Sobrevivência. Era essa a única coisa que Anastasia Dominic conhecia. Aprendera a sobreviver o frio, o calor, fome, e sede. E mesmo todas essas coisas parecerem extremas demais, ainda eram pequenas e insignificantes comparadas à outras lições que também tivera que aprender. Como sobreviver a perda de seus pais, de sua família, sua casa, e sua vida, que mesmo tão simples, era tão amada pela pobre garota de apenas dezenove anos de idade. Estava sozinha. E sabia, claro que sabia. Não estava vivendo, estava sobrevivendo..
Depois de perambular meses pelas redondezas do reino de Cristan, onde morava de início com seus pais, na parte mais desafortunada e afastada do belíssimo reino. Buscou forças de onde não tinha para tentar uma vida bem longe dali.
Juntou todas as coisas que ainda lhe restava, o que constituía apenas em uma manta que mais cedo pertenceu a sua mãe, quem morreu ainda muito nova ao lado do marido, ambos haviam sido assassinados de forma desconhecida, bom..desconhecida pela garota.
Andava às pressas pela floresta. Não queria ter o azar de dar de cara com algum animal selvagem, ou ladrões e assassinos. Estava atenta a qualquer mísero movimento, nas árvores, moitas e arbustos. Enquanto olhava atentamente para os lados buscando se sentir mais segura, olhava também para as pequenas árvores em busca de frutas, em busca de alguma coisa. Ora, estava deveras faminta, já matou alguns coelhos e cervos para poder se alimentar, mas estava não estava armada corretamente para uma caça, sua única solução era frutas, de árvores pequenas.
Olhava para os lados e tentava seguir uma direção certeira, para que pudesse chegar em um futuro lar, talvez um novo reino, ou até mesmo um pequeno povoado. Analisava qual caminho continuar seguir, quando começou a escutar barulhos ao fundo, pareciam cavalos. Estava tão atenta aos barulhos que mal conseguia respirar, e após ouvir os tais barulhos de cavalos cada vez mais perto, se desesperou ainda mais disparando a correr pelas matas, nem sabendo para onde ir.
Corria sem parar tornando sua respiração rarefeita, e assim que por milésimos de segundos olhou para trás, pode ver cinco homens montados cavalgando em sua direção. Ficou aturdida, não sabia o que fazer, estava sozinha. Correu tanto, que acabou não percebendo mais a sua frente, um grande tronco de árvore caído pelo chão coberto de folhas e musgos, tropeçou e caiu de joelhos. Havia sido uma queda e tanto, e assim que tentou se levantar para continuar a correr, um cavalo que pode confessar ser um dos animais mais lindo e bem tratado, com os pelos brilhosos e sedosos que já viu em sua vida, apareceu em sua frente tampando seu caminho. Olhou para cima e pode ver um homem, que estava revestido de grandes e brilhosas armaduras, a deixando tão fascinada quanto assustada. Era um soldado, pensou consigo. Afastou completamente ao ver mais quatro homens vestidos como ele aparecem em sua frente.
-Quem é você? -um dos homens perguntou. Mas Anastasia se manteve ainda calada, estava assustada pelo tom da voz do soldado, temia por sua vida.
-Não vai responder? És muda? -um outro perguntou, vendo a pobre menina negar vagarosamente com a cabeça.
-Ótimo, então responda. Quem é você?
-Não sou ninguém, estava apenas a procura de um novo lar. -disse baixo, mas o suficiente para que a escutassem..
Eram soldados de um reino mais afastado dali, o reino de Mindel. Que era governado pelo temível rei Min, cujo nome corria por reinos e povoados como um cruel rei de beleza incontestável. Era temido e amado por todos, sua beleza ultrapassava tudo e a todos. Assim como seu poder.
Estavam por aquelas regiões a mando do rei, como seus melhores soldados, deveriam aperfeiçoar suas práticas de caça. E quando colocaram os olhos na menina, completamente sozinha na floresta, tiveram a ideia de presentiar seu rei, com uma nova escrava. E assim fizeram, desceram de seus cavalos, e a capturaram. Foi rápido e fácil, eram mais fortes e estava em maior número, e o que é uma completa covardia, perante seus olhos se tornou apenas mais uma caça. Caça humana, uma escrava.
-Por favor, me deixem ir. Prometo que não direi nada a ninguém, minha família está me procurando, me deixe ir.. -Anastasia gritava aos pulmões, presa em um enorme gaiola carregada por dois dos cavalos.
-Se quiser chegar viva, sugiro que fique em silêncio. -ditou um deles a olhando profundamente. Ato que fez com que a moça assustada e aturdida, se calasse abruptamente. Era possível escutar apenas o galopar dos animais, e sua respiração rápida e falha.
A viagem demorou cerca de um dia para ser terminada. Haviam parado apenas uma única vez para comerem e se hidratarem, logo continuando o caminho. Se encarregaram de não maltratar a prisioneira, como a alimentar para que chegasse em boas condições ao rei, também temiam por sua vidas, caso entregasse um presente qualquer ao soberano de Mindel.
-Acorde, escrava! -bravejou o soldado. Anastasia que depois de muito chorar e acabar dormindo, foi acordada com o seu braço sendo puxado brutalmente para fora da gaiola.
-Comece a caminhar, e não diga uma palavra.
Nem precisava ao certo fazer tal pedido. Anastasia estava temerosa. Não sabia onde estava, que reino era aquele, não sabia o que a esperava. E mesmo diante de um futuro completamente incerto de medo e dúvidas, ainda se sentia segura, afinal, era uma sobrevivente.
Enquanto seguia os homens para onde quer que a levem, correu os olhos pelo lugar. Estava diante a grandes portas de um imenso e exuberante castelo, mas julgou ser apenas os fundos do grande lugar, afinal era mais isolado e tinha apenas soldados por todas as partes e lados, com espadas, cavalos e armaduras.
-Pra onde estão me levando? Não tenho o direito nem de saber o meu próprio destino? -perguntou olhando profundamente os olhos do homens que segurava suas mãos com força. Ele a olhou com uma sombracelha levantada e sorriu nasal.
-A partir de agora não terá mais direitos, apenas deveres. E quanto ao seu destino, pertence ao soberano. Tudo que cogitar ser seu, agora é dele. -disse sorrindo mais ainda ao ver o desespero instalado no rosto da pobre garota.
-E quem é o tal soberano? -perguntou tentando não transparecer seu total desespero. Havia ela se tornado mesmo uma escrava?
-Rei Min, soberano de Mindel.
OI GENTE.
Esse é a minha primeira fic, ainda não tenho muita experiência..mas espero que gostem! Um abraço, e boa leitura.
