bright blue eyes

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— Então, o que vocês acham?

As mãos de Max estavam na cintura quando ele entrou na sala, com o queixo levantado no ar e os cabelos loiros ainda molhados pelo banho recém tomado. Nos pés, apenas meias brancas para acabar com a sensação incômoda de pisar no chão de madeira gelado. Uma calça de moletom completava o look e, por cima da blusa branca que antes ele vestia, um suéter de natal. Verde e vermelho. Cheio de luzinhas que piscavam sem parar ao serem acionadas com um botão discreto no meio do tecido e um boneco de neve bem no meio que tinha uma cenoura no lugar do nariz. De tricô.

A primeira a dar risada foi Victoria. Correndo para o banheiro mais próximo em seguida, esvaziando sua bexiga antes que fizesse isso nas calças. O resto da plateia só acompanhou a risada: Tom, seu cunhado, tentou disfarçar levando a mão para sua boca. Sophie apenas gargalhou do filho, sem nenhuma discrição. Caroline, que vestia o mesmo suéter que ele, teve que limpar as lágrimas que se acumulavam no canto dos seus olhos.

Max parecia adoravelmente ridículo dentro daquele suéter. Ele, que sempre andava com a cara fechada no paddock, parecia pronto para socar qualquer um que cruzasse a sua frente durante uma corrida e que usava mais palavrões no rádio que a média normal dos pilotos, parecia totalmente inofensivo vestido daquela forma. Como um filhotinho de cachorro. Um adorável, com aqueles olhos azuis que brilhavam ao buscar a namorada no meio da sala.

— Ficou ótimo — Sophie falou, levantando-se do sofá em um pulo. — Fique do lado da árvore, querido. Eu preciso tirar uma foto disso.

A escolha dos suéteres tinha sido de Victoria, obviamente. A irmã de Max andou em mais de três lojas de departamento no último mês da sua gestação — parando para descansar a cada cinco minutos — até encontrar o que queria. Os suéteres natalinos mais bregas que conseguiu colocar as mãos para o irmão e a cunhada que, para a surpresa de todos, tinha ficado apenas adorável no conjunto de tricô.

Era muito pro pensamento lógico de Max compreender. Como Caroline Grace Alfs ainda se parecia como a pessoa mais linda do mundo inteiro — na opinião romântica dele e só a sua opinião importava — e ele prestes a virar chacota na internet assim que sua mãe postasse aquela foto na internet — ela, obviamente, postaria. A culpa deveria ser dos olhos escuros, tão diferentes dos seus. Ou dos cabelos castanhos que escorriam pelos ombros da monegasca e emolduravam seu rosto. Talvez — só talvez — fosse culpa dos lábios rosados que ofereciam um sorriso em sua direção.

— Fique ao lado dele, Caro! — Sophie indicou, já com a câmera na mão. — Eu quero uma foto de vocês dois assim.

Caroline não pestanejou antes de se levantar e, carinhosamente, abraçar a cintura de Max antes de posar para a foto. Não negaria um pedido de Sophie. Às vezes — muitas vezes — Max jurava que a mãe conseguia ter uma comunicação melhor com a namorada do que com ele. Caro adorava conversar e Sophie adorava conversar, então as duas acabavam se falando por horas toda vez que sua mãe ligava para ele — que desistia na metade da chamada para se divertir no simulador.

— Não estou achando os suéteres uma boa ideia agora, Grace.

O apelido tirou um sorriso sincero dos lábios rosados de Caroline. Nomeada após as duas princesas de Mônaco — Caroline como Caroline Luísa Margarida Grimaldi e Grace como a inesquecível Grace Kelly —, Max era o único a chamá-la assim. O único, em todos seus vinte e dois anos de vida, que dizia que Caroline Grace Alfs era um nome grande demais e que ela precisava de um apelido carinhoso. Caroline era Grace para Max e Max era Maxy para Caro. Ao contrário dele, ela achava que o dele era pequeno demais para ser aceito.

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