Quem vai desconfiar de mulher delicada e frágil?
Depois de matar seu pai, Nara se junta a uma policial corrupta que a introduz na gangue K.A.-um grupo formado só por mulheres extremamente talentosas e cruéis.- Quem a vê custa a acreditar que a jo...
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01:30h Nara 13 anos.
Olho o relógio mais uma vez. Ele vai chegar a qualquer momento. Minha respiração desregulada entregava o meu medo. As lembranças da noite anterior ainda estavam nítidas em sua mente...
"Ele prendeu meus braços com uma mão, era mais forte que eu. A cama balançava com os movimentos nojentos que ele fazia sobre mim. Eu já não aguentava mais, era tanta dor que me vi paralisar e deixa-lo terminar logo.
- P... pai. - Disse em um sussurro. - Por que faz isso comigo? "
O som de passos me tirou dos pensamentos, ele está vindo de novo. Prendo a respiração quando a maçaneta começa a virar. As lágrimas saiam sem controle.
Respira.
Me sento na cama quando ele entra fechando a porta logo em seguida.
Respira.
Se aproximando devagar ele sorri pra mim, o cheiro de cigarro preenche o quarto e embrulha o meu estômago.
- Minha princesa. - Meu pai diz acariciando o meu rosto.
Lentamente pego a faca que escondi embaixo do travesseiro, eu vou conseguir.
40 minutos depois a polícia chegou. Não se ouvia nada saindo da casa.
O que aconteceu? Uma multidão se formava, por que a policia esta aqui?
Os polícias se preparavam para entrar. Mayra encostou-se dando cobertura para David, o mesmo abriu a porta da sala que se encontrava aberta. Depararou-se com Nara sentada no chão da sala, coberta de sangue.
- Mayra.
Chamou a parceira que logo se aproximou da garota. Nara estava em estado de choque, e repetia sem para:
- Ele não vai me tocar, ele não vai me tocar...
- Nara? - A policial a chamou. - Nara?
A garota levantou a cabeça. Suspirou jogando os cabelos para trás.
- Parecia pertubada, no que estava pensando?
Tragou seu cigarro antes de responder.
- Naquele dia, sempre naquele dia.- Pausou. - Eu... nem ao menos consigo dormi.
- Pesadelos?
- É.
O silêncio habitou por um momento. As duas mulheres se encontravam na sacada de um dos hoteis mais luxuosos da cidade. A mais velha se aproxima de Nara.
- Se arrepende?
Nara ri irônica.
- Nunca, mas ainda à coisas inacabadas. - Tragou mais uma vez.- Preciso terminar o serviço, preciso achar... a minha mãe. Por que esta aqui, Mayra?
- Temos outro trabalho para você.
A policial a muito tempo a salvou de uma vida infurnada em um hospital psiquiátrico. Mas a mulher tinha um lado sombrio, era membro de um gangue composta só de mulheres denominada K.A.. Extremamente profissionais, nunca deixavam pistas, as pessoas não sabiam se eram reais ou só um boato.
Se escondiam em um prédio que tinha como fachada um enorme museu. Na primeira vez que andou por aquele corredor escondido de paredes vermelhas, estava receosa, porém, ao mesmo tempo, se encontrava excitada com o que iria acontecer.
Já tinha se passado muito tempo. Nara era uma assassina habilidosa, nunca falhava.
Quem desconfiaria de uma frágil e delicada mulher?