Faz De Conta || Sariette • AD...

eucacta által

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[ ADAPTAÇÃO ] - ThamyPortinon Quando a renomada empresária Sarah Carolline Andrade recebeu uma ligação de sua... Több

Faz De Conta
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Epílogo
Como Tudo Aconteceu

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eucacta által

Respira gente kkkkk

O silêncio mórbido do táxi incomodou bastante a Thaís, porém, não gostava quando a morena ficava muito tempo calada. Por isso, tentava puxar assunto, sendo completamente ignorada. Não queria ser ignorada. Passou mais de três horas no hospital esperando por Juliette... Nem sabia se a morena ficaria ou iria embora, mas ao vê-la saindo de dentro do quarto, uma chama de esperança queimou em seu coração: Soube que era o fim, e que Juliette estava completamente livre. Só não esperava que sua existência fosse ignorada desta forma.

Juliette estava em outro mundo... Diziam que quando as pessoas estavam para morrer a vida passava diante dos seus olhos em segundos... E isso estava acontecendo com a morena, sentia-se morrendo... O seu coração, e sua alma parecia que estava desfalecendo, enquanto isso ocorria, os seus momentos com a Sarah eram relembrados com muita dor.

Tantos planos, tantas promessas, tantos sonhos escapando pelos seus dedos, e escorrendo pelo ralo do banheiro como se fosse um nada. Ir embora daquele quarto de hospital foi à coisa mais difícil que fez da vida. Abriu a mão do seu amor. Mas também abriu a mão de sofrer. Embora que a sua mente dizia que fez o certo, o seu coração tinha lá as suas dúvidas.

Sempre quis ter uma família grande com Sarah... Mas criar o filho do amante de Sarah, não estava nos planos. Não podia fazer isso consigo mesma, e nem com a Sarah. Não podia viver na mesma casa, fingir que estava tudo bem, quando nada estava bem, e não ficaria sem o perdão.

Não estava se achando capaz de perdoar a Sarah... Não se sentia capaz e não se imaginava cuidando desse bebê que viria ao mundo. Disse palavras horríveis para Sarah sobre a criança... Mas á realidade é que ele não tinha culpada de nada. A errada era a Sarah. Toda a sua raiva, decepção, angústia estava sendo direcionada á Sarah. Apenas á ela.

O táxi chegou á residência. Juliette sentiu-se aliviada por isso, tudo que mais queria era deitar na sua cama, e esquecer esse dia. Talvez, se tivesse sorte, acordaria amanhã e constataria que foi um pesadelo.

Thaís pagou o taxista, e correu para andar lado á lado com a Juliette.

— Acredita que Sarah ficou grávida daquele cara? — Comentou apenas para ter assunto.

Foi pior. Juliette virou-se para ela e estourou.

— Eu sei o que aconteceu, Thaís! Eu estava lá, se lembra? Não preciso que você repita aquilo que vir todo o trajeto para casa remoendo. — Juliette gesticulou, ficando com o rosto muito vermelho de raiva.

Thaís ficou surpresa. Não esperava aquela explosão para cima de si. Tentou acariciar o ombro da morena, porém, ela se desvencilhou.

— Desculpa. Eu só queria puxar assunto, não precisa me tratar assim. — Thaís disse. — Sei que está chateada...

— Não estou chateada! — Juliette gritou — Estou destruída. A mulher que eu amo está grávida de um homem. Do seu amante. O meu casamento acabou por definitivo. Eu não estou feliz, e não estou com a mínima vontade de conversar sobre toda essa situação.

— Você não tem o direito de descontar isso em mim. Eu não tenho culpa disso tudo acontecer! — Thaís retrucou chateada.

Juliette respirou fundo, e passou a mão nos cabelos. O seu coração estava batendo acelerado, e a vontade de chorar aumentando dentro de si. Soube que errou, não era pra ter tratado a Thaís desse jeito.

— Desculpe-me, estou nervosa. — Juliette murmurou. — Você tem razão, não posso descontar em você. Não posso descontar em ninguém a minha frustração.

Thaís sorriu de lado. Não iria ficar com raiva da Juliette por besteira. Aproximou-se dela, e acariciou o rosto da morena. Olhando-a nos olhos.

— Tenho uma proposta para você: Vamos esquecer tudo isso... Recomeçar do zero. O que acha? — Thaís perguntou e se inclinou para beijar a Juliette que colocou a mão na sua boca a impedindo de se aproximar mais.

— Quero deixar uma coisa bem clara... Acabei de sair de um relacionamento, não iria desencadear outro com você. — Juliette disse rígida. — Você é uma excelente pessoa. É uma mulher muito atraente, mas... Nesse momento, não posso mergulhar em outro caso, ficada, relacionamento, sei lá como queres encaixar. Sei que ficamos hoje, mas não era pra ter acontecido. Eu não estou pronta.

Thaís ficou um pouco decepcionada com isso. Mas se colocou no lugar da Juliette... Não deveria ser fácil para ela. Porém, sabia que era capaz de tempo. Era uma mulher confiante e também, tinha uma ótima intuição que ficaria com a Juliette, sim.

— Tudo bem...

— Obrigada.

Juliette foi para dentro de casa. O Gilberto ainda estava acordado com o Arcrebiano, deu boa noite, e correu para o quarto, fechando á porta de chave, esquecendo-se completamente que estava dividindo o quarto com a Thaís. Foi até o berço da sua filha, e a pegou nos braços, deitou com a mesma na cama, e começou a chorar silenciosamente. Por que tinha que ser assim?

Gilberto e Arcrebiano ficaram curiosos com aquela atitude de Juliette... Thaís entrou em seguida com uma cara não muito boa, sentou-se no sofá.

— O show não prestou? — Gilberto perguntou.

— Pior... — Thaís começou a contar sobre tudo. Gilberto e Arcrebiano ficaram chocados com a notícia. Depois de relatar tudo, e responder as perguntas. Levantou-se para o quarto, ficou surpresa quando constatou que o trinco estava fechado. Voltou para a sala. — Vou precisar de lençóis, e um travesseiro. Parece que minha cama será o sofá hoje...

Gil foi buscar no quarto. E o Bil estava abismado com o comportamento de Sarah... Que ela não fizesse nenhuma besteira...

Cada pessoa tinha um jeito muito diferente de reagir á dor. Porém, Sarah e Juliette estavam reagindo da mesma forma: Afundando-se no trabalho. Quanto mais trabalhasse, mais ficava com a cabeça cheia e esquecia que o coração estava quebrado.

Sarah fez pequenas inovações do seu SPA... Que estava com uma clientela muito boa. Estava á quase dois passos para demitir a gerente. Não tinha se adaptado mesmo ao trabalho dela. Só não fazia isso porque estava choramingando para que Viviane aceitasse a sua oferta de emprego em Pernambuco. O salário seria um pouco mais alto, mas o serviço da Viviane era garantido e valia muito á pena.

Sua vida profissional estava uma maravilha... Mas a pessoal estava desastrosa. Desde o dia do hospital que não era mais a mesma, passava maior parte do seu tempo infeliz. Quando chegava a seu apartamento, se trancava no quarto e chorava tudo que prendeu durante o dia. Não estava vivendo, estava sobrevivendo.

O seu contato com a Juliette era praticamente nulo. Falavam muito pouco no whatsapp e quando o assunto era Stella. Fora isso, mais nada. Tinha visto á morena algumas vezes, mas sempre acompanhada da Thaís. Ela parecia muito bem, feliz e leve...

Juliette tinha conseguido ser feliz sem ela. Isso aumentava ainda mais a dor de Sarah que não estava tendo o mesmo sucesso que a morena. Tinha esquecido á última vez que tinha sorrido... Parecia uma rosa murcha. Ultimamente até a sua alegria era muito triste. O mundo estava tão sem graça.

Sempre que deitava á cabeça no travesseiro, a sua consciência martelava. Sentia-se culpada, também sentia muito remorso por tudo. Deixou que o seu egocentrismo, e o seu egoísmo fosse mais alto que o amor. Deu um passo maior do que as pernas, e quebrou-se. Tinha perdido a batalha.

Não era mais o amor de Julie... Percebia o olhar que a morena sempre lhe lançava nos breves encontros em uma padaria, ou até mesmo em restaurante. Era um olhar de pura decepção temperado com desprezo, principalmente quando era direcionado para a sua barriga.

Ainda tinha o peso de uma gravidez em seus ombros. Sentia-se tão perdida. Era horrível á noite, sentia falta da Juliette em todos os momentos. Ás vezes se pegava relembrando os momentos felizes e prazerosos que passaram juntas era isso que aquecia o seu coração, mas a chama não ficava acessa muito tempo, pois, o seu cérebro não a deixava esquecer que se estava daquele jeito era a consequência de sua atitude.

Não estava suportando mais nem á si mesma. Não estava dormindo direito, passava maior parte da madrugada em claro, remoendo as suas mágoas. Só estava comendo direito porque Abadia, Carla e Eric ficavam em seus pés. Estava grávida e não podia se desleixar dessa forma com o bebê.

Era estranho perceber que estava grávida... Que tinha um ser dentro de si, crescendo e se tornando forte. Quando anunciou a gravidez para a sua família, e o fim do seu casamento foi um choque, principalmente para os seus pais, mas receberam a ideia de ter um neto com muita felicidade. Mas ficaram entristecidos por ela, e Juliette. Ficaram entre á alegria e tristeza, porém, a alegria de um bebê ofuscou qualquer tristeza.

Um pouco de alegria para Abadia e Evandro que estavam se recuperando do trauma. Foi desgastante ter que presenciar o Caio preso, e contando tudo que sabia da Kerline. Como tinham influência, o julgamento do Caio foi bem rápido. Como ajudou com a investigação, teve uma redução de dois anos de sua pena, porém, foi julgado por tentativa de assassinato. Cumpriria a sua pena na cadeia federal. Enquanto, o Caio pagava a sua dívida com a sociedade, Kerline continuava foragida. A mulher tinha sumido. Bebeu água de sumiço. Ninguém sabia dela, e muito menos ouviu falar. Era como se nunca tivesse existido. Abadia percebeu muito tarde que as suas joias foram roubadas. Ficou triste, mas era um bem material, poderia ter outras. A única coisa que queria era a segurança de sua família. Tinha uma sensação de que a Kerline estava muito próxima, apenas observando e esperando para dar o bote. O Evandro fez o que prometeu, contratou seguranças particulares. Isso causava um pouco de paz em Abadia.

O Bil tinha se recuperado do seu pós-operatório e estava trabalhando. A sua agência de viagem estava no eixo. O seu casamento estava bem. Ao menos na vida dele, tudo estava na linha.

Carla continuava morando com Sarah. Mas como estava cursando a faculdade de filosofia na Federal, não tinha muito tempo de estar em casa. Achava péssimo por conta da sua irmã. Estava ficando com algumas meninas, mas vez ou outra, o seu pensamento se prendia em Thaís... Achava um absurdo e sempre mudava de foco. Porém, era difícil de esquecer uma presença marcante.

Sarah não sabia do dilema de sua irmã. Estava mais presa em seu dilema do que qualquer coisa. Queria sair desse poço que estava vivendo. Queria ter gosto novamente pela vida, mas parecia impossível. A cada respiração, o seu coração se rasgava mais.

Estava em seu escritório. Era uma sexta-feira, e o relógio marcava pouco mais de meio-dia. Rodava a caneta em sua mão esquerda, o seu olhar se prendeu em sua mão sem anel... Havia retirado á aliança. Mas estava a usando pendurado no pescoço com uma corrente. Usava as duas. Mas, como a corrente era longa, as alianças ficavam sempre escondidas por debaixo de suas blusas.

Queria voltar no tempo, iria fazer tudo diferente. Sentiu-se melancólica, não demorou muito para que as suas lágrimas escorressem. Buscou um lençol de papel para limpá-las. Não aguentava mais essa tristeza! Estava vivendo em um eterno luto. Escutou duas batidas na porta do seu escritório, limpou as lágrimas rapidamente e pediu para a pessoa entrar.

— Desculpe-me interrompê-la, Sarah. — A sua secretária disse. — Mas chegou uma correspondência para você.

— Obrigada. — Sarah respondeu ao pegar a correspondência.

Sua secretária saiu, deixando-a sozinha. Olhou para o envelope dourado. Parecia mais um convite. O abriu por curiosidade já que não tinha nenhum interesse de ir para nada. Fazia exatamente três meses que não saia para canto nenhum, a sua rotina era casa e trabalho. E ás vezes, a casa dos seus pais.

Leu o convite, mordeu o lábio inferior. Um misto de sensações lhe atingiu. Era um convite da Juliette para o seu espaço que seria inaugurado essa noite... Finalmente a Juliette iria realizar o sonho de ter a sua clínica de designer de sobrancelhas. Infelizmente, a Sarah não fez parte da construção desse sonho, mas a Thaís sim... A costumeira sensação de perda latejou em seu peito.

Sarah sufocou... Era surpreendente que a Juliette tivesse a convidado. Iria. Qualquer segundo perto do seu amor lhe deixaria feliz. Deu um sorriso triste, á que ponto chegou!

Estava na ruína sem nenhum sinal de rendição...

Olvasás folytatása

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