Talibã... 03:09am
São Paulo, zona sul 📍
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Tinha horas que a tropa tinha brotado em SP, fala pra tu! Porra, minhas costas ardia pra caralho. A maioria tinha pulado muro, pra poder chegar no apartamento aonde nos tá pra não chamar atenção do Zé povinho.
Tá geral esperando o sinal pra cair lá pra Paraisópolis, na zona sul de são Paulo. Mantive meu foco até o final, e meu objetivo era um só, levar a neguinha de volta pro Rio. É meu medo é um só pô, é ela não está viva, o resto é o resto.
Apesar da dor, foram dias atrás da localização exata dela, sem caô? Tava cheio de medo e ódio, a puta volta do inferno pra pegar uma criança? Se ela é adulta se resolvesse como uma! Não usaria a criança como uma distração. Dias pesquisando, e estudando área pra poder levar ela embora.
Tinha comprado jatin particular só levar ela pra casa em segurança era tudo po, porra, só de imaginar que a minha pretinha vai ficar bem vendo a Alicia aquece o coração pô. Bandido esperto e bandido estudado, termino de aperta um baseado na sacada do apartamento que minha família tem aqui em São Paulo
Ligação on;
Aisha: Pedro? Eu não deveria ter ligado, mas meu coração tá apertado e só me vem você na cabeça! Como você está?
– Fala tu pretinha, tô benzão pô. Tô voltando do baile aqui em BH – Minto fechando os olhos escutando, ela chorar.
Aisha: Não mente pra mim, você está em missão agora, não é?
– Tô. Mas tô bem, preta, se cuida, não posso falar muito. Te vejo, amanhã.
Aisha: Se cuida você, você promete que vai voltar?
Em silêncio a van reinou durantes longos segundos, não podia responder um bagulho que só deus sabe se eu vou voltar ou não, ele tá no controle. Mas meu corpo não é blindado pra bala não, matenho meus olhos fechados apenas escutando a respiração dela falhar.
Aisha: Eu vou sempre te esperar....
Ligação off:
Coroa: Deram o sinal, vocês podem ir pelo caminho da curva que pega o matagal, tem um muro só pra pular – Levanto meu olhar pra cima, rezando mentalmente.
– Se cuida velho, confio em tu – Faço o toque com ele puxando pra um abraço.
Coroa: Se cuida tu que vai tá na atividade principal.
– Cada um por si, e deus por nós – Murmuro recarregando o pente da glock, Reprimo os lábios olhando geral ali com apenas uma intenção.
– Lembra, única amigo de peito de vocês nessa missão e o colete – Gesticulo fechando o meu colete. Saímos do prédio pela porta dos fundos, meu celular vibra no bolso.
Ia ignorar mas não deu coração apertou legal, meu único objetivo é resgatar ela. Não voltar vivo, fui homem o suficiente pra assumir essa responsabilidade, vou ser homem pra deixar elas seguirem a vida dela com proteção e paz. Entre o inferno e a paz delas, sempre será a segunda opção.
Não importa o que vai ou não acontecer, nos tá aí pra isso ver a realidade cair sobre nosso peito pô. Sou bandido a mó cota, já levei muita bala dos cana, dos alemão. Não ia ser hoje que ia amarelar mermo.
Babilônia: Deus tá no comando dessa missão, é ele no céu e nós na terra. – Faço o toque com ele e com o mestre.
Quando pisamos o pé em SP tudo foi revisado, se isso saísse tão errado igual minha vida, Isso taria perfeito. Entramos no Morro de Paraisópolis pelo matagal, não íamos sair daqui e deixar eles ileos. Alemão não morre tarde nunca não, papo de alemão brotar no meu reino pra conseguir os bagulho e foda porra.
***
– Quero que quima essa porra de boca de fumo fodida do caralho, tropa dos alemão falido e foda– Ordeno seguido pelo matagal, estava escuro pra porra o se escutava apenas os barulhos das chamas de fogo que pegou na boca principal deles, papo de três e não demorou as chamas se tornarem altas.
Tão burros que não perceberam que havia outro comando dentro do morro deles, bando de pau no cu do caralho. Só sabem se esconder na toca do coelho, mas eu sou caçador é sempre encontro a minha caça
Mestre: Por aqui – Minha contenção de forma por ele na minha direita e babilônia na esquerda. Será um por si, e deus por nós, puxo a glock atirando no cara que estava na frente.
Coroa estava na proteção dela, apenas seguido meus passos para poder tirar ela daqui com proteção.
Ouso o barulho dos fogos indicando que o morro estava sendo invadido, os tiroteio se tornaram mais fortes e se escutava o barulho do helicóptero percorrendo por todo morro de Paraisópolis, missão impossível sempre é cumprida, essas será igual.
Miro meu olhar percorrendo por cada beco e viela sem nenhum homem prestando a contenção da favela, não vim pra brinca de pega-pega, coloco a bandoleira de lado subindo no muro, me ajeito em pé ajudando ele subirem, levanto meu olhar puxando a glock.
– Tá me procurando Ws, parace mandado.. Meu fuzil, tá gostosin pô. Bicho vai cantar pra caralho porra, alemão fudido. – Me encosto por baixo do telhado da casa de madeira, me escoro ali. Prendo a respiração, ouvindo o barulho da bala passando em frente meu rosto pegando em uns dos homens dele.
Fecho os devagar levanto o fuzil, me levanto percorrendo meu olhar calculando rapidamente, levo o dedo no gatilho apertando escutando a rajada do fuzil, que que eu tinha trocado com os cara.
Ws: Arrombado tilt, teu comando vai cair Talibã – Dou risada, respirando fundo sentindo a ardência nas costa.
– Aparece seu comédia..
Babilônia: Ela tá no golpão – Suspiro fundo, virando meu rosto encarando a tropa do rio e BH junto.
Olhei de cantinho achando uma mira melhor, quando notei um vulto nas casas em cima do muro, só mirei é atirei. Ws recuou me fazendo descer do muro, grunhi ficando puto.
Mestre: Colfoi?
– Ardência do caralho nas costa, tá pegando fogo – Murmuro baixo, fazendo careta.
Mestre: Vocês vão pela esquerda – Levanto o polegar segurando a ak firme na mão, aperto o dedo no gatilho atirando.
Babilônia: Se nois não tivesse em missão eu tirava a roupa e te dava aqui mermo, papo dez – Reviro os olhos, olhando tudo.
Papo reto procurarmos em tudo, ela não estava em lugar nenhum isso me deixou aflito pra caralho. Pego o jarro de vidro tampando longe, aquela porra estava cheio de alguma coisa. Fecho os olhos ouvido o barulho de choro, sorrio aliviado percorrendo meu olhar pelo golpão mais uma vez.
Ch: Achei chefe, ela tá com medo pra caralho – Corro pelo golpão enome encontrando ele numa escadinha.
– Eai menor? Te machucaram? Diz aí, fizeram dodói em tu? – Ela recuou não deixando eu chegar perto dela, querendo chorar, tiro meu fuzil entrando pro babilônia.
– Vem cá, lembra de mim? Sou pô, ei princesinha. Não chora pô – Aflito puxo ela pra um abraço que se acalma, fecho meus olhos me levantando com dificuldade subo a escada olhando o mestre. – Mete o pé com ela.
Alicia me olhava com os olhinhos triste, ela estava cheia de receio o Cabelo cacheado preso em um coque bagunçado, seus olhos estavam triste e sem aqueles brilhos. Ela me olha sorrindo abrindo um pequeno sorriso.
Alicia: Mamãe, eu quelo mamãe – beijo sua testa limpando seu rosto devagar, entro minha medalha em sua mão beijando a mesma.
Mestre: É vocês dois porra? Tá maluco acha mermo que eu vou deixar vocês? Não fode – Nego com a cabeça.
Babilônia: Temos uma pendência pra resolver, tamo suave – Faço o toque com ele, pegando o galão de gasolina.
Puxo meu baseado do bolso, acendendo.
Sopro a fumaça olhando tudo ali, minha neguinha tava machucada. Ela tá magrinha pô, os olhos mostravam que está com medo. Eu pude ver no seus olhos, que ela estava com muito medo. E todo medo que ela passou, não sei quem Foi mas vai pagar caro.
Babilônia; Bora meter o pé – Jogo o baseado no chão que pegou na gasolina, não demorou a metade do golpão pegando fogo igual ao inferno que eles fizeram. O circo tá formado, quero ver quem vai ser o palhação a cair primeiro.
– Joga na boca principal, te encontro no rio de janeiro, meu parceiro, se cuida, é se eu não chegar cuida dos meus – Pisco saindo dali, me afastando dele sem esperar ele responder.
Fiz meus bagulho de grafite no muro principal de Paraisópolis escrevendo " Vai ter volta, nada passa batido, CVR, sorrio vitotorsos pegando a chave do carro entrando. Gesticulo com a cabeça prós cara, me assusto com a porta sendo aberta e fechando novamente.
Babilônia: Qualé, acha mermo que tu vai morre e vai se livrar de mim? Tá loucão, truta.
– Jamais – Acelerei na pista, adrenalina queimava na veia que bombeava o sangue...
Tava voado na pista escutando a música que tocava alto no rádio do carro nessas horas minha mente aperta, caminhos das rosas tocava exaltando e comando o barulho da fuga. Derrete escutei sirene era perseguição, giro o volante acelerando. A verdade era que tinha vários flagrante no porta mala.
Por outra visão, nunca que eles deixaria nois dois sair vivo dessa. Saímos de outro lugar pra manjar e deixa o aviso, e tamo dando fuga em carro de última geração. Era a fuga do ano, é nem era a melhor.
Meu celular tocou era ela querendo notícias minha, não ia atender agora.
Babilônia: Vão pegar nos dois mano, tão na curva – Suspiro fundo.
– Sou 244, 157, 171 e 155 são vários artigos nas costa, acha mermo que vagabundo pega nois? – pergunto trocando a marcha do Audi preto.
Babilônia: Tu ainda pergunta, lógico né filhão porra. Mete marcha nesses cuzão – Desacelero olhando o carro preto na frente, PCC e o gambe como ele dizem aqui, união sinistra entre os cara, mano. Viro o pescoço olhando atrás de mim, desacelerando.
– A vida é essa, entre beco e vielas. – Independente do que acontecer, o circo tava formando. Sorrio fraco, escuto o barulho me fazendo fechar os olhos com força. A música faz o Babilônia me olhar,
" De repente um barulho
Pá
Tomei um tiro"
Babilônia: Caralho, tu tá sagrando? Porra Talibã! Caralho – Gemo baixo dando risada, mas parei sentindo a rajada contra o carro.
– Tô tranquilão pô, Tô nessa vida é pra morrer mermo. Acredita em mim – Aceno com a cabeça gemendo baixo, perdendo o controle na pista. Minha visão ficava cada vez mais turva, eu só sabia admira o filme que passava na minha mente.
Babilônia: Pedro, porra! Acorda, vai mano, perde a consciência não, Caralho.
Minha vida não será menos ou mais depois dessas, sou bandido. Já levei muita bala da mandado, não será agora que vou parti pro inferno não.. nem o diabo me quer, imagina deus?
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