Os dois amigos voltavam de metrô para casa depois de mais um dia de aulas, que estavam cada vez mais puxadas, e hoje não foi exceção, já que passaram o dia tendo que ler textos chatos e enfadonhos.
Entre os dois jovens, Midoriya estava menos cansado, pois sempre fora uma pessoa estudiosa e esforçada. Já Bakugou estava quase morrendo; o rapaz nunca imaginou que a vida de universitário fosse tão pesada assim.
— Por que deixei você me convencer a ingressar na universidade? — resmungou o loiro.
— Eu só sugeri. Você aceitou porque quis — retrucou. — Hoje é sexta-feira, amanhã não temos aula. Deixa de ser dramático — acrescentou.
Ver o jovem de olhos verdes respondendo assim fez com que ele sentisse vontade de esmurá-lo, ao mesmo tempo em que só queria abraçá-lo bem forte.
— Adoro quando você me responde assim — disse, próximo ao ouvido do amigo.
Midoriya, no mesmo instante, sentiu um arrepio por todo o corpo, e seu rosto ficou corado. Vendo aquela situação, Bakugou riu escandalosamente no metrô, fazendo com que todos naquele espaço público olhassem para eles.
— Kacchan, não precisa rir assim, está incomodando todos aqui — falou baixinho, mas o loiro não deu ouvidos e continuou rindo.
Assim que chegaram ao apartamento, Bakugou praticamente correu para o banheiro com a intenção de tomar um banho. Já o jovem de cabelos esverdeados seguiu para a cozinha, a fim de preparar algo para comerem.
Todo dia era a mesma coisa: ele preparava tudo enquanto o outro tomava banho e só voltava quando a comida estava pronta.
Vasculhando a geladeira à procura de algo que não fosse apenas enlatado, Izuku acabou percebendo a presença de um vinho que havia comprado para a comemoração de algo de que não se lembrava e decidiu que, naquela noite, eles iriam beber um pouco antes de dormir.
Katsuki só voltou do banho quando o amigo já estava colocando tudo sobre a mesa. Ele não estava nem um pingo a fim de ajudar, mas, ao ver Midoriya todo desajeitado tentando levar uma panela quente de sopa de legumes, comoveu-se, tirou a panela das mãos do outro e a colocou sobre a mesa com a maior facilidade.
— Não seja tão desajeitado — reclamou.
O rapaz de olhos verdes pensou em falar alguma coisa; todavia, não valia a pena se estressar àquela hora. Ele só queria paz naquele momento.
Ambos começaram a se servir e a comer sem parar. Midoriya se lembrou do vinho e, posteriormente, levantou-se para levar a bebida até a mesa, onde encheu um copo para si e outro para o companheiro de apartamento.
Katsuki não entendeu por que beberiam, porém não falou nada; apenas bebeu todo o copo de uma vez.
O rapaz nunca soube beber, sempre exagerado em tudo. Se fosse com comida, não mastigava; se fosse com bebida, virava tudo de uma vez.
— Kacchan, beba com calma — alertou.
— Hm... — deu de ombros.
Logo, o loiro já tinha virado uns cinco copos, enquanto o outro ainda estava no primeiro. Bakugou já apresentava indícios de uma leve alteração, dizendo coisas que normalmente não diria, e Izuku apenas assentia toda vez que escutava alguma delas. Não existe coisa pior neste mundo do que discordar de uma pessoa bêbada.
A garrafa de vinho já estava quase no fim e, em um impulso, Bakugou pegou-a e virou tudo na boca. O rapaz à sua frente tentou impedi-lo; entretanto, foi em vão, pois já não havia um rastro sequer de álcool no recipiente — nem de lucidez no loiro.
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All I Want
FanfictionDepois de um longo dia de estudos, os dois amigos decidem beber um pouco durante o jantar. Porém, Bakugou acaba passando dos limites e, entre algumas doses a mais e sentimentos guardados por anos, uma noite que deveria ser apenas uma distração pode...
