- Bom dia, dormiu bem? - ele cheirava meu pescoço enquanto me abraçava por trás
- Bom dia... - virei minha cabeça para olha-lo e o encontrei sorrindo dando leves beijos em meu ombro.
E de súbito acordei novamente. Minha respiração estava acelerada e meu coração estava a mil. Não há um dia que eu não sonhe com ele desde sua partida, desde aquela noite. A partir daquele dia eu não conseguia parar de pensar nele. Quando ia a floresta, esperava que ele estivesse lá. Quando dava o horário de ir trabalhar, esperava que fosse ele toda vez que alguém abria a porta. Quando voltava para casa, esperava que ele estivesse me esperando na porta. Só que isso nunca mais aconteceu e já fazem quase dois meses. Desde então segui minha vida normal e tentei parar de pensar nele, não deu muito certo mas tentei.
E, mais uma vez, acordava e ia fazer o que havia para ser feito. Já estava farta do meu trabalho e queria sair. Passava mais tempo na floresta que o normal, nem dormia mais em casa. Eu queria vê-lo, não só para repetir o mesmo daquela noite, mas queria conversar com ele, queria me tornar próxima a ele. Ele, simplesmente, me deixou. Me pego perguntando a mim mesma: Será que ele pensa em mim? Significou alguma coisa pra ele?
Percebi que eu havia criado sentimentos por ele, mas sentimentos de uma noite? Isso é um problema bem grave. - Resmunguei para mim mesma enquanto comia meu pão com ovo que, a princípio, estava com um cheiro estranho. Bebi um gole de suco e fui lavar a louça do café da manhã para ir para a floresta.
Ao abrir minha gaveta encontrei minha bandana. Você largou essa vida há muito tempo, não tem nada de bom e feliz nisso. Esqueça. - Meu subconsciente estava me dizendo o certo. Fechei a gaveta e fui embora.
A floresta estava quieta como sempre, o clima estava mudando e era pra chuva. Pensamentos importunos sobre minha antiga vida rodeiam minha cabeça, quantas pessoas eu já matei, quantas já torturei. Jurei pra mim mesma que nunca mais faria isso de novo.
O vento era gelado, o capim estava morrendo e as folhas das árvores estavam caindo. Era o começo de uma nova estação. Um mau cheiro, um cheiro que eu conheço bem, veio junto dos ventos que as árvores traziam. Sangue.
Andei em direção ao cheiro, aquilo se rebulhava em meu estômago. Havia um animal caído no chão, era um esquilo claro, quase amarelo. Já morreu?
Cheguei mais perto, ele tinha um sinal de respiração bem fraco mas tinha. Agachei e o observei.
- Quem será que fez isso com você, pequenino? - botei minha mão em seu pequeno e gelado corpo cheio de sangue, sua ferida se fechou e os danos internos foram reparados. - Está tudo bem agora, não é hoje que você vai morrer. - passei um de meus dedos em sua cabeça.
Seus olhos se abriram e ele se levantou. Seus pequenos olhos pretos me olhavam, estavam brilhando. Em uma fração de segundos tudo que eu havia comido de manhã voltou e o cheiro do sangue ajudou, botei tudo para fora. O esquilo, permanecia intacto, estava parado em pé me olhando.
- Eu sabia que aquilo não estava bom para comer de manhã, mas mesmo assim eu comi. Burrice né? - ri para ele.
O esquilo pulou em mim, ficando no meu ombro e deitando nele. O que ele está fazendo? Quer ficar comigo?
- Está com fome? - retirei do meu bolso uma bolacha que foi devorada 3 segundos depois de mostrar para ele. - Se você for ficar comigo tenho que te dar um nome, né?
Ele permanecia me olhando com aqueles pequenos olhos pretos e brilhos.
- Já sei - sorri para ele - Seu nome será Aki-chan. Gostou?
Seus olhos brilhavam mais ainda como se entendesse o que eu dizia.
- Vamos embora, você deve estar com fome.
--
- O que você acha, Aki-chan? - Estava deitada com o esquilo enquanto contava a história que aconteceu com aquele homem. - Eu deveria ir atrás dele?
Aki só grunia mas parecia que era uma resposta.
- Eu também acho, vou resolver isso amanhã. Por hoje temos que dormir.
Apaguei a luz e caí instantaneamente num sono, fazia tempo que eu não usava chakra, já que havia renunciado esse modo de vida. Estava exausta.
E, novamente, sonhei com ele. ''Yui'' - eu conseguia sentir sua doce voz chamando meu nome. Acordei com Aki-chan dormindo em meu rosto.
- Bom dia. - o peguei e o coloquei na cama, estava um sono profundamente pesado. - Que fome...
--
- Não custa ir verificar, aliás, eu quero ir falar com ele. - Falei para Aki-chan, confiante, enquanto colocava mais uma muda de roupa na mochila.
Ele parecia que queria me acompanhar e então partimos em uma viagem para o país do fogo.
Com Aki-chan em meu pescoço e com minha mochila nas costas, traçamos um longo caminho para a Aldeia da Folha. Seriam 3 dias longos e cansativos dias de viagem.
BINABASA MO ANG
Kakashi da Aldeia da Folha
FanfictionEnquanto em uma missão, Kakashi encontrou uma jovem moça e acabou tendo uma atração por ela e ela por ele. Isso tudo terminou na cama com Kakashi revelando quem é e onde vive. A jovem moça, relutante, teve que ir ver se era verdade o que ele dizia e...
