De Repente Princesa.

By LunaeHermione

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Grace Stewart e Julie Juliats nunca tiveram uma vida fácil, mas sempre enfrentaram as divergências da vida de... More

Prólogo
Capítulo 02
Capítulo 03
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
Capítulo 11
Capítulo 12
Capítulo 13
Capítulo 14
Capítulo 15
Capítulo 16
Capítulo 17
Capítulo 18
Oii... de novo hehe

Capítulo 01

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By LunaeHermione



Quem nunca caiu não tem bem a noção do

esforço que é preciso para se manter em pé.

-Multatuli

Por Grace

Não, não, não!

-Grace, pelo amor de Deus, o que aconteceu? Cadê o café daquele doido? Os clientes já estão nervosos na fila.-Disse Julie vindo e se assustando com a máquina de café que simplesmente não parava de jorrar café.

-Essa máquina doida que não vai com a minha cara!-Disse um pouco nervosa e indignada.

Julie riu.

-A máquina não vai com a sua cara ou você que é desastrada mesmo? Bom.. seja o que for acho melhor a gente consertar logo, nosso salário não paga uma máquina dessa.

Comecei a apertar todos os botões daquela bendita máquina com um claro desespero em meus atos, mas eu sou Grace Stewart e tudo sempre pode piorar! A máquina parece que me respondeu de maneira raivosa e começou a jorrar mais café.

-Meu... Deus...Julie, estamos ferradas!

-Toma uns copo, pelo menos os clientes não ficam sem café!

-Você é um gênio, pega os pedidos e vamos deixar jorrando e pois vemos o que conseguimos fazer.

-Cadê aquela menina?

-São umas incompetentes.

-Vou me atrasar!

Conseguimos ouvir os clientes reclamar.

-Boa sorte, Juls.-Disse e ela foi a caminho das feras.

-Calma senhores, estamos com um problema na máquina, mas tudo já foi resolvido e vocês terão seus pedidos atendidos e entregues o mais rápido que já viram

Sabe aquelas situações estranhas que passamos que temos certeza que se contarmos para alguém as pessoas não acreditariam? Pois é! Essa é uma delas, assim que terminamos de entregar os pedidos a máquina simplesmente voltou ao normal, sem mais nem menos.

-Obrigado, Senhor!-Disse com os braços erguidos.

-É, Grace, mas olha esse chão que a gente tem que limpar agora.-Ela disse desanimada.

-Não desanima, Juls, quantas vezes limpamos os banheiros dos meninos lá no orfanato por causa das enrrascada que você nos metia? Isso aqui é molezinha.

-É verdade, né? Era horrível aquilo.

-Vamos pegar os panos, os produtos e terminamos aqui rapidinho.

Assim que terminamos de limpar o senhor Donovan, nosso chefe, até que legalzinho, chegou.

-Meninas? Acho que eu esqueci de avisar para vocês que a máquina de café está com problemas.

-Como assim esqueceu?-Julia soltou com um tom de indignação.

-É, nós vimos.-Disse tentando não transparecer minha revolta.

-Mas já liguei para a assistência e eles estão mandando um técnico, quando ele chegar vocês podem ir e tirar o resto do dia de folga.

-O senhor é o melhor!-Disse Juls empolgada.

-Mas entrem mais cedo amanhã.

Não demorou muito e já estávamos liberadas.

-É estranho sairmos à luz do dia, né?-Comentei.

-Sinto que podemos fazer qualquer coisa que quisermos.- Disse Juls e eu dei risada.

-E podemos, essa qualquer coisa que não pode ser mais caro que 30,25 porque é o que temos.-Disse dando risada.

-Podemos embarcar em uma aventura!-Disse Juls me olhando com os olhos brilhantes.

-Claro! Podemos inclusive descobrir mais sobre nosso passado.-Disse irônica.

-Podemos!

-Eu não estava falando sério, Juls.

-Ah, para! Você não quer encontrar os bundões que te abandonaram e jogar na cara deles a pessoa incrível que você é? E melhor! Que não precisou deles para nada! Você não tem essa vontade?

-Tenho! Mas já pensou como seria difícil? Lembra que já tentamos encontrar eles antes?

-Sim, mas paramos depois que descobrimos que meus pais morreram e agora eu já sei e inclusive eu queria descobrir quem matou eles, descobrir onde eu nasci, onde moravamos, é meu passado, Grace, é nosso passado, temos o direito.

-Não podemos só ir pra casa e maratonar alguma série?

-Não precisamos começar hoje, mas vamos atrás do nosso passado! Você vai ver que você vai gostar de dar uns três tapas na cara deles, mas por agora podemos nos contentar e ir para casa e assistir até apagar.

...

Chegamos mais cedo no dia seguinte e o dia começou normal, mas Juls disse que hoje não queria nem chegar perto dos clientes, deixando para mim o atendimento, então fixei o melhor sorriso e como um gravador repetia:

-Bem vindo ao Domic's, o que deseja?

Mas o senhor da vez ficou me olhando, reparei nele e vi que estava com roupa da guarda real.

Iiiii.

-Desculpa como é seu nome, senhorita?

-Algum problema? Essa garota que não tem um bom atendimento não é? Eu sei, uma incompetente! Pode deixar que eu te atendo, senhor, o que você deseja?-Era a esposa do senhor Donovan.

Olhei para ela indignada e quando ia abrir a boca para me defender o senhor disse:

-Não há nenhum problema com a atendente, aliás, muito simpática, queria mesmo saber o nome dela para deixar um elogio na caixinha de sugestão, funcionária competente, a outra senhorita que sempre me atende também, simpática demais, ótimas funcionárias, parabéns.

A esposa do senhor Donovan olhou para mim com raiva, olhou para o senhor sorriu e foi embora.

-Obrigada.-Disse realmente grata, mesmo sabendo que pela cara dela vem chumbo grosso por aí.

-Imagina, senhorita...?

-Grace Stewart, o que o senhor deseja?

-Um café duplo com creme e um muffin de chocolate, por favor.

Entreguei o pedido e Juls veio pro meu lado.

-Grace, mulher!!! O que foi aquilo? Porque será que ele perguntou seu nome? Será que curte uma novinha? Talvez tenha gostado de você porque sempre atendo ele e nunca perguntou meu nome... tomara que ele seja rico, porque aí subimos na vida, você casa com ele depois o matamos e ficamos com todo o dinheiro e vamos viver nossa vida adoidado.

-Ótimo plano, e o melhor que nos livramos da nossa chefa maravilhosa, e é melhor nos prepararmos porque ela adorou a situação.

-Fazer o que bebê? Dias de luta, dias de glória.-Disse Juls beijando o ombro.

-Voltem ao serviço! Pago vocês para trabalhar não para conversar!

-Não tem cliente.-Disse Juls

-Olha esse chão imundo.

-Acabamos de limpar!-Disse Juls novamente.

A chefa olhou para o pote que estava cheio de ganache e derrubou ele no chão.

-Não está mais limpo.-Disse com a cara de sínica.

-Sua...- Encostei no braço da Julie para ela se acalmar e não terminar a frase.

-Ótimo trabalho, florzinhas, da próxima vez vocês tentem ser mais atentas com as coisas no balcão para elas não cair.- Sorriu de um jeito que arrepiou a minha espinha e saiu batendo o salto.

-Você devia ter deixado eu xingar ela todinha!-Disse Juls quando a chefa saiu.

-Se somos demitidas, como vamos nos sustentar? Encontrar serviço é bem difícil, a gente que o diga, já foi complicado encontrar esse.

-Sei lá, cantamos na praça, a gente é afinadinha, eu toco violão e você toca teclado, seríamos um sucesso, Juls e Grace e viveríamos em paz, imagina, faríamos tanto sucesso que o rei e a rainha nos chamariam para uma apresentação.

-Primeiro, seria legal cantarmos na praça, podíamos fazer algum dia desse para um dinheiro extra, mas precisamos ter algo fixo, Juls, mas podemos fazer disso o nosso hobbie.

-Sério? Sabia que ia gostar, podemos começar esse domingo, podemos ensaiar quando chegar em casa e já estou sentindo o gostinho da fama.

-Se acalma aí, Madonna, que ainda tem chão até domingo.-Disse rindo.

...

-Está pronta, Grace?-Perguntou Juls terminando de afinar o violão.

-Prontíssima, espero que renda bastante.-Disse apreensiva.- Mas se não render, pelo menos que seja divertido e que não joguem tomate na gente.

-Eles vão nos adorar, é impossível não gostar da gente, somos irresistíveis, inclusive, não duvido nada que logo hoje um produtor musical passe por aqui e veja que somos a fórmula pronta pro sucesso.

-Vamos começar que a gente não está aqui a passeio.

Cantamos algumas de nossas músicas favoritas, algumas horas se passaram e eu nem percebi porque de verdade, pra mim, parecia que só tinha a Juls e eu ali, cantando e nos divertindo, aproveitando a vida do jeito que sabemos, enfrentando os altos e baixos, as tempestades e as calmarias, mas uma coisa nessas situações toda nunca muda, o "nós" Juls e eu sempre estaremos assim, juntas, seja cantando na praça ou limpando o chão de ganache, sempre foi assim desde o orfanato, desde quando me entendo por gente sempre tive ela e nada vai mudar.

Sempre.

—Uma pausa, estou morrendo de sede.-Disse Juls quando acabamos a música.-Estou com fome também, vamos ver quanto tem aqui na caixinha pra comprarmos alguma coisa.

Ela foi até a caixinha e eu me aproximei também.

-Tem até um dinheirinho legal, tirando esse botão e esse papel dobrado aqui.-Disse Juls abrindo o papel.-Olha só, um número que telefone, e tem escrito "para a voz mais linda e contagiante", desculpa Grace, mas certeza que é pra mim.-Disse e começamos a rir.

-Senhoritas, desculpa interromper.-Era um guarda se aproximando.

-Olha, Grace, um fã, será que vamos dar nosso primeiro autógrafo?.-Sussurrou Juls enquanto o guarda se aproximava.

-Vi as senhoritas cantando agora a pouco, são novas por aqui não é?

-Sim, começamos hoje.- Respondi.

-Mas estaremos aqui todos os domingos, no próximo pode chamar mais gente, trazer familiares.-Disse Juls empolgada.

-Ah, claro, mas pra isso eu preciso ver a autorização de vocês.-Disse com uma cara séria.

-Mas aqui não é uma praça pública?-Perguntei.

-Aqui é uma praça aberta ao público, mas tem proprietário, e é necessário uma autorização para fazer qualquer atividade remunerada aqui dentro. Cadê a autorização de vocês?

Ai, Jesus...

-Então... sabe o que é? A gente esqueceu em casa, podemos ir pegar e trazer pro senhor.-Disse Juls guardando o Violão.

-É, a gente junta tudo aqui rapidinho e vai pegar a autorização pra te trazer, pode ser?-Disse também guardando o teclado.

-Ah nossa casa é meio longe, talvez a gente demore um pouco.-Disse Juls.

-Não tem necessidade de vocês irem na casa de vocês, no escritório aqui perto tem cópia de rodas autorizações, me acompanhem e tudo será resolvido.

Julie e eu nos olhamos e já sabíamos o que faríamos. Começamos a correr, cada uma para uma direção diferente, era meio complicado correr carregando um teclado mas graças às trapalhadas que a Juls nos colocava tínhamos experiência nessa situação.

O Guarda correu atrás da gente um pouco, depois deu meia volta e entrou em um estabelecimento. Nós só paramos de correr quando entramos em casa, fechamos a porta e sentamos no sofá.

-Eu disse que podíamos embarcar em uma aventura.-Disse Juls rindo e eu acompanhei ela na risada.

-O que será que nos aguarda nos próximos capítulos, hein?.-Disse ainda ofegante.

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