Abril 2015
— Você vai, Derek. Ficaremos bem.
Maio/2020
Cinco anos se passaram, daquele dia que Meredith considerava o pior de sua vida. É bem verdade que seu ranking de piores dias era longo, mas a morte do seu marido estava no topo, com toda certeza. E se ela não tivesse seus filhos teria morrido junto com ele.
Sempre agradecia por Derek ter sido tão insistente, quando ela ainda não aceitava a ideia de ter filhos, e a convenceu que se algo acontecesse a ele, ela não ficaria sozinha.
Seu luto foi relativamente longo. Meredith tinha se fechado, tinha assumido sua nova fase de viúva, e todos tinham provado de sua amargura. Penny foi injustamente acusada de matar seu marido, sobrou até para Amelia que levou muito esporro por ser irmã de seu falecido marido.
A verdade é que ela não conseguia aceitar ser rodeada de tantas tragédias, mortes e despedidas.
E quando ela se achou pronta para um relacionamento, a noiva de Nathan Riggs ressurgiu, e ele a deixou. Mas Nathan não era dela, eles apenas tiveram algumas noites juntos e compartilhavam da mesma dor. A dor de perder quem se ama.
O que ela não esperava era que um beijo, todo desajeitado, de um homem que estava bêbado, despertasse nela algo que já estava há muito tempo adormecido. E depois de muito jogo de sedução entre os dois, um quase triângulo amoroso e um elevador com conversa em italiano, Meredith deu o beijo que selava sua escolha. Sua escolha era Andrew DeLuca.
Ouvir o "eu te amo" vindo de alguém que não era seu marido, assustou-lhe e ela fugiu como uma menina indefesa. Mas ela sabia, dentro dela, que também o amava. Dizer em voz alta, olhando em seus olhos, fez com que uma nova realidade surgisse em sua frente: Meredith Grey estava apaixonada pelo seu residente e seguindo sua vida.
E o que era para ser apenas um beijo bêbado, hoje era o seu segundo relacionamento mais longo. Três anos desde o beijo no terraço do hospital, mesmo que com alguns percassos recorrentes da vida.
Meredith é acordada sentindo os beijos espalhados por todo seu pescoço, um arrepio percorre todo seu corpo.
- Hum... - ela não consegue segurar o gemido - Isso é um bom dia muito animado, não acha?
- O que posso fazer? Ontem você me provocou o dia todo. - ela ri lembrando do fato que aconteceu no dia anterior
Entre uma cirurgia e outra, eles se esbarravam pelo hospital e Meredith fazia questão de atiçá-lo. Em um dado momento, Andrew puxou Meredith para um dos dormitórios, os beijos lhes tiravam o fôlego, e quando Andrew estava próximo de aprofundar o contato de seus corpos, Meredith foi chamada para uma emergência.
Eles só se separam quando ela lhe prometeu que continuariam durante a noite. O que não aconteceu. As crianças exigiram suas atenções até muito tarde da noite, os três pediram para deitarem na cama com eles para ouvirem histórias. Como resultado os três dormiram e eles também, frustrando os planos de Andrew.
Ele só acordou mais tarde da noite, por que estava quase caindo da cama, que era pequena para cinco, e levou um a um para suas camas.
- Prometo te compensar mais tarde. - ela vira-se de frente para ele, depositando um beijo em seus lábios.
- Será que alguém sentiria nossa falta se ficássemos o dia inteiro na cama? - ele pergunta beijando seu colo.
- Com certeza, Bailey viria atrás de nós se fosse preciso. - ela fecha os olhos aproveitando os beijos.
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Between present and past
RomanceO que aconteceria se Derek "voltasse dos mortos"? Como isso aconteceria? Como Meredith reagiria? Seria para Meredith uma decisão fácil voltar para ele? Ou Andrew seria sua escolha? Leia "Between present and past" e descubra.
