Risada infernal.

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Cinco e meia em ponto, o mimado chegou em seu carro preto e luxuoso, como já era esperado. Depois de quatro semanas eu finalmente ia conseguir a porra da grana que eu preciso.

Calmamente, começo a montar a minha sniper, ela é uma das minhas favoritas. A precisão, o silenciador foda, cheia de decalques.... do jeito que eu gosto.

Terminei de arrumar tudo, me aprontei, e agora era só esperar. Segundos depois, ele desceu do carro, andou por algum tempo e... pronto. Ele está encaixado perfeitamente na minha mira. Quando eu estava prestes a estourar os miolos daquele filho da puta, escuto um barulho atrás de mim. Me viro rapidamente, mas já era tarde demais. Haviam me injetado alguma droga de merda que esses riquinhos gostam de usar. Em segundos eu havia apagado completamente.

《Duas horas depois》

Sinto uma tontura forte se apossar do meu ser, abro e fecho os olhos lentamente repetidas vezes, tentando recobrar os meus sentidos. Começo a escutar vozes perto de mim, assim como uma risada que era um tanto alta e escandalosa. Fecho os olhos, sentindo a minha cabeça latejar em uma dor fulminante.

- Que porra de risada é essa?

Resmungo, com a voz rouca, agradecendo mentalmente pela risada infernal ter parado, mas, segundos depois, xingo quando a escuto novamente, seguida de alguma merda sobre "bela adormecida", não entendi muito bem. Agora, uma voz familiar, mas diferente da anterior, ecoa pelo cômodo. É a voz do riquinho filho da puta a quem eu deveria ter assassinado.

- Ah Jinnie, respeite o nosso convidado, hm? Ele deve estar com muita dor de cabeça, não estou certo?

O desgraçado pergunta em um tom baixo, se dirigindo a mim, ao qual eu prontamente respondo, impaciente.

- É, está sim, seu mimado de merda. Quão gentil da sua parte, né? Sinceramente, vai enfiar um pau no seu cu, vai.

Digo e, quase que imediatamente, escuto a risada vinda dos infernos novamente, o que me faz perder o controle completamente.

- E você ai, dessa risada do caralho, parece a porra de uma hiena! Para com essa merda!

Digo, exaltado, mas finalmente conseguindo abrir os meus olhos e ver a situação na qual eu me encontrava. É, quer dizer, não dava pra ver muita coisa, eu estou vendado. Pelo menos agora eu recobrei os meus sentidos quase que completamente e a porra da risada parou, então eu posso escutar algo além dela. Tento focar completamente nos meus outros sentidos disponíveis, estes sendo o tato, o olfato e a audição. Percebo que estou amarrado a uma cadeira, que me parece ser de metal. Meus braços estão presos para trás e as minhas pernas presas à cadeira. Consigo escutar respingos de água extremamente baixos e sinto um cheiro forte de algo metálico e ferrugem, o que me leva a acreditar que estou em algum tipo de subsolo, ou uma casa de máquinas. Mas, antes que eu pudesse analisar qualquer outra coisa, escuto aquela voz tão conhecida por mim, extremamente perto do meu ouvido, sussurrando.

- O que é que está a fazer, uh?

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