25 de maio de 2020, Paris, França. 07:00.
O cheiro das baguetes que acabaram de sair do forno misturado com cheiro dos doces e outras especiarias da padaria perfumam aquela manhã em Paris. Entro na padaria e peço o de costume: Um croissant com um cappuccino. A garçonete anota e me dirijo a uma das delicadas mesas brancas do local. A padaria em si é agradável: um ambiente claro que permitia a luz do Sol iluminar o estabelecimento. Quem estava fora dali podia ver através do vidro as delícias que fazem encantando a todos com a aparência, o cheiro e a qualidade.
Me sento ao lado da janela cuja era possível ver o dia que se encontrava bonito. Pessoas andando e pedalando. Muitos casais namorando. Não havia uma nuvem no céu naquele dia no qual a temperatura estava amena. A Torre Eiffel enfeita aquela paisagem deixando a querida Paris mais romântica do que já está parecendo.
- Seu cappuccino , senhorita.
Percebo que a moça que me atendera mais cedo estava com meu pedido. Ela o coloca na mesa e agradeço. Dirijo meus olhos verdes para a paisagem mais uma vez. Ah, Paris... Sempre tão romântica... Parece que saíra de um conto de fadas onde todos se amam tendo um feliz para sempre. Se isso existe mesmo, quando será o meu? Sou apenas uma brasileira sonhadora e romântica que depois de muito tempo estudando consegui fazer intercâmbio nesta linda cidade. Já tive minhas paixões no Brasil, mas eram apenas isso, paixões. Sentimentos passageiros que parecem não passar de meras ilusões que criamos para nós mesmos. Afinal, mesmo que você saiba que é passageiro, a sensação de estar gostando, ou melhor, alimentando um sentimento por alguém não é... maravilhosa? Sentir o coração bater forte, o sistema nervoso entrar em pânico, as tremedeiras, a sensação de borboletas no estômago, fazer da pessoa a fonte de seus sonhos e seu principal pensamento, sorrir mesmo estando triste só de pensar neste alguém... Ah, paixão, por que faz isso? Quando o efeito desta droga acaba, sentimos uma forte abstinência e ficamos tristes por algo que você tem ciência de que era ilusório, mas lá no fundo, você queria que fosse real.
Engulo aos poucos minha bebida e tiro meu livro da minha mochila preta que combina com minha roupa. Abro na página marcada e mergulho no universo feito de papel e letras. Aqui estou eu, no universo de América Singer da série 'A seleção'. Suspiro imaginado se um dia eu irei achar um Maxon para mim, ou um Cal de "Rainha vermelha". Quem sabe... Enquanto isso, continuo apenas imaginando e comendo meu croissant.
Termino de ler o capítulo e fecho a obra. Sinto um cheiro de canela no ar... Isso parece... pretzel! O aroma faz minha barriga roncar. Vou até a vitrine e observo um dos padeiros colocar o alimento naquela vitrine. Peço um, para viagem, olho meu celular e vejo que são 07:40. Vou me atrasar se não sair daqui a tempo. Assim que pego o pedido que está dentro de um pequeno isopor, saio da padaria. Escuto uma voz dizer "moça, espera", mas a pressa e o desespero de não chegar a tempo na Universidade assumem o comando de minhas pernas e parto dali.
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Em menos de 10 minutos, me encontro na frente dos portões de ferro da Universidade. Na porta, vejo três silhuetas familiares. São as três meninas que dividem o lugar comigo que também são brasileiras: Ana, Isa e Helô.
- Oi meninas.
- Oi, Gio...Está tudo bem?
- Sim... Por quê não estaria, Ana?
- É que...Sua bolsa está arregaçada.
Como é? Puxo ela para frente fazendo meu material cair todo no chão. Droga! Meus cadernos, apostilas, estojos e até o pretzel voam se encontrando com o chão. Porcaria! Sempre fui desajeitada. Me agacho para pegar minhas coisas e... CADÊ MEU LIVRO?? AH NÃO! Ele deve ter caído da bolsa durante o caminho e nem vi.
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Paris • Lee Felix
FanfictionUm dia de rotina em Paris. Um livro, um cappuccino, um croissant, um amor Se tá vendo isso em algum lugar que não seja o wattapd Sai q é vírus
