessoa capaz de amar o monstro que se tornou. Você nunca amou Ashley, Harry. Ela foi apenas uma vadia que apareceu no momento em que precisava." - O freio foi acionado bruscamente, fazendo com que o corpo de Niall fosse projetado pra frente.

"Qual o seu problema? Eu posso estar com a porra do maxilar quebrado, sabia? Está doendo como o inferno."

"Não admito que fale assim de Ashley. Eu a amei sim, a amei com todas as minhas forças e nunca mais amarei uma pessoa dessa forma. Ela me tirou do fundo do poço, me fez ser alguém de novo."

"Apenas para acabar com você mais uma vez. Ela te reergueu pra poder te quebrar no momento que deveria ser o mais mágico de sua vida, te deixou aos trapos e nem se preocupou em como você poderia estar. Eu não posso acreditar que amou uma pessoa tão baixa, não o Harry que conheço. E não me venha falar de dignidade, porque ela nunca teve." - Se encostou no banco de novo e se seguiram alguns momentos de silêncio.

Na cabeça de Harry se passava um filme, todos os momentos em que viveu com ela, todas as horas em que fora humilhado para que ela pudesse se sentir bem, de como ficara destruído quando ela o deixara.

Que você quase sente vergonha, que essa pessoa possa ser tão importante.

E então ele entendeu. Entendeu tudo que Niall queria dizer, entendeu tudo que estava se passando, entendeu todas as lágrimas, os choros, entendeu como havia machucado quando havia ido embora. Entendeu tudo.

Era uma equação simples.

Parou em meio a estrada e engoliu em seco, fechando os olhos.

"Eu sou...Sou a Ashley da vida de Olivia."

"Que bom que entendeu. Mas essa desgraçada ainda teve um pouco de sentimento, algo que você não tem."

"Como?"

"Ela apenas te destruiu por completo em um momento especial de sua vida. Você, bem, destrói Olivia em todos."

***


A noite chegou e Olivia não teve outra escolha senão rumar para seu quarto, que, por incrível que pareça, havia apenas dois integrantes. Aquele orfanato não tinha muitas crianças, mas as que ali estavam valiam por uma nação inteira.

Havia ficado numa sala isolada e suja, não querendo falar com ninguém e apenas pensar em sua miserável existência. E não, ele não ligou.

Eram 8:00PM e ele não havia ligado.

Devia se preocupar? Oras, já era praxe ser deixada sem nem ao menos uma explicação; podia-se até dizer que já estava acostumada.

Abriu a porta do quarto, vendo em sua frente Elliot, pingando água pelo corpo com apenas uma toalha cobrindo-o.

"Santa Maria!" - Tapou os olhos, virando-se de costas.

"Qual é, Oli? Nunca viu alguém de toalha?"

"S-Sim! Quer d-dizer, não! Quer dizer, sim! Não! Avião!"

"Avião? É algo que você diz quando não quer dizer palavras feias, não é?" - Viu a postura dela se relaxar, mesmo de costas.

"Como...Como você sabe?"

"Porque eu sei que você queria ter falado 'porra'."

"O quê? Não! Para de falar palavrão!"

"Porra, caralho, puta que pa..." - A menina colocou as mãos nos ouvidos e cantou uma música estranha, fazendo o garoto gargalhar.

"Pronto! Parei, vou trocar de roupa no banheiro, o que acha?" - Falou mais alto, para que pudesse ouvir.

"Acho bom." - Respirou aliviada quando ouviu a porta do banheiro se trancar. Ok, eles tinham banheiro no quarto! Aquilo era inédito.

Mas em compensação, o quarto era velho, diferente do de S&S, onde os móveis eram trocados de ano em ano.

Olhou suas malas no chão e se perguntou quem as havia trazido, já que Niall estava no hospital, pelo que lhe disse por mensagem, então com certeza havia sido o motorista.

Uma batida na porta a fez sair de seus devaneios, andando lentamente até a entrada e abrindo-a de uma vez.

Seu sorriso foi tão grande que achou que poderia rasgar-lhe a face.

"Harry..."

"Pequena..." - Sorriu minimamente de volta, a empurrando para o quarto e batendo a porta com força atraá de si, agarrando-a para um beijo profundo.

Quando suas mãos se colocaram novamente naquela cintura que parecia ter sido feita para que ele segurasse, foi como se nada de mal no mundo existisse. Quando aqueles lábios pequenos e carnudos tocaram os seus, foi como se não tivesse ficado longe por muito tempo. Quando as pequeninas mãos se fecharam em seus cabelos, foi como se não houvesse distância suficiente que o fizesse se esquecer dela.

Quando aquela língua tocou sua boca, foi como se estivesse morto por um tempo tão grande que já havia se esquecido como era viver e estava experimentando a vida novamente. A vida, as cores, os sabores.

Porque no final do dia ela era tudo que ele queria.

"Não! Para, meu colega de quarto está no banheiro! Se ele nos pega assim e conta para Karine, nunca mais nos vemos de novo." - Com muita reluta e ofegante, ela se separou dele, indo para o outro lado do quarto.

Antes que Styles pudesse responder, o garoto saiu do banheiro, com uma calça baixa que mostrava seu elástico da cueca e sem camisa, enquanto secava os cabelos com a toalha, o que fez com que não visse a figura masculina ali.

"Oli, você viu minha camiseta?"

"Por favor não surte, por favor não surte, por fa.."

"Mas. Que. Porra. É. ESSA?" - Falou pausadamente, fazendo o garoto se assustar e deixar a toalha cair no chão, olhando para o homem de terno em sua frente.

"Que porra é essa digo eu, como entra em meu quarto sem pedir permissão?" - Wow. Olivia segurou um riso. Elliot não era do tipo que tinha medo de alguém.

"Caso você não tenha o consentimento, eu tenho a guarda da sua coleguinha de quarto."

"E caso você não tenha consentimento, esse quarto não é só dela, então dá o fora." - Elliot era apenas três ou quatro centímetros menor que o diretor.

Passou por ele trombando em seu ombro e abriu a porta.

"Vaza." - Apontou com a cabeça para fora.

"Escute aqui seu..."

"Seu dono do quarto, nós já estávamos de saída, sim? Obrigada por sua compreensão." - A menina sorriu e antes que o moreno pudesse ter alguma reação, o empurrou para fora do quarto, puxando a porta atrás de si.

"Você está dormindo com a porra de um garoto?"

"Isso Harry, fala mais alto que ainda não descobriram que eu tenho um caso com o diretor do meu orfanato." - O homem pegou seu braço com uma força desnecessária e foi até o fim do corredor, colocou o ouvido na porta para ver se havia alguém e quando percebeu que estava vazio, abriu-a e puxou-a pra dentro, praticamente jogando-a na cama.

"Olivia, vamos deixar algo bem claro. Eu fiquei fora algum tempo, mas já estou de volta. Não pense que por ter ficado alguns meses longe de mim, pode me tratar do jeito que bem entender. Tudo continua como antes. Me entendeu?"

"E-Eu só..."

"Não foi isso que perguntei, caralho. Não seja estúpida."

"Eu...Eu não sei como agir, ok? Você ficou um tempo tão grande fora que não sei mais como agir com você, não sei mais o que nós somos, não sei se você ainda me quer de verdade...Eu só sei que te amo e estou tão cansada de tentar negar isso, cansada de ser destruída por isso. Mas se amar você quer dizer ser destruída, eu não ligo que não reste nenhum caco de mim porque você é tudo que eu preciso. Só quero que você me precise de volta. Precise de mim. Harry...Precise, por favor." - A essa altura, ela já estava chorando.

As palavras não soaram tão verdadeiras quando disse que não ligava para a destruição. Ela ligava. Não queria ter a vida destruída, não queria perder todos os seus sentimentos bons. Mas uma coisa era verdade: se fosse para estar com ele, que fosse assim, então. Ele supriria todas as suas necessidades.

Pelo menos gostaria que fosse assim.

Enquanto a menina chorava, jogada na cama na posição em que ele a empurrou, o moreno foi chegando perto dali, até que se abaixou e ficou na altura de seus olhos, a puxou para que sentasse e limpou suas lágrimas, depositando um beijo em sua testa.

Ela soltou mais um choro enquanto levava a mão para o grande maxilar do homem.

"Precise de mim..."

"Olivia, eu preciso de você. Eu preciso porque você foi a melhor coisa que já me aconteceu." - A menina caiu no choro novamente, o puxando para si e o abraçando com todas as forças que havia em seu ser.

"Eu te amo. Eu te amo tanto que nem sei..." - Dizia, enquanto ele afagava seus cabelos.

"Eu sei, meu anjo, eu sei." - Seu coração parou ao ouvir do que ele havia lhe chamado. Seus lábios se curvaram num sorriso.

Ele percebeu e sorriu também.

"Sim. Você é o meu anjinho." - Desvencilhou-se do abraço e deu um beijinho no nariz dela, fazendo-a rir.

"Eu sou?"

"Sim, você é."

Depois de algum tempo trocando carícias e falando sobre o julgamento, chegara a hora de ir embora.

"Como você conseguiu entrar? Digo, não podem nos visitar no quarto."

"Não podem te visitar no quarto quando essa pessoa não sou eu." - Eles riram.

"Eu disse que precisava conversar a sós com você, para resolver coisas do tribunal."

"No quarto?"

"Não, na sala reservada. Mas então a mulher da recepção disse que o quarto valia mil e quinhentas libras. Bom...Eu paguei."

"Enlouqueceu? E se ela resolver contar para todos? Você não conseguiria ficar com a minha gu..."

"Shii...Pequena, isso deixa que eu resolvo."

Deram um ultimo beijo e ele se dirigia para a saída do quarto, quando olhou para trás uma última vez e sorriu.

"Sabe, Linton, você é a pessoa mais linda que eu já vi. Tanto por dentro, quanto por fora." - Com isso, deixou o quarto e uma menina com os sonhos virando realidade.

Já do lado de fora, enquanto descia as escadas, acertava os últimos detalhes de algo que parecia errado. Mas era a única maneira de ter certeza que aquele encontro não seria descoberto.

Não iria mais em visitas assim naquele orfanato. Só havia feito essa porque ele precisava vê-la. Senti-la. Saber que ainda era sua.

Com um último olhar para a recepcionista, que era a única alma viva no primeiro andar, deixou o local.

Com uma ligação, checou a questão de câmeras. Liam deu o aval.

Quando eram 23:00PM, o turno da recepcionista acabou.

Ela andava por entre as ruas escuras, até chegar à rua em questão.

Às 23:10, a vida da recepcionista chegou ao fim.

Ela foi vítima de um suposto assalto à mão armada, seguido de homicídio. E até hoje, se perguntarem, ninguém tem ao menos um suspeito.

***

Quando Olivia voltou para o quarto com um sorriso enorme no rosto, não foi muito difícil para que Elliot reparasse que algo havia acontecido.

"Escute aqui, se acha que seu namoradinho irá poder entrar aqui a hora que quiser, está redondamente enganada."

"Me escute você. Nunca mais ouse falar com o meu diretor daquele jeito e tratar como se esse quarto fosse somente seu. Eu não sei que tipo de colega teve antes, mas não sou igual a elas. O quarto não é exclusivo e se eu quiser trago uma orquestra toda pra cá. Estamos entendidos?"

"Você namora o diretor do seu orfanato? Não achei que fosse tão baixa."

"Meu filho, se eu quiser namoro até o papa. Mas para sua informação e deleite, não, não namoro o Senhor Styles."

"Acha mesmo que eu ficaria a fim de você? Garota, precisa ser menos convencida. Não é porque aquela máquina de fazer sexo veio aqui pra te procurar que você deixa de ser uma vadia qualquer." - Na mesma hora, o barulho do choque da mão de Olivia com o rosto do garoto ressoou pelo quarto. Os dois ficaram em silêncio por algum tempo até que ela se pronunciou.

"Eu posso até ser uma vadia, mas uma vadia que vai quebrar a sua cara se me chamar assim de novo. Vai ter que aprender a conviver comigo e eu com você, então acho melhor convivermos em harmonia. Meu diretor não gostará de saber que você está me desagradando, por isso, tenha a decência de me deixar em paz. Prezar por sua vida é uma escolha bastante inteligente, Elliot." - Terminou de dizer e foi para o banheiro, fechando a porta e ficando um tempo por lá até que sua raiva baixasse.

Quando saiu, o loiro já dormia, então apenas escovou os dentes, colocou seu pijama e foi para sua cama, demorando algum tempo para pegar no sono.

A manhã chegou e como seus horários mudariam, esqueceu-se de colocar o celular para despertar, acordando após ser balançada por alguém.

"Está atrasada. Perdeu o café da manhã."

"O quê? Que horas são?"

"6:30AM."

"Avião!" - Jogou as cobertas para o lado, levantando-se e rumado para o banheiro.

"Só pra sua informação, eu peguei seu café da manhã. Está em cima da minha cama." - Ela parou, virou-se para trás e sorriu ao ver o menino olhar para o chão, envergonhado.

"Obrigada. Bom dia, Elliot."

"Bom dia, novata."

***

Depois de uma longa discussão, a menina conseguiu que a deixassem em sua escola e quando pisou ali, não esperou nem mais um segundo para ir até a sala do diretor. Todos já estavam avisados que a garota poderia entrar quando quisesse, pelo fato de um processo jurídico estar em andamento.

Ok, na verdade era por outro motivo, mas deixemos assim para os integrantes do corpo escolar.

Bateu na porta duas vezes e como não ouviu nada, entrou.

"Vim o mais rápido que...Oh, atrapalho?" - Aquela tal de Lorena estava em frente ao moreno, a alguns centímetros de beija-lo.

Ela sentiu suas mãos começarem a tremer e as lágrimas quererem inundar seu rosto. Mas não iria chorar, não naquele momento.

Ouviu a mulher resmungar.

"Mas é claro que atrapalha. Me diz uma vez que fez algo que preste?"

"Que tal a vez que o tirei da Irlanda para vir até Londres ver como eu estava? Melhor ainda, a parte que ele saiu sem te avisar, eu suponho?"

"Você acha que ele veio até aqui por você?"- Riu.

"Por você que não foi, até porque te deixou lá. Sabe, Leticia, você pode falar o que quiser, mas todos aqui sabem porque Harry voltou."

"É Lorena."

"Tão insignificante que esqueço até o nome." - Bateu na testa de leve, como se estivesse se repreendendo.

"Agora me diga, quem está no direito aqui? Você, que está vindo falar com ele em horário de trabalho, ou eu, que sou aluna desse colégio?"

"Você não..."

"Exato, eu. Agora sai." - Abriu a porta atrás de si.

"Harry!" - O homem, que observava tudo em silêncio com um pequeno sorriso no rosto, olhou para a mulher indignada.

"Não há muita coisa que eu possa fazer, você sabe. É direito dela." - Deu de ombros.

"Anda logo, não tenho o dia inteiro." - Revirou os olhos.

Depois de alguns instantes, Lorena juntou todos os pequenos cacos que ainda restavam de sua dignidade e saiu da sala. Harry suspirou e se virou, sentando-se em sua cadeira.

"Você..."

"Não precisa me explicar, Harry. Eu apenas quero ser sua. Agora." - A menina trancou a porta e jogou a mochila para o lado, se dirigindo até a mesa dele e se sentando ali. Ela estava com um grande casaco e o tirou de uma vez, mostrando seu sutiã branco rendado.

Mas que porra estava acontecendo? Quando ela havia se tornado tão cheia de atitude?

"Você está ainda mais linda do que eu me lembro."

"Ah, me beije, meu amor." - Não foi preciso que pedisse duas vezes, já que este se levantou e se jogou para ela com violência.

Nem mesmo no início o beijo foi calmo, pois as mãos de Olivia já se fecharam nos cabelos do homem a sua frente, gemendo a cada vez que ele distribuía beijos por seu colo descoberto. Nem soube quando ou como ele tirou seu sutiã, apenas se deu conta que seus seios estavam livres quando ele os apalpou e os beijou com luxúria.

"Quero te foder pro resto da minha vida."

"Isso é uma declaração?"

"É o meu modo de dizer..."

Ela sabia que ele não terminaria a frase. Mas sabia que terminava com "meu modo de dizer eu te amo". E aquilo encheu seu peito tão fortemente que toda adrenalina de seu corpo parecia estar sendo liberada naquele momento. Tirou o terno e camisa do moreno numa velocidade incrível, puxando-o ainda mais para si a cada momento.

Enquanto ele subia sua saia, começava a deita-la.

"Não. Quero sentada."

"Seu pedido é uma ordem, madame." - Os dois riram e ele agarrou seu queixo, beijando-a com força e possessão.

Abaixou suas calças rapidamente e apenas afastou sua calcinha, a invadindo com uma força enorme.

A menina sentiu um misto de prazer e dor que a fez sentir vontade de gritar.

Desceu suas unhas por toda a extensão das costas de Styles, enrolando as pernas em seu quadril, enquanto ele dava estocadas cada vez mais rápidas e fortes.

"Eu te amo..." - Ela dizia, enquanto o abraçava pelas costas, não muito consciente. Seu estado de êxtase era tão grande que as palavras às vezes saiam desconexas.

"Repete." - A menina não conseguiu se concentrar, então ele fechou a mão em seu cabelo e o puxou, trazendo sua cabeça para cima, fazendo-a gemer mais alto.

"Repete, Olivia."

"Eu te amo. Eu te amo, céus, eu te amo. "- Ele deu um sorriso aberto.

"Boa menina."

Depois de alguns minutos, tudo que se ouvia na sala eram respirações pesadas e ele pôde reparar novamente naquelas gotinhas de suor que se juntaram em seu nariz. Quando ela levantou a mão para limpar, ele a segurou.

"Não. Não é nojento de se ver." - Viu suas bochechas tomarem uma coloração vermelha e como já estava com a calça vestida, a puxou para sua cadeira, aninhando-a em seu peito.

"Sabe, Linton, você é a melhor coisa que uma pessoa poderia ter."

A menina apenas conseguiu sorrir, abraçando-o mais.

"E o melhor de tudo, é que essa pessoa sou eu."

***
Oi lindas, sem muita enrolação pq o cap tá grande demais já, só pra falar que amo vocês e obrigada por não desistirem de yesir .
Vai ficar mais difícil postar mas não vou desistir de vocês ! Obrigada por tudo!
Espero que tenham gostado! Até o próximo cap, com fortes emoções!
Nah xx

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