Era noite na grande cidade de Azelt, uma onda de calor sobre a metrópole, a mesma era conhecida por seus grandes arranha-céus até mesmo pelas mais simples e pequenas cabines telefônicas, para ser mais específico ao leste da cidade, onde se situa do distrito 2, um furgão negro se deslocava pelas ruas em alta velocidade, seguido de um outro carro parecido com uma limousine. Tiros eram efetuados por dois indivíduos que abriram as portas do furgão enquanto um indivíduo da limousine estende seu braço para o lado fazendo com que uma espécie de barreira fosse feita a frente do carro enquanto o motorista gesticulava algo para uma criatura humanoide que flutuava o furgão e com isto a mesma cai por ali e mais confusão foi instalada no trânsito, tanto que os policiais se juntaram a perseguição.
Bem longe daquele cenário, eu estava acompanhando tudo de meu computador, afinal crimes como aqueles eram comuns na cidade, entretanto não eram muitos usuários da Aura que participavam daqueles conflitos, mas a crise apenas fez com que algumas gangues simplesmente começarem a se aniquilar em busca de dominação total do mundo do crime, respiro fundo fechando a aba de notícias e claramente indo jogar alguma coisa mais interessante do que assistir o jornal, não demora muito em meio a minha jogatina para meu celular tocar, que saco.
- Alô? - Respondo bufando demonstrando minha grande insatisfação por ser interrompido.
- Olá, você é o cara de ontem? o que pediu aquela... - Uma voz feminina começa sua oratória, mas é logo cortada por mim.
- Sim, aquela camisa roxa, fui eu... o que foi? - Disfarço o real teor do que era, afinal vocês não me conhecem o suficiente para eu ficar divulgando minha intimidade.
- Bem... seu produto e de mais alguns clientes acabou de ser roubado de nossa loja pelos Pops...
Desligo o celular claramente irritado, havia gastado uma boa grana pra um bando de malucos vestidos de látex e com máscaras ninja me roubarem, elevo meu corpo da cadeira e caminho ao meu guarda-roupas, claramente iria atrás dos desgraçados, trajando meu estilo predileto de roupas, (calça, tênis de cano longo azuis e uma camisa azulada) saio de minha residência em busca de procurar os tais indivíduos, queria quebrar cada um deles na porrada, os Pops eram basicamente uma gangue de dançarinos de música oriental, entretanto faziam alguns bicos como ladrões de larga escala. não preciso detalhar muito sobre eles neste momento. Após meus preparativos para ir atrás dos mesmos começo a caminhar pelas ruas quando ouço uma pequena voz atrás de mim, com isto viro meu corpo para a direção da voz, a mesma parecia pertencer a ninguém, então dou de ombros e continuo a caminhar, após dobrar algumas esquinas e poucos becos me deparo com uma boate como qualquer outra, muito neon, bebidas, prostitutas e perfume barato.
- Merda, espero que eu tenha essência pra pagar alguma coisa pra disfarçar. - Caminho na direção da entrada, com isto invadindo o local a passos calmos.
O seu interior não era nada tão diferente quanto de uma boate corriqueira, a diferença era que tocava músicas orientais bem estranhas enquanto em seu centro estavam os integrantes da Pops, se comparar eles com uma boyband que só sabe fazer merda, você acertou muito bem, dou alguns passos entretanto sou impedido por uma mulher, esta trajando um terno e óculos escuros, julgando pela sua aliança ela estaria traindo seu par naquele lugar, suas feições denunciavam que não tinha mais do que uns trinta e poucos anos, enquanto os cabelos ondulados com as pontas azuladas destacavam sua pele alva.
- É melhor você não continuar. - A voz da mulher era séria.
- Ou o que? - Olho para a mesma com uma expressão igualmente indiferente.
O ambiente pareceu se focar em mim e na mulher, a mesma se posiciona separando suas pernas, erguendo sua mão direita com os dedos separados a frente da face enquanto o braço esquerdo ficava esticado em um ângulo de 45°, suspiro me afastando dois passos e me preparando para lutar, sabia que ela iria evocar sua Aura para batalhar, eu apenas me mantenho parado como se não ligasse para a mesma, a Aura da mesma irradia em um dourado intenso, mas a maioria dos indivíduos ali nem iria ver aquilo, a radiação espiritual dourada se converte em uma criatura estranha, uma espécie de homem metade cavalo, com isto o mesmo dá um leve galope e o som de seus cascos batendo sobre o solo ecoam em meus ouvidos.
- Ainda vai insistir moleque? - A mulher aponta em minha direção e sua Aura arma uma lança, com isto mirando diretamente em meu tórax.
- Hm, não... Esquece. - Viro de costas e caminho para fora da boate.
Uma grande confusão havia se instalado no momento seguinte, pois a mesa próximo ao meu corpo havia se virado completamente formando uma barricada improvisada, os homens de terno que residiam ali, simplesmente estendem suas mãos fazendo de suas auras criarem revólveres.
- Oh merda. - Corro para a lateral da boate, não me importando de empurrar alguns indivíduos enquanto a mulher de cabelo azul me perseguia.
- Volte aqui seu fedelho! - A mesma salta por uma mesa em uma rápida manobra, assim parando a minha frente e desferindo um soco diretamente em meu rosto.
O que aconteceu neste momento é o que vocês podem chamar como protagonismo, em situações normais eu nunca iria despertar minha Aura dessa maneira, entretanto o que acontece em seguida foi conveniente demais para não deixar de contar, meu corpo emanava minha própria Aura esta de coloração púrpura, não obstante uma lâmina de aspecto estranho surge a minha frente enquanto a mulher desferia seu soco contra a parte plana da arma, sem saber machucando seus dedos.
- Que merda eu avisei para você olhar para mim. - Identifico a voz que rondava a minha cabeça, pelo visto a voz pertencia a minha Aura que por algum motivo se apresenta no formato de uma espada. - Me pega e usa de uma vez antes que eu perca a paciência e deixe você levar umas porradas.
Rapidamente apanho a arma segurando firmemente em seu punho, em seguida sinto como se minha Aura havia se concentrado em minha mão esquerda, com isto me permitindo manejar a arma com completa maestria entretanto o tiroteio que ali se instalava me fez perceber que simplesmente não fazia sentido ficar por lá, a mulher de cabelos azulados evoca sua Aura desta vez apenas como a lança e se mantém em posição defensiva.
- Você não vai sair daqui com... - De cara não percebo nada, entretanto no instante seguinte percebo uma marca em sua testa, ela teria morrido com um simples disparo na cabeça, como o buraco apenas fumegava em verde, julgo ser um ferimento feito pela Aura de algum dos atiradores.
- Mas que porra que tá acontecendo!!! - Começo a correr na direção da área de serviço da boate, atropelando em minha corrida algumas pessoas mais desavisadas que apenas se abaixavam e algumas das meretrizes que estavam obviamente retornando aos camarins visando se abrigar do conflito armado.
Os momentos seguintes foram bastante nebulosos para falar a verdade, só me recordo de sair de recinto e me esconder em um beco ali nas proximidades, quando penso que estava sozinho, escuto o gatilho de uma arma o que fez minha Aura na forma de espada desaparecer e apenas irradiar sobre o meu corpo.
- Achou que iria fugir depois de fazer os tiras fuzilarem a boate?! - A voz masculina iria ecoar pelo beco.
==To Be Continued=>
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A Mirabolante Aventura - Wild Dance
Teen FictionApós um certo evento há aproximadamente 20 anos atrás, as pessoas começaram a manifestar uma espécie de poder, este chamado de Aura, a Aura é uma manifestação psíquica e espiritual da pessoa no qual pode realizar os mais variados tipos de atos, bené...
