Depois de passar por muito trânsito nas ruas de Gotham, Batman finalmente chegou ao seu destino: a Química Ace. Havia rastreado a radiação única que o gás emitia, e isto o ajudou a encontrar o local. Para certificar de que era de fato onde Coringa estava, ele teve um sinal: o Batmóvel foi recebido a tiros assim que chegou à ponte que levava à fábrica.
Com o pressionar de um botão, o veículo se transformou em algo parecido com um tanque, com reforços na blindagem e uma torre de disparo. Rapidamente, Batman atingiu todos os atiradores com munição não letal, nocauteando-os com um tiro que se parecia muito com um soco de gorila.
Agora com o caminho livre, pressionou o mesmo botão novamente, fazendo com que o tanque voltasse a ser um carro. Passou lentamente pelo portão, evitando atropelar os atiradores caídos. Por mais incrível que parecesse, no pátio da fábrica não encontrou resistência. Na verdade, estava quieto demais.
Alguns toques em sua luva esquerda e o Modo Detetive já rastreava a origem do gás, captando as menores partículas espalhadas pelo ar, que, sozinhas, não conseguiam ser minimamente letais. Seguir o rastro fez com que o morcego precisasse escalar, rastejar, subir e descer, até chegar a um dos caldeirões, onde o gás estava sendo fabricado. No entanto, aparentemente não era só gás do riso. O sensor do Bat-traje detectava uma mistura da substância com outro gás, cujo nome causou arrepios na pele de Bruce Wayne: o gás do medo do Espantalho.
Subindo a um ponto de observação para conseguir uma perspectiva melhor do ambiente em que estava, Batman procurou por vida humana, e encontrou duas pessoas dentro de uma das salas de controle: exatamente Jonathan Crane e o Coringa. Com o sensor auditivo, começou a ouvir uma conversa entre os dois.
— A mistura já está quase pronta. – disse o Espantalho, olhando para uma tela que mostrava todo o processo químico que acontecia entre as moléculas das duas substâncias. – Com a potencialização que o seu gás do riso cria nos efeitos do meu gás do medo, podemos dominar Gotham em pouquíssimo tempo.
— E o protótipo de que falou antes, Crane? – o palhaço perguntou, rindo. – Estou ansioso para ver o que esse gás pode fazer com gente.
— Já está pronto. – O doutor respondeu, apontando para um botão. – Basta apertar este botão e verá a mágica acontecer.
Ao ouvir sobre o protótipo, Batman tentou procurar por possíveis funcionários que tivessem sido capturados, mas o Modo Detetive não mostrou nada. Com isso em mente, sentiu-se apreensivo, mas continuou observando.
O Coringa começou a dançar enquanto se aproximava lentamente do botão, cantarolando qualquer besteira incompreensível. Quando apertou o botão, nada aconteceu, aparentemente. Isso fez Batman se perguntar se aquilo era apenas uma das piadas que o palhaço fazia, e que estava provocando Crane. No entanto, tais pensamentos foram negados assim que um jato de gás foi emitido da boca da gárgula em que Batman estava usando para observar, rapidamente entrando pelas narinas do morcego e levando-o ao chão com o susto.
— Uhuhuhu. – O Coringa comemorou, rindo freneticamente. – Pegamos um morceguinho.
— Não caímos mais nos seus truques estúpidos, Batman. – Espantalho disse, se aproximando do Batman caído. – Fico feliz por ter se voluntariado a experimentar minha nova toxina.
— NOSSA! – O palhaço empurrou Crane, incomodado com seu egoísmo. – NOSSA NOVA TOXINA! – Voltou a rir loucamente, tentando controlar a si mesmo, mas falhando.
— Que seja. – Chegou à frente do Batman e colocou a sua luva com seringas cheias de toxina do medo sobre a máscara do morcego. – É hoje que o Morcego quebra. Traga os reféns! – ordenou.
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Azul e Vermelho: O Novo Código do Morcego
Fanfiction(Arco 5 de 10) Todos sabem que o Batman não mata. Ele pode ferir gravemente, mas matar nunca está nos seus planos. Na verdade, não estava. Uma tragédia ocorrida numa noite de combate ao crime faz com que o vigilante repense totalmente o seu código d...
