Capítulo 1: A razão

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“Não consigo acreditar que o mesmo Deus que nos deu inteligência, razão e bom senso nos proíba de usa-los”.
Frase dita por Galileu Galilei à igreja católica da idade média por reprimi-lo em seus estudos.
A “demonização” da razão é uma triste realidade que tem sido propagado na mente de muitos cristãos desde o período da idade média com argumentos do tipo: “aquilo que é dito pelo papa é indubitável, pois quem o questiona, questiona o próprio Deus” ou “Deus não se manifesta na razão por esta ser má” ou “a razão não é capaz de se submeter a Deus”. São esses e outros argumentos que foram e são usados até hoje para tentar erradicar a razão. Mas o que seria razão?
“Razão é a capacidade da mente humana que permite a chegar a conclusões a partir de suposições ou premissas”. —Wikipédia—
O limite da razão
Para que venhamos ter respostas às perguntas que nos podem aparecer, devemos ter, primeiramente, conhecimentos básicos e que seja possível compreende-las na razão. Por exemplo: Supomos que exista um matoremo composto por nípafa e mípafa, qual a probabilidade dele se fundir com o planeta terra? Só podemos responde-la se soubermos o que cada palavra que nos foi apresentado significa.
Sabendo que a razão precisa de conhecimentos básicos para responder alguma pergunta, será que poderiamos concluir que existe um ser poderoso e glorioso mesmo sabendo que a fé, diferente da razão, não é demonstrável? Sim, podemos! Romanos 1:19-20 é um exemplo bem claro sobre isso. Mas, como René Descartes uma vez perguntou a si mesmo, como sabemos que existe um ser mais perfeito do que nós, sendo que nós deveríamos considerar-nos como os seres mais perfeitos? De onde vinha a ideia de perfeição?
Deus utiliza a razão para se manifestar aos homens?
Como foi abordado na introdução, Deus é infinitamente maior do que a razão humana. Tudo o que nós conhecemos sobre Deus, não passa de uma pequena parcela do que ele venha ser. Nós não somos iguais a Deus, mas a sua imagem e semelhança. Somos limitados, não infinitos e eternos. Apesar de tudo isso, Deus foi e é tão misericordioso que se manifestou ao homem de uma forma que este pudesse conhece-lo. Manifestou-se usando a língua falada, através de sonhos e visões, mas, principalmente, através de um instrumento criado pela razão a fim de passar conhecimento ou guarda-lo, a escrita. Aprove a Deus inspirar pessoas através do espirito santo para transmitir aquilo que ele nos quis passar através de uma simples interpretação de texto. Por esse motivo a bíblia não é interpretada de qualquer maneira como se seus versículos e capítulos fossem textos alegóricos, mas deve ser interpretada pelo seu contexto, diferente das coisas que são discernidas espiritualmente, como a fé. Se não fosse assim, ele jamais teria inspirado homens para escreve-la.
Razão ou fé?
Todo cristão temente a Deus deve ser guiado pela fé, pois esta é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem. A razão é algo que deve ser submissa a Deus, não algo que deve morrer ou ser excluída, pois ela pode ser usada para a glória de Deus. Caso ela não seja submissa, corremos o risco de distorcer as escrituras para irmos além do que está escrito a fim de encaixar conforme a nossa razão.
A razão pode salvar o homem?
“Pois pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”. —Apostolo Paulo—
A razão é limitada. Não alcançaremos a salvação por estudar toda a bíblia ou por se envolver em assuntos complexos. Se fosse assim, apenas os intelectuais seriam salvos. Mas os homens que não se sujeitam a Deus depois de tê-lo conhecido, trazem, sobre si, condenação.

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⏰ Last updated: Jun 05, 2020 ⏰

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