Estava escolhendo um pacote de batatas fritas em uma loja de conveniência naquela noite. Naquela fatídica noite.
Se eu soubesse que minha vida viraria de ponta a cabeça a partir daquele momento, talvez "só talvez" eu teria evitado cruzar aquele par de olhos.
Ele entrou naquele lugar. Seu olhar passou do balconista até mim. Ele era estranho. Estranho demais. Ele andou pelo local atento aos movimentos do balconista e eu já sabia o que ia acontecer. Precisava sair dali antes que fosse tarde demais.
Quando pensei em me mover ele foi em direção ao homem e apontou sua arma. Minha única reação foi me abaixar atrás de uma estante e rezar para que ele esquecesse da minha presença ali. E então ouvi um alarme ser disparado.
"Droga!".
O balconista disparou um alarme. O ladrão transtornado sabia que a polícia chegaria em breve, pois estávamos há poucos metros de um posto policial. Como se Deus não me ouvisse, notei que os passos daquele rapaz vinham até mim. Mantive os olhos fechados esperando que ele fosse embora, mas ele se abaixou ao meu lado e me pegou pelo braço.
- Você vem comigo! – mirei seus olhos de perto e senti um arrepio percorrendo a espinha. Mas não era mais medo. Algo me dizia que aquela noite seria muito longa.
Levantei-me junto a ele que colocou a arma na minha cabeça. Já havia um carro de polícia ali fora à espreita, quando ele saiu junto comigo os policiais abaixaram as suas armas.
- Ele tem uma refém – eu ouvi um deles dizer.
O jovem ladrão me levou depressa para o carro onde estavam dois amigos seus nos bancos da frente. Ambos com os rostos cobertos por boné e mascaras. Eu não entendia porque justamente o ladrão tinha o rosto descoberto.
- Vamos depressa! – ele ordenou aos outros ao sentar-se ao meu lado no veículo. E então comecei a pensar que talvez ele não tivesse nada a perder por isso não se importava em mostrar o rosto.
Eu olhava pra ele com curiosidade e só depois de algum tempo ele percebeu isso.
- O quê que foi? – ele perguntou agressivo e eu me senti tremendo. Aquele não era um momento para eu fraquejar. Virei o rosto para a janela, ignorando-o.
- Devíamos deixar essa garota em algum lugar. Não podemos levar uma refém conosco. – um deles disse.
- De jeito nenhum. – o ladrão retrucou.
- Ela está vendo o caminho para o nosso esconderijo. – o outro rapaz reclamou.
- Não seja por isso. – o homem ao meu lado tirou seu casaco e em seguida sua camisa. Eu assistia aquilo pasma. Ele usou sua camisa para me vendar, fazendo com que eu não visse por onde estávamos indo.
*
Meses depois...
Segurei sua mão enquanto arfava aliviada após uma das melhores transas da minha vida.
Taemin sorriu safado para mim me observando até que se aproximou novamente juntando os nossos lábios.
Liz - Não quero voltar pra casa.
Taemin - Sabe que deve ir. Não quero seus pais na minha cola de novo. – ele disse tocando o meu rosto.
Liz – Aquela casa é um inferno. Por que você não me deixa morar com você?
Taemin se levantou da cama, vestiu uma calça moletom e andou de um lado para o outro no quarto, enquanto passava a mão pelo cabelo.
Taemin – Sabe que se eu pudesse te dar uma vida confortável eu deixaria você ficar. Mas olha ao seu redor, Liz... Como você pode querer viver essa vida?
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They never know
RomanceLiz era uma jovem cuja vida é uma farsa. Vivia a sombra de um passado que a corroía. E mesmo tendo escolhido um caminho diferente, ela agora precisava encarar o seu eu verdadeiro após conhecer um homem que despertava todos os sentimentos que ela jur...
