Prólogo.

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A minha vida...
Bom, como explicar a minha vida?

Tudo se iniciou no dia 20 de Outubro, no ano de 2014, em uma rua estreita do Brooklyn. Essa data e outras duas me marcaram muito.
Mas não esperava encontrá-la tão ocasionalmente. Eu vou tentar te contar resumidamente pois a história é longa, e como em todo filme de comédia romântica tudo começou por um amor incubado e hoje, bem, hoje em dia eu nem sei mais explicar o que sinto por ela.

Nos esbarramos na esquina do meu prédio. Ela carregava algumas sacolas cheias de frutas e as mesmas foram-se ao chão. Eu nunca tinha visto mulher tão impaciente como aquela, mas eu gostei.

A ajudei com as sacolas mas mesmo assim ainda tive que ouvir alguns palavrões nada legais, mas não me ofenderam. Eu gostei!

Após eu tê-la ajudado, ela seguiu o seu caminho sei lá para onde e eu adentrei o meu prédio. Subi às escadas pois o elevador estava com problemas pela quarta vez na semana. Até pensei em reclamar com o síndico, mas não estava a fim de mais um estresse diário.

(...) Entrei em meu apartamento, tudo normal, tudo beleza...Segui minha vida como de costume!

No dia 22 de Dezembro resolvi sair para comprar algumas coisas para a ceia de Natal.
O tempo estava frio então optei por um suéter vermelho, uma calça jeans surrada que eu tinha desde 2006 e joguei um sobretudo preto por cima. Calcei as minhas botas de salto baixo e peguei a minha carteira em cima da cômoda. Saí de casa exatamente às 17:00 horas.

Cheguei em poucos minutos ao supermercado e fui tranquila fazer as minhas compras. Ao passar com o carrinho no corredor dos laticínios, o percebi grudar no vestido da moça que estava de costas ao meu lado. Ela percebeu que o meu carrinho estava puxando o seu vestido e então eu logo tratei de terminar com aquilo empurrando o carrinho para a frente. Eu só não imaginava que ia acontecer toda essa catástrofe!

O carrinho bateu na bancada de leite de caixinha fazendo com que todas, ou praticamente todas as caixas, fossem ao chão.

Eu fechei os meus olhos para me controlar.
– Maldito carrinho, maldito vestido com estampa brega!

– O meu jeito de vestir te incomoda?

Ops! Essa minha terrível mania de pensar alto demais... Devo estar vermelha de vergonha, mas tudo bem. Se vire para a moça e só peça desculpas!

Ao me virar para a moça, acabo me espantando por já "conhecê-la".
Ela me olhava com aqueles olhos arregalados e podia jurar que estava morrendo de raiva.

– Só podia ser você! A Senhora Desastrada.

O que? Eu não acredito que essa mulher cafona tenha acabado de me chamar de desastrada!

– Quem você pensa que é para me apelidar de desastrada? Ao menos me conhece.

– Não preciso lhe conhecer para ter a certeza de que em todo lugar que está faz essa bagunça.

– Ah, faça-me o favor. Já não basta ter estragado o meu dia de compras e agora me vem com asneiras!

– Vem cá, não fui eu quem grudei o meu vestido no seu carrinho. Portanto a culpada és tu!

Reviro os olhos por impaciência e respiro fundo. Essa mulher é uma esquentadinha mesmo!

– Olha minha senhora, não tenho tempo para ouvir suas abobrinhas. Agora só o que me faltava! Ter que pagar todas essas caixas de leite que estouraram. Que merda!

– É senhorita!

– Que seja!

(...) Dou uma risada amarga me lembrando de todos os detalhes desse dia. Agora cá estou eu, depois de quase 4 anos, sofrendo por aquela maldita! O pior é que eu a amo com todo o meu ser e tenho uma necessidade tão grande de tê-la em meus braços novamente...
Mas nem tudo é como a gente quer. Ela com certeza já me esqueceu, deve estar com outro alguém, e enquanto a burra aqui não deixa de pensá-la nem por um segundo.

Você deve estar meio perdido agora. Mas calma, eu vou lhe contar tudo o que me aconteceu.

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⏰ Kemaskini terakhir: Feb 27, 2020 ⏰

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