A grande família Bishop - parte 1

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Tudo começou na quinta-feira. Há exatamente uma semana antes, papai, o grande Harold Bishop que gostava de ser comparado ao Grande Gatsby, porém de grande não tinha nada que media 1,57cm (sim, mais baixo que a própria filha) havia encomendado um quadro, pensei que seria mais um quadro qualquer que daria mais um MILÉSIMO toque barroco à enorme sala da mansão horrorosa em que morávamos, mas não, não era mais um quadro, e sim, era o quadro, a bizarrice, a esquisitice, da família. Papai estava pintado no topo do quadro issfoi muito modificado, ok?, eu logo abaixo, sentada, e Finch-Loo, o gato cinza da família Bishop creio eu ser mais velho que todos nós vivos na terra, deitado no meu colo. Estava tudo perfeito e continuamente estranho se não fosse pelos retoques, detalhes e exageros pintados explicitamente notáveis.


-Srta. Bishop.

-Ai, Ledha! -Ledha era a governanta da casa desde que o mundo é mundo essa velha ainda me mata do coração! -O que foi?

 -O grande sr. Bishop a chama em seu escritório. -o que eu falei da bizarrice do Grande Gatsby?

-Ele não pode simplesmente falar o que ele quer? 

-Disse que é importante.

 -Tudo é importante. -zombei.


Ledha tinha uma coisa de chegar sorrateira perto dos outros e isso me dava nos nervos! Subi a escadaria norte que dava no escritório do papai, não era difícil de encontrar, era só você procurar um portal desnecessário dourado com nervuras desnecessárias e a porta carmim com uma placa com a escrita Escritório Bishop & Hills mais desnecessária ainda já que literalmente ele e a Mirana Hills (advogada e secretária da Bishop Interprises & Farm) entravam naquele buraco do satanás super abafado.


-Papai! -disse ao entrar, mostrando meu entusiasmo ao ver sua careca de poucos fios verdes pela manhã. -Desejava me ver?


Papai, na sua melhor pose Napoleônica, sorriu ao ouvir minha voz e apenas resmungou algumas palavras. Não sei pra que isso... Eu já sabia de todos os seus segredos, posar pra me intimidar era tão em vão quanto um único homem empurrar o Fuji.


-Já chegou ao meu ouvido -cheios de cabelo, parecendo uma cebolinha. -que você estava admirando o novo quadro, gostou?

-Sim. -NÃO, AQUILO TA HORRÍVEL! -Mas o senhor não acha que tem algumas coisas que não deviam estar lá?

 -Por exemplo? 

-Seis centímetros da minha testa. -eu estava parecendo um ovo

-Ninguém vai reparar. Pinturas barrocas não eram perfeitas. -certeza que quem pintou esse quadro estava drogado. -Mas você gostou, sim?

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