Ainda me lembro como se fosse ontem o dia que a conheci. Desligada, olhava para os lados e via cada rosto que passava pela cafeteria. Vestia um sobretudo azul-petróleo, dando um realce em sua face de menina. E antes eu achava que era mesmo uma menina menor de idade, me senti um pedófilo por ter te achado bonita na primeira vez que lhe vi. Brincava com os seus dedos e às vezes balançava as mãos. Vivia no seu mundo interior e particular. O jeito que fazia o seu pedido sem ter contato visual, o modo que evitava o contato físico, tão diferente porém tão encantador.
— Posso anotar o seu pedido, senhor? — Saio dos meus pensamentos ouvindo a voz da garçonete.
— Sim, quero um Caramel Macchiato, por favor. — Anotou e seguiu até uma outra mesa, para ser mais específico, na mesa da ________.
________. A única coisa que sabia sobre ela era o seu nome e o seu comportamento quando estava no Campus. Antissocial, repulsa ao olhar e ao toque, hiperativa consigo mesma e não tinha "noção do perigo", digo isso pois ela quase foi atropelada duas vezes.
Ninguém sabia o porquê dela ser assim, muito menos eu, pois também ninguém sabia sobre sua vida, mas era essas características que me fez ficar encantado por ela, fazendo-a única para mim.
— Aqui está o seu pedido, senhor. — Diz a mesma garçonete me entregando o meu Macchiato.
— Sim, obrigado. — Digo já bebericando o líquido quente, enquanto observava ________ bebendo o seu Mocha, café que ela sempre apreciava.
Nem havia parado para pensar e ela já havia ido embora, porém esquecendo de um dos seus documentos. Levantei da minha mesa e fui na que ela havia se sentado e peguei o papel, iria devolver amanhã, poderia ser bem importante. O que é bom pois teria a chance de me aproximar dela.
[...]
Passei pelo portão do Campus e não vi a ________ no lugar que costumava ficar. Ela não era de se atrasar. Viro o meu rosto e a vejo entrando com uma expressão preocupante.
— ________! - Corro em sua direção. — Você esqueceu isso na cafeteria. — Entrego o seu documento.
— O-obrigada. — Uau, sua voz era tão terna e suave, faria de tudo para ouvir essa voz todos os dias.
— Bom, está tudo aí, não ousei em tocar em nada. — Dizia tentando fazer contato visual com a mesma.
— Agradeço. — Não diz mais nada e sai andando. Mesmo achando sua atitude um tanto grosseira, fico feliz por ser o primeiro do Campus a puxar assunto com ela.
[...]
Já era o horário de intervalo e pude perceber que o assunto era sobre a ________.
"Não sabia que a antissocial falava."
"Achava até que ela era muda."
"Min Yoongi é corajoso de conversar com ela. Ela não parece ser normal."
"Fiquei sabendo que ela toma remédios para se controlar, deve ter alguma doença mental."
"Gente, parem com isso! A garota não está aqui para se defender."
"Como se aquela doente mental fosse se defender. É uma mosca morta."
Tive que me segurar para não socar o rosto do dono de cada comentário maldoso. Não acredito que ainda existiam pessoas que tinham pensamentos tão preconceituosos. Ouvi um falatório alto e fui em direção ao som, fiquei espantado ao ver uma grande camada de pessoas em uma roda, mas uma briga que já era uma coisa normal de se observar no Campus. Empurrei algumas pessoas para pelo menos ver quem eram os que brigavam, fiquei mais assustado ao saber, ________ estava batendo em uma garota.
— Me larga, sua demente! — Chaewon, a garota que estava sendo agredida falou.
— Você e nem ninguém tem o direito de dizer mentiras sobre mim! — ________ praticamente gritou à todos que estavam presentes. Percebia a tristeza em seu olhar, além de sua ira. O que fez-me automaticamente sentir triste e ficar com raiva também. Eu precisava agir.
— Vem, ________. Você não merece ouvir mais nenhuma palavra que saia da boca dessa aí. —Peguei a mais nova pelo braço, o que fez ela se assustar e se debater, porém segurei com os dois braços e com mais força.
— E o que você é dela, Min Yoongi. Namorado? Como se essa doente mental tivesse chance de namorar com alguém!
— Você não é ninguém para falar coisas tão absurdas sobre ela! — Me altero e levanto a voz para a Chaewon, indo em direção a ela. Não queria bater nela, só queria colocar medo na garota e em todos que pensassem em fazer mal a minha ________.
Sim. Minha ________. desde que eu a vi entrando pelo grande portão do Campus, percebi já de início que os meus sentimentos por ela eram intensos, mais que dos meus relacionamentos passados. Seu olhos, o jeito que sorria apenas por sentir a força do vento balançando o seu cabelo, esses e mais detalhes fez com que eu me apaixonasse por ela.
— E sim, eu sou o namorado da ________ e não irei permitir que infernizem a vida dela. — Minha declaração assustou a ________ e a todos que estavam ali, até mesmo a mim, havia dito sem pensar, mas, por outro lado, queria que aquilo fosse verdade.
— Min Yoongi. — A voz doce da ________ chamou minha atenção. — O que pensa que está fazendo?
— Te ajudando, agora fica quieta e por favor não me mate depois que eu fazer isso. — Puxei a menor para um beijo. Deus! Como eu tive coragem de beijá-la? E em público?
________ tentou sair dos meus braços, porém foi em vão, estava segurando a sua cintura com força e surpreendentemente, ela me correspondeu. Céus, que lábios macios que era os dela, poderia beijá-la o tempo todo que eu nunca me cansaria. Faço pressão com a minha língua para adentrar em sua boca, a mesma dá acesso. Nesse momento nem me lembrava que tinha pessoas ao nosso redor nos observando, parecia ter apenas nós dois, em uma bolha, bloqueando qualquer tipo de som, apenas podendo ouvir os estalos do nosso ósculo.
O ar fez falta e me afastei de ________ um pouco ofegante, já desejando os meus lábios nos dela de novo.
— O que foi isso? — ________ pergunta a mim com a voz um pouco falha e meio ofegante por conta do beijo.
— Te explico depois. — Viro o meu rosto para olhar todos que ainda estavam lá, alguns de boca aberta e outros com cara de tacho, Chaewon era uma delas. — O aviso está dado, quem ousar falar mal dela sofrerá as consequências. Vem, ________. — Pego a mão da mais nova e a levo para um lugar mais privado, lugar onde eu costumo sentar para pensar.
— Por que me trouxe até aqui? — A garota me questiona.
— Fico surpreso por você estar conversando com alguém pela primeira vez, e feliz por ser essa pessoa.
— Não ignore a minha pergunta, Min Yoongi. Por que me trouxe até aqui? Por que me defendeu na frente de todos? Por que se aproximou de mim?
— Por que eu sinto sentimentos fortes por você. — Digo rápido surpreendendo-a. — Você simplesmente chegou e revirou a minha vida causando um caos. Toda vez que te vejo sinto vontade de correr em sua direção e te abraçar. — Percebo que a mesma estava olhando pela primeira vez para mim. — Sinto raiva de qualquer pessoa que fala mal de você. Você não merece isso, merece ser cuidada, ser amada, e eu posso ser a pessoa que fará isso.
— Então você me ama? — Ela diz depois de alguns minutos silenciosos. Assinto confirmando. — Mesmo eu sendo assim? — Me pergunta me deixando um pouco confuso.
— Assim como?
— Eu tenho Síndrome de Asperger, espectro autista. É uma deficiência intelectual. — Diz me impressionando, ela era mesmo única.
— Mais um motivo para te amar ainda mais. — Seguro com as minhas mãos o seu rosto, me aproximando dela. — Eu sei que pode parecer confuso para você mas, me permita te amar? Me deixa resolver o quebra-cabeça do seu coração?
— Eu permito, Yoongi.
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A Special Love - Min Yoongi (One Shot)
FanfictionAinda me lembro como se fosse ontem o dia que a conheci. Desligada, olhava para os lados e via cada rosto que passava pela cafeteria. Vestia um sobretudo azul-petróleo, dando um realce em sua face de menina. [...] Vivia no seu mundo interior e parti...
